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- Corinthians se antecipa e negocia renovação com Gui Amorim para blindar joia da base
Gui Amorim é tratado como uma das joias da Base Corinthiana. Foto: Reprodução / Instagram Gui Amorim Meia de 18 anos tem contrato até julho de 2027 e é tratado internamente como um dos principais ativos dos Filhos do Terrão O Corinthians iniciou conversas para renovar o contrato de Gui Amorim, uma das principais promessas das categorias de base do clube. O meia de 18 anos tem vínculo válido até 31 de julho de 2027, cenário que acende um alerta interno, já que o jogador poderá assinar um pré-contrato com outra equipe no início do próximo ano caso não amplie seu compromisso com o clube. A movimentação da diretoria tem um objetivo claro: blindar uma das joias dos Filhos do Terrão antes que o mercado avance de forma mais agressiva. O caso é tratado internamente como prioridade pelo potencial esportivo do atleta e pelo valor estratégico que Gui representa em um momento no qual o Corinthians busca proteger melhor os principais talentos formados em sua base. As conversas estão em andamento e são conduzidas pelo executivo Marcelo Paz, responsável pelo departamento de futebol profissional. O envolvimento direto da estrutura do profissional é visto como um indicativo de que o clube projeta Gui Amorim em um plano de longo prazo, com possibilidade de integração definitiva ao elenco comandado por Fernando Diniz. Prazo do novo contrato ainda tem versões diferentes Nos bastidores, há diferença entre as apurações sobre o prazo exato do novo contrato. Uma versão aponta proposta para ampliar o vínculo até o fim de 2028, com cláusula de renovação automática por mais dois anos. Outra apuração indica tratativas para estender a permanência do meia até 2030, também com possibilidade de prorrogação. Apesar da diferença sobre o desenho final, as informações convergem no ponto principal: o Corinthians quer ampliar o vínculo de Gui Amorim, valorizar o atleta e reduzir qualquer risco contratual a partir de 2027. O desejo do jogador também pesa a favor do clube. O estafe do meia sinaliza interesse na permanência no Parque São Jorge, enquanto as partes discutem os ajustes financeiros e jurídicos para concluir a renovação. Renovação tem peso esportivo, financeiro e estratégico A negociação vai além de uma simples ampliação contratual. Gui Amorim é visto como um dos principais ativos da base alvinegra e já está no radar do futebol profissional. O meia participou de treinamentos no CT Joaquim Grava, chegou a ser relacionado para partidas da equipe principal, mas ainda não fez sua estreia pelo Corinthians. A condução da renovação por Marcelo Paz reforça a leitura de que o clube pretende aproximar o jogador do ambiente profissional de forma planejada. A ideia é evitar uma transição precipitada, sem deixar que uma promessa valorizada fique vulnerável no mercado antes de receber uma oportunidade real no time principal. Para o Corinthians, proteger Gui significa preservar patrimônio, fortalecer a base e dar sequência a um processo que precisa transformar talento do Terrão em valor esportivo dentro de campo, não apenas em ativo monitorado por clubes do exterior. Caso Kauê Furquim serviu de alerta A pressa do Corinthians em proteger Gui Amorim também tem relação direta com o que aconteceu no caso Kauê Furquim. Em 2025, o Bahia acionou a multa rescisória do atacante, então uma das principais promessas da base alvinegra, e tirou o jogador do clube em uma movimentação que incomodou a diretoria corinthiana. Depois daquele episódio, o Corinthians se movimentou para revisar o contrato de Gui Amorim. Em agosto do ano passado, o clube assinou um aditivo com o meia, garantindo valorização salarial e aumento da multa rescisória. Na ocasião, a cláusula para o mercado nacional foi elevada para R$ 50 milhões. Já a multa para transferências internacionais passou a ser de 50 milhões de euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 297 milhões na cotação atual. O ponto de atenção, porém, permaneceu: a duração do contrato não foi alterada e seguiu válida até 31 de julho de 2027. É justamente essa lacuna que a diretoria tenta corrigir agora. Gui Amorim se destacou no Sub-17 e vive transição no Sub-20 Dentro de campo, Gui Amorim construiu status de joia após uma temporada de destaque no Sub-17 do Corinthians. Em 2025, o meia marcou 20 gols e distribuiu 15 assistências em 43 partidas, números que aumentaram