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Osmar Stabile avisa aliados que não pretende disputar eleição do Corinthians

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Redação InfoTimão
há 1 hora
6 min de leitura

Presidente vinha avaliando candidatura para o mandato de 2027 a 2029, mas recuou às vésperas do encerramento das inscrições; decisão ainda não foi anunciada oficialmente.


Osmar Stabile pode optar por ficar de fora da disputa eleitoral do Corinthians.
Osmar Stabile pode optar por ficar de fora da disputa eleitoral do Corinthians. Foto: Jhony Inácio / Meu Timão

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, comunicou a aliados e conselheiros que não pretende registrar candidatura para disputar a eleição presidencial marcada para 28 de novembro, segundo apuração confirmada pelo InfoTimão. A decisão representa uma mudança de posição do dirigente, que vinha avaliando concorrer a um novo mandato à frente do clube.


A informação foi divulgada inicialmente pelo canal Voz da Arquibancada e confirmada pelo InfoTimão.


O prazo para inscrição das chapas termina nesta quinta-feira (15), às 17h. Até lá, Stabile ainda poderia formalmente registrar uma candidatura, razão pela qual sua ausência do pleito somente estará consolidada depois do encerramento do período de inscrições sem apresentação de uma chapa.


Procurada pelo InfoTimão, a assessoria de comunicação do Corinthians informou que, por enquanto, o presidente não irá se manifestar oficialmente sobre a decisão.


A mudança ocorre em um momento de crescente pressão sobre a administração, com dificuldades financeiras, crise esportiva, cobranças internas, investigações do Ministério Público e discussões sobre a própria possibilidade estatutária de Stabile disputar o próximo mandato.


Osmar Stabile mudou de posição às vésperas do fim das inscrições


Nos últimos meses, Osmar Stabile demonstrava interesse em permanecer na presidência do Corinthians no triênio 2027–2029 e discutia internamente a possibilidade de registrar uma candidatura.


O cenário começou a mudar à medida que cresciam as dúvidas sobre sua elegibilidade e se intensificavam as cobranças sobre a atual administração.


Stabile ocupa a presidência desde maio de 2025, quando assumiu inicialmente de forma interina depois do afastamento de Augusto Melo. Posteriormente, após a destituição definitiva do então presidente, o dirigente venceu a eleição indireta realizada no Conselho Deliberativo para completar o mandato em curso.


Uma eventual candidatura neste ano, portanto, significaria a tentativa de conquistar um novo mandato de três anos, e não simplesmente completar o período para o qual havia sido escolhido pelos conselheiros.


Nos bastidores, aliados de Stabile agora discutem qual caminho seguir na eleição e com quais grupos poderão construir novas alianças diante da possibilidade de o atual presidente ficar fora da disputa.


Risco de veto eleitoral pesou nos bastidores


A eventual candidatura de Stabile vinha acompanhada de uma discussão estatutária ainda não resolvida.


O Estatuto do Corinthians estabelece uma restrição à candidatura de dirigente que assume a presidência em razão de vacância e permanece na função por período igual ou superior a 18 meses.


Stabile assumiu o comando do clube em 26 de maio de 2025. Considerando essa data como início da contagem, ele completará 18 meses em 26 de novembro de 2026, apenas dois dias antes da eleição presidencial.


A situação poderia levar sua eventual candidatura a ser questionada e submetida à análise da Comissão Eleitoral. Não houve, porém, decisão formal declarando Stabile inelegível.


Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, chegou a recomendar que Stabile avaliasse deixar antecipadamente o cargo para evitar o enquadramento na regra dos 18 meses, possibilidade que foi discutida internamente.


A questão também apareceu durante os debates sobre a reforma do Estatuto. O Conselho chegou a aprovar uma mudança que abriria caminho para uma candidatura do atual presidente, mas qualquer alteração dependeria da aprovação posterior dos associados.



Stabile recua em meio a pressão política e institucional


A mudança de posição também acontece em um dos momentos mais delicados da gestão de Osmar Stabile.


O presidente foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo no caso envolvendo a contratação de serviços de segurança, sob acusação de apropriação indébita relacionada ao uso de recursos do Corinthians. Stabile sustenta que a contratação estava vinculada às necessidades decorrentes do exercício da presidência e não representava benefício particular.



A existência da denúncia não representa condenação, e as acusações ainda precisam ser analisadas no curso do processo judicial.


Outra investigação criminal acompanha uma contratação envolvendo serviços de segurança prestados ao clube, enquanto diferentes procedimentos do Ministério Público também analisam aspectos da administração corinthiana.