o interesse de clubes brasileiros e estrangeiros. Em 2026, o jogador passou a integrar o elenco Sub-20 dos Filhos do Terrão. Na categoria, soma nove partidas, com três gols e três assistências. O desempenho poderia ser ainda mais expressivo, mas Gui ficou quase dois meses afastado após sofrer uma lesão de grau 2 no ligamento colateral medial do joelho direito. O retorno aconteceu no fim de maio, em partida contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro Sub-20. A expectativa agora é que o meia recupere ritmo competitivo e volte a ganhar sequência durante a temporada. Sub-20 volta a campo pelo Paulista Enquanto a renovação avança nos bastidores, o Sub-20 do Corinthians volta a campo neste sábado, às 15h, contra a Portuguesa Santista, na Fazendinha, pela segunda rodada do Campeonato Paulista da categoria. O Timãozinho ocupa a sexta colocação do Grupo 1, com três pontos, mesma pontuação do líder Santos, mas atrás nos critérios de desempate. A partida pode marcar mais um passo importante para Gui Amorim retomar sequência após o período de recuperação física e seguir em evidência dentro do projeto da base alvinegra. Anota aí, Fiel A renovação de Gui Amorim é uma decisão que passa por três frentes: campo, mercado e gestão de patrimônio. No campo, o Corinthians tenta preservar um meia com números relevantes na base e potencial de integração ao profissional. No mercado, busca evitar que uma joia fique exposta a investidas externas a partir de 2027. Na gestão, tenta mostrar que aprendeu com o caso Kauê Furquim e que não pretende repetir erros na proteção dos principais talentos do Terrão. Gui Amorim ainda precisa cumprir etapas naturais de formação, ganhar força física, sequência e maturidade competitiva. Mas o movimento do Corinthians é correto: antes de projetar venda, vitrine ou retorno financeiro, o clube precisa garantir que uma de suas principais promessas siga vinculada, valorizada e com caminho real para chegar ao time principal. Para quem revela talentos, proteger bem também é formar bem. O InfoTimão seguirá acompanhando os bastidores da renovação de Gui Amorim e todos os próximos passos dos Filhos do Terrão no Corinthians.
- Há 42 anos, Sócrates marcava seu último gol pelo Corinthians e encerrava uma era no clube
Doutor marcou pela última vez com a camisa alvinegra em 10 de junho de 1984, na despedida que antecedeu sua transferência para a Fiorentina e simbolizou o fim de um dos capítulos mais importantes da história corinthiana. Sócrates em campanha pelo voto nas eleições para governador de São Paulo em 1982. Foto: Reprodução No dia 10 de junho de 1984, em Kingston, na Jamaica, um dos capítulos mais marcantes da história do Corinthians chegava ao fim. Aos dez minutos do primeiro tempo, Sócrates abriu o placar para o Timão diante do Santos da Jamaica em um amistoso internacional. O Corinthians acabaria derrotado por 2 a 1, mas o resultado pouco importou para a posteridade. Aquele gol entrou para a história por um motivo muito maior: foi o último marcado pelo Doutor com a camisa alvinegra. A partida também representou sua despedida antes da transferência para a Fiorentina, da Itália, encerrando uma trajetória que ajudou a transformar o Corinthians dentro e fora de campo. Mais do que o último gol de um ídolo, aquele lance simbolizou o encerramento de uma era que deixou marcas permanentes no clube. Relembre alguns dos gols de Sócrates pelo Corinthians As imagens ajudam a entender por que o camisa 8 permanece entre os maiores nomes da história corinthiana. Em uma época marcada pela força física e pela velocidade, Sócrates se destacou pela inteligência, pela técnica refinada e por uma visão de jogo rara até mesmo entre os maiores jogadores de sua geração. A contratação que mudou a história do Corinthians Antes de se tornar um dos maiores ídolos da Fiel, Sócrates esteve próximo de seguir outro caminho. Em 1978, quando defendia o Botafogo de Ribeirão Preto, o meia era considerado uma das maiores revelações do futebol brasileiro. O São Paulo aparecia como forte candidato à contratação do jogador, mas o Corinthians conseguiu concluir a negociação e trouxe para o Parque São Jorge aquele que se transformaria em um dos personagens mais importantes de sua história. A chegada aconteceu poucos meses após o fim do jejum de títulos estaduais encerrado em 1977. Nos anos seguintes, Sócrates ajudaria o clube a construir uma identidade competitiva e vitoriosa, tornando-se a principal referência técnica da equipe. Os números de Sócrates pelo Timão Poucos jogadores conseguiram combinar protagonismo, regularidade e identificação com o Corinthians como o Doutor. Nome completo: Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira Período no clube: 1978 a 1984 Jogos: 298 Gols: 172 Títulos conquistados Campeonato Paulista de 1979 Campeonato Paulista de 1982 Campeonato Paulista de 1983 A marca de 172 gols em 298 partidas permanece impressionante até os dias atuais, especialmente por ter sido alcançada por um jogador que atuava no meio-campo. Até hoje, Sócrates figura entre os maiores artilheiros da história do Corinthians. O líder da Democracia Corinthiana Se dentro de campo Sócrates era o cérebro da equipe, fora dele se tornou o principal símbolo de um movimento que ultrapassou os limites do futebol. Entre 1982 e 1984, o Corinthians viveu a experiência da Democracia Corinthiana, modelo de gestão em que jogadores, comissão técnica e funcionários participavam das decisões relacionadas ao departamento de futebol. Ao lado de Wladimir, Casagrande e Zenon, o Doutor ajudou a transformar o clube em referência nacional em um período decisivo da história brasileira. O movimento ganhou repercussão muito além dos gramados e passou a ser associado à defesa da participação coletiva e da democracia em um país que caminhava para o fim do regime militar. Mais de quatro décadas depois, a Democracia Corinthiana continua sendo uma das iniciativas mais lembradas e estudadas da história do esporte brasileiro. Um jogador à frente de seu tempo Com 1,92m de altura, Sócrates não se encaixava no perfil tradicional dos armadores de sua época. A elegância com que conduzia o jogo contrastava com sua estatura. Seus passes de calcanhar se tornaram marca registrada, enquanto sua capacidade de antecipar jogadas e encontrar espaços fazia com que parecesse enxergar o jogo alguns segundos antes dos adversários. O talento demonstrado no Corinthians o levou à Seleção Brasileira, pela qual disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986. Na Espanha, em 1982, foi o capitão de uma equipe que permanece como referência técnica para gerações de torcedores e especialistas. Sócrates imortalizou a forma de comemorar seus gols. Foto: Irmo Celso / Placar O punho erguido que virou símbolo Entre tantas imagens marcantes deixadas por Sócrates, uma delas atravessou gerações. Após marcar seus gols, o Doutor costumava erguer o punho direito para o alto. O gesto simples se transformou em uma das comemorações mais icônicas da história do Corinthians e passou a simbolizar não apenas suas conquistas dentro de campo, mas também suas convicções e sua personalidade. Décadas depois, a imagem continua sendo imediatamente associada ao camisa 8. O fim de uma era e o nascimento de um legado A despedida diante do Santos da Jamaica marcou mais do que o encerramento da passagem de Sócrates pelo Corinthians. Ela simbolizou o fim de um período que reuniu títulos, transformação cultural e um dos movimentos mais importantes da história do clube. Com sua saída para a Fiorentina, o Corinthians perdia seu principal líder técnico e uma das vozes mais influentes da Democracia Corinthiana. Mas algumas trajetórias não terminam quando o jogador deixa o gramado. Um legado eterno para a Fiel Décadas depois daquele último gol em Kingston, os números continuam impressionando. Os títulos seguem registrados na história. Os vídeos permanecem encantando novas gerações. Mas o que torna Sócrates eterno para o Corinthians vai além das estatísticas. O Doutor ajudou a construir uma identidade. Mostrou que era possível vencer jogando com inteligência, personalidade e coragem. Fez do Corinthians protagonista dentro de campo e referência fora dele. O gol marcado contra o Santos da Jamaica foi o último de Sócrates pelo Corinthians. O legado, porém, continua sendo escrito diariamente por gerações de corinthianos que aprenderam com o Doutor que o Corinthians pode ser muito mais do que um clube de futebol. Quarenta e dois anos depois daquela tarde em Kingston, os números seguem impressionando, os vídeos continuam encantando e a Democracia Corinthiana permanece como uma das páginas mais importantes da história do esporte brasileiro. Mas talvez o maior legado de Sócrates seja outro: mostrar que é possível marcar a história de um clube não apenas pelos gols que se faz, mas também pelas ideias que se deixa. Para mais conteúdos sobre a história do Corinthians, siga acompanhando o InfoTimão.