Nesta semana, o caso do Fiel da Sorte ganhou um novo capítulo depois que o MP-SP cobrou informações sobre quem fiscalizava o contrato e autorizava os pagamentos realizados à Incentiva.



O vínculo havia sido firmado em administração anterior e, nessa investigação, o Corinthians é tratado como vítima enquanto pessoa jurídica. O procedimento busca também identificar eventuais responsabilidades individuais de dirigentes ou funcionários na fiscalização e autorização das despesas.


Paralelamente, o MP-SP mantém um inquérito civil que avalia a situação institucional do clube e a eventual necessidade de medidas judiciais, incluindo a possibilidade de uma intervenção na administração.


O InfoTimão acompanha os desdobramentos da investigação sobre uma eventual intervenção judicial no Corinthians. Até o momento, não existe decisão judicial determinando uma medida desse tipo.


Crise no futebol aumentou cobrança sobre presidente


A pressão sobre Stabile também cresceu dentro do departamento de futebol.

No último domingo, o Corinthians foi derrotado por 4 a 1 pelo Palmeiras, e o zagueiro Gabriel Paulista fez um duro pronunciamento na zona mista após o Derby.


O defensor afirmou que não enxergava respaldo institucional aos jogadores, cobrou o cumprimento das obrigações financeiras e relatou preocupação especialmente com atletas mais jovens que poderiam enfrentar dificuldades devido aos atrasos.



Pouco depois, Romeu Tuma Júnior convocou Osmar Stabile e outros integrantes da Diretoria Executiva para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo.



As declarações de Gabriel aparecem formalmente entre as justificativas apresentadas para a convocação.


A sequência de acontecimentos amplia o ambiente de cobrança sobre o presidente.


Não há confirmação de que o pronunciamento do zagueiro ou a reunião do Conselho tenham sido determinantes para a decisão eleitoral, mas ambos fazem parte do cenário de pressão em que Stabile comunicou aos aliados a intenção de não concorrer.


Dentro de campo, o momento também é crítico, com uma longa sequência de derrotas no Campeonato Brasileiro e pressão crescente sobre a equipe na reta final da temporada.


Possível ausência de Stabile movimenta alianças para eleição de novembro


Caso a decisão seja mantida até o encerramento das inscrições, a ausência do atual presidente muda a configuração da disputa marcada para 28 de novembro.


Aliados políticos de Stabile, entre eles setores formados por conselheiros vitalícios, passaram a discutir qual candidatura apoiar ou com quais grupos construir uma composição para o próximo mandato.


Até esta quarta-feira, Ilmar Schiavenato e José Augusto Mendes, o Zé Mendes, já haviam formalizado suas candidaturas.


Outros nomes seguem articulando participação na eleição, entre eles André Castro, André Negão, Rozallah Santoro e Sérgio Janikian. Enquanto não houver registro das respectivas chapas, porém, devem ser tratados como pré-candidatos ou nomes em articulação, e não como participantes oficialmente confirmados do pleito.


O fim do prazo de inscrições nesta quinta-feira será determinante para estabelecer definitivamente quais grupos disputarão a presidência do Corinthians.


Também será o momento em que a situação de Stabile deixará de depender apenas de uma comunicação feita nos bastidores.


Atual presidente ainda não anunciou decisão oficialmente


Embora tenha comunicado aliados e conselheiros sobre a intenção de não participar da eleição, Osmar Stabile ainda não fez pronunciamento público confirmando sua ausência do pleito.


A assessoria do Corinthians informou ao InfoTimão que o presidente não pretende se manifestar, ao menos por enquanto.


Isso mantém uma diferença importante entre a decisão política comunicada internamente e sua formalização eleitoral.


Caso nenhuma chapa liderada por Stabile seja registrada até o encerramento do prazo nesta quinta-feira, o dirigente ficará oficialmente fora da disputa pelo mandato de 2027 a 2029.


Sua saída do tabuleiro eleitoral abrirá uma nova etapa das articulações no Parque São Jorge, com os grupos que integravam sua sustentação política passando a decidir quem apoiar em uma eleição disputada em meio a uma grave crise financeira, administrativa e esportiva no Corinthians.


E você, torcedor: como avalia a sinalização de Osmar Stabile de que não pretende disputar um novo mandato e o cenário para a eleição presidencial do Corinthians? Deixe sua opinião nos comentários.


Continue acompanhando o InfoTimão para todos os desdobramentos sobre a eleição, a política e o futuro do Corinthians.


InfoTimão, informação de corinthiano para corinthiano.

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