- Corinthians formaliza proposta a Memphis e coloca no papel projeto para renovação do camisa 10
Corinthians envia proposta de renovação para Memphis Depay. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians A novela envolvendo a permanência de Memphis Depay no Corinthians ganhou um novo capítulo. Após meses de conversas, estudos financeiros, busca por parceiros comerciais e negociações de bastidores, o clube formalizou sua primeira proposta oficial de renovação ao estafe do atacante holandês. O movimento representa uma mudança importante na condução das tratativas. Conforme revelou o InfoTimão nos últimos dias, Memphis aguardava justamente que o Corinthians apresentasse de forma clara quais eram os limites financeiros do clube e quais condições estaria disposto a oferecer em um eventual novo contrato. Esse passo finalmente aconteceu. Segundo informação divulgada inicialmente pelo UOL Esporte e confirmada pelo Meu Timão, a proposta já foi entregue aos representantes do jogador. Corinthians decide não esperar definição dos parceiros Nas últimas semanas, dirigentes do Corinthians, incluindo o presidente Osmar Stabile, afirmaram publicamente que a permanência de Memphis Depay dependeria da entrada de patrocinadores interessados em participar da operação. A formalização da proposta mostra uma mudança de postura da diretoria. Segundo apuração do InfoTimão, as conversas com empresas seguem acontecendo e não foram interrompidas. No entanto, diante da proximidade do fim do contrato do jogador e da indefinição sobre o prazo para conclusão dessas negociações comerciais, o clube optou por apresentar uma oferta independente desses acordos. A avaliação interna é que as tratativas com parceiros podem continuar paralelamente ao processo de renovação, sem que isso impeça a evolução das conversas com o camisa 10. Novo contrato prevê redução salarial A proposta apresentada pelo Corinthians prevê uma reformulação significativa do atual modelo contratual. Hoje, Memphis Depay possui um custo estimado em cerca de R$ 3,5 milhões mensais, considerando salários, luvas, bônus, moradia, segurança e outros compromissos previstos no acordo firmado em 2024. No novo cenário, o clube propõe uma redução para aproximadamente R$ 2,5 milhões por mês, além da retirada de parte das cláusulas acessórias existentes no contrato atual. Internamente, a diretoria entende que o novo modelo cria uma estrutura mais compatível com a realidade financeira do Corinthians e aumenta as possibilidades de um acordo de longo prazo. Corinthians altera modelo de exploração da imagem de Memphis Um dos pontos mais relevantes da proposta envolve justamente o tema que vinha sendo discutido nos bastidores nas últimas semanas: a utilização da imagem de Memphis Depay em projetos comerciais. No contrato atual, determinadas iniciativas envolvendo a imagem do jogador exigem o pagamento de um valor mínimo previamente estabelecido ao atleta, independentemente do retorno financeiro gerado pela ação. A proposta apresentada pelo Corinthians altera essa lógica. O novo modelo prevê que não exista mais um gatilho financeiro mínimo obrigatório para utilização da imagem do atacante. Em contrapartida, Memphis Depay passaria a receber um percentual fixo sobre cada iniciativa comercial desenvolvida utilizando seus direitos de imagem. A mudança dialoga diretamente com a estratégia defendida pelo próprio jogador e por seus representantes, que vêm trabalhando para aproximar empresas interessadas em desenvolver projetos comerciais ligados ao camisa 10. Nos bastidores, a avaliação é que o novo formato facilita a criação de ações de marketing, ativações comerciais e novos produtos capazes de gerar receitas recorrentes para o clube. Memphis aguardava justamente essa formalização Pessoas ouvidas pela reportagem do InfoTimão afirmam que um dos principais pontos aguardados por Memphis Depay era justamente a formalização oficial da proposta corinthiana. O atacante queria entender até onde o clube estaria disposto a chegar financeiramente, quais seriam as condições do novo vínculo e de que forma o projeto esportivo e comercial seria estruturado para os próximos anos. Este, inclusive, foi um dos pontos cobrados pelo camisa 10 na conversa realizada com integrantes dos Gaviões da Fiel sobre a sua renovação. A entrega da proposta é vista internamente como um passo importante para destravar a negociação e iniciar uma discussão mais objetiva sobre os termos finais de uma eventual renovação. Janela de transferências pode ajudar operação A diretoria também trabalha com a perspectiva de uma redução da folha salarial nos próximos meses. Dentro do clube existe a expectativa de negociações envolvendo atletas importantes durante a próxima janela de transferências. A eventual venda de Yuri Alberto é tratada internamente como o cenário que geraria maior impacto financeiro imediato, uma vez que o atacante possui atualmente um dos maiores salários do elenco. Além dele, o Corinthians acredita que poderá receber propostas por Breno Bidon e André Luiz. Dependendo dos valores envolvidos, o clube estaria disposto a abrir negociações. A avaliação nos bastidores é que ao menos um desses jogadores poderá ser negociado, criando espaço financeiro para absorver os custos do novo contrato de Memphis. Conversas com empresas continuam Apesar da proposta ter sido apresentada sem depender diretamente de patrocinadores, o projeto comercial envolvendo Memphis Depay continua em andamento. Conforme revelou o InfoTimão, o atacante segue participando ativamente de conversas com empresas que já possuem relação com o Corinthians, como Ezze Seguros, Esportes da Sorte e BYD, além de marcas nacionais e internacionais interessadas em desenvolver ações utilizando sua imagem. A estratégia busca transformar o impacto de Memphis em novas oportunidades de receita para o clube, tanto no Brasil quanto em mercados onde o jogador possui grande relevância, como Holanda e Gana. Corinthians aguarda resposta de Memphis Sem estabelecer um prazo formal para resposta, o Corinthians aguarda agora a análise do estafe do jogador. Com Memphis Depay concentrado na disputa da Copa do Mundo, as definições mais importantes tendem a ocorrer apenas após o encerramento do torneio. Enquanto isso, as conversas seguem acontecendo nos bastidores. A formalização da proposta representa um dos movimentos mais importantes realizados pelo clube desde o início das negociações e marca uma nova fase na tentativa de manter o camisa 10 no Parque São Jorge. Com o Corinthians finalmente apresentando seus números, reformulando cláusulas consideradas estratégicas e demonstrando disposição para construir um novo modelo contratual, a renovação de Memphis Depay deixou o campo das intenções e passou a ser discutida sobre bases concretas. O InfoTimão segue acompanhando todos os bastidores da negociação e trará as próximas atualizações sobre o futuro do camisa 10 no Corinthians.
- Comissão de Ética expulsa ex-dirigentes da gestão Augusto Melo por envolvimento na invasão ao Parque São Jorge
Valmir Costa, Augusto Melo e Claudinei Alves foram expulsos do quadro associativo do Corinthians, em processo que julgou a invasão do Parque São Jorge em 2025. Foto: Reprodução Claudinei Alves e Valmir Costa foram desligados do quadro associativo do Corinthians; dupla ainda pode recorrer ao Conselho Deliberativo As punições relacionadas aos acontecimentos de 31 de maio de 2025 continuam avançando dentro do Corinthians. Nesta segunda-feira (8), a Comissão de Ética dos Associados decidiu expulsar os ex-dirigentes Claudinei Alves e Valmir Costa, ambos integrantes da gestão de Augusto Melo, por envolvimento no episódio que buscou recolocar o ex-presidente no comando do clube após seu afastamento. A decisão ainda não é definitiva. Os dois ex-dirigentes poderão recorrer ao plenário do Conselho Deliberativo (CD), que terá a palavra final sobre a manutenção ou não das punições. As expulsões representam mais um desdobramento dos processos internos instaurados após a invasão ao Parque São Jorge, episódio que desencadeou uma série de investigações, julgamentos e punições envolvendo dirigentes, conselheiros e associados ligados ao antigo grupo político que comandava o Corinthians. Quem são os ex-dirigentes expulsos Claudinei Alves foi diretor das categorias de base do Corinthians desde o início da gestão de Augusto Melo, em 2024, até maio de 2025. Já Valmir Costa ocupou funções como diretor adjunto da base e secretário-geral durante a administração do ex-presidente. A dupla teve participação direta no processo de reformulação das categorias de base do clube e esteve envolvida em decisões administrativas importantes do departamento. Durante o período em que atuaram na gestão, foram realizadas 87 contratações para as equipes Sub-17 e Sub-20 do Corinthians. Nos bastidores políticos do Parque São Jorge, Claudinei chegou a ser citado em diferentes momentos como um dos nomes ligados ao grupo político de Augusto Melo para futuras disputas eleitorais dentro do clube, cenário que ajuda a dimensionar o peso político da decisão anunciada nesta segunda-feira. Expulsões têm origem nos acontecimentos de maio de 2025 Segundo os órgãos internos do Corinthians, as punições estão relacionadas aos acontecimentos registrados em 31 de maio de 2025. Naquela data, um grupo de associados e conselheiros ligados a Augusto Melo invadiu dependências do Parque São Jorge em uma tentativa de reverter o processo político que havia afastado o dirigente do comando do clube. O episódio passou a ser tratado internamente como uma das maiores crises institucionais recentes do Corinthians e motivou a abertura de diversos procedimentos disciplinares. Desde então, diferentes órgãos do clube vêm analisando individualmente a conduta dos envolvidos e deliberando sobre eventuais sanções. Claudinei Alves contesta decisão e fala em injustiça Após tomar conhecimento da decisão, Claudinei Alves utilizou suas redes sociais para se manifestar contra a expulsão. No comunicado divulgado, o ex-dirigente afirmou possuir 27 anos de ligação com o Corinthians e negou qualquer participação em uma suposta invasão à sala da presidência. "Fui acusado de invadir a sala presidencial, fato que jamais ocorreu." Claudinei também questionou a proporcionalidade da punição aplicada. Segundo ele, outros envolvidos nos mesmos acontecimentos receberam penalidades mais brandas, como advertências e suspensões temporárias. "O que mais causa estranheza é observar que outras pessoas envolvidas nos mesmos acontecimentos receberam penalidades significativamente mais brandas. Diante disso, surge um questionamento legítimo: por qual motivo apenas eu fui submetido à penalidade máxima?" O ex-diretor afirmou ainda que pretende recorrer da decisão e defender sua reputação pelas vias estatutárias disponíveis. Ex-dirigente nega envolvimento direto no episódio Ao longo do comunicado, Claudinei sustentou que sempre manteve uma relação respeitosa com funcionários, associados, dirigentes e conselheiros do Corinthians. Ele também afirmou receber a decisão com tristeza, mas declarou estar tranquilo em relação à própria conduta. "Recebo esta decisão com tristeza, mas também com a consciência tranquila de quem sempre procurou honrar o clube e respeitar sua história." Até a publicação desta matéria, Valmir Costa não havia se manifestado publicamente sobre a decisão da Comissão de Ética dos Associados. Entenda a diferença entre os processos em andamento Embora estejam relacionados aos mesmos acontecimentos de 31 de maio de 2025, os processos em andamento dentro do Corinthians tramitam em instâncias diferentes. Os casos de Claudinei Alves e Valmir Costa foram analisados pela Comissão de Ética dos Associados, órgão responsável por avaliar a conduta dos sócios do clube. Já os casos de Augusto Melo, Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic, Ronaldo Fernandez Tomé e outros integrantes do quadro político passaram pela Comissão de Ética e Disciplina, vinculada ao Conselho Deliberativo. Apesar de distintos, ambos os processos têm origem nos mesmos acontecimentos e fazem parte das medidas adotadas pelo Corinthians para apurar responsabilidades relacionadas à tentativa de recondução de Augusto Melo ao poder. Crise política segue produzindo novos desdobramentos As expulsões de Claudinei Alves e Valmir Costa ocorreram no mesmo dia em que o Conselho Deliberativo julgou parte dos envolvidos no episódio. Na noite desta segunda-feira, os conselheiros aprovaram a expulsão de Maria Angela Ocampos, primeira-secretária do Conselho Deliberativo, além de Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé. Os três foram apontados pela Comissão de Ética e Disciplina como participantes das movimentações que buscavam reconduzir Augusto Melo ao comando do clube. Já o julgamento de Mario Mello Junior acabou adiado após o conselheiro passar mal antes da leitura do parecer que analisaria sua situação. Augusto Melo já foi expulso do quadro associativo Os julgamentos desta semana acontecem poucos dias após a expulsão do próprio Augusto Melo. O ex-presidente foi desligado do quadro associativo do Corinthians após o Conselho Deliberativo aprovar, por ampla maioria, o parecer elaborado pela Comissão de Ética e Disciplina. Segundo os órgãos internos do clube, Augusto foi considerado o principal beneficiário da tentativa de reversão do processo que culminou em sua saída da presidência. Outros casos ainda serão analisados Apesar das decisões já tomadas, os processos relacionados aos acontecimentos de 31 de maio de 2025 ainda não foram encerrados. Outros conselheiros seguem aguardando a análise definitiva dos pareceres elaborados pelos órgãos internos do clube, com punições que podem variar entre advertências, suspensões temporárias e expulsões. As próximas votações deverão ser marcadas pelo presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão. Expulsões reforçam avanço das punições ligadas à crise política As expulsões de Claudinei Alves e Valmir Costa demonstram que os desdobramentos dos acontecimentos de 31 de maio de 2025 continuam avançando em diferentes instâncias do Corinthians. Enquanto o Conselho Deliberativo analisa recursos e processos envolvendo conselheiros e ex-dirigentes, a Comissão de Ética dos Associados também segue avaliando a participação de sócios ligados ao episódio. Com recursos pendentes e novos julgamentos previstos, a crise política iniciada em 2025 continua produzindo reflexos diretos na composição política do clube e no futuro de figuras que integraram a gestão de Augusto Melo. Confira o comunicado de Claudinei Alves na íntegra "COMUNICADO DE INDIGNAÇÃO Venho, por meio deste comunicado, expressar minha profunda indignação diante da decisão tomada contra minha pessoa no dia 08 de junho de 2026! São 27 anos de dedicação ao clube. Ao longo dessa trajetória, tive a honra de atuar em diferentes funções, incluindo os cargos de Diretor Adjunto e Diretor da Diretoria Executiva da Base. Não pretendo aqui discutir conquistas, derrotas, acertos ou erros de minha passagem pela instituição. Como qualquer pessoa que exerce função de gestão, estou sujeito a críticas, avaliações e julgamentos sobre meu trabalho. O que não posso aceitar é ser alvo de uma punição tão severa baseada em uma acusação que considero injusta e incompatível com minha conduta ao longo de quase três décadas de convivência dentro do clube. Fui acusado de invadir a sala presidencial, fato que jamais ocorreu. Quem me conhece sabe da minha postura, do respeito que sempre mantive com todos os departamentos, conselheiros, associados, funcionários e dirigentes. Sempre fui um homem de clube, presente no dia a dia da instituição, construindo relacionamentos pautados pelo respeito e pela convivência harmoniosa. O que mais causa estranheza é observar que outras pessoas envolvidas nos mesmos acontecimentos receberam penalidades significativamente mais brandas, como advertências ou suspensões. Diante disso, surge um questionamento legítimo: por qual motivo apenas eu fui submetido à penalidade máxima? Não busco privilégios nem tratamento diferenciado. Defendo apenas que haja coerência, proporcionalidade, isonomia e justiça na aplicação de qualquer medida disciplinar. Todo associado tem o direito de ser julgado de forma imparcial, com base em fatos concretos e observando os princípios da ampla defesa e do contraditório. Recebo esta decisão com tristeza, mas também com a consciência tranquila de quem sempre procurou honrar o clube e respeitar sua história. Permanecerei defendendo minha honra, minha reputação e a verdade dos fatos pelos meios adequados. Deixo registrada minha indignação e meu sentimento de profunda injustiça diante do ocorrido. Atenciosamente, CLAUDINEI ALVES." O InfoTimão seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e trará todas as atualizações sobre recursos, julgamentos e decisões dos órgãos internos do Corinthians.
- ASSINA FIEL: SAFiel busca apoio da torcida para avançar discussão sobre proposta de SAF no Corinthians
Movimento lança campanha para reunir manifestações favoráveis à análise formal do projeto; iniciativa não representa aprovação da SAF nem obriga o clube a avançar com a proposta A SAFiel iniciou uma nova etapa de mobilização em torno da proposta de criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Corinthians. O grupo lançou recentemente a campanha "ASSINA, FIEL", iniciativa que busca reunir manifestações de apoio à assinatura de uma proposta não vinculante destinada a abrir discussões formais sobre o projeto dentro da estrutura política do clube. Segundo os organizadores, a campanha não representa aprovação da SAF, tampouco significa que o modelo será implementado automaticamente. O objetivo declarado é demonstrar aos dirigentes e órgãos estatutários do Corinthians que existe interesse de parte da torcida para que a proposta seja analisada e debatida pelas instâncias responsáveis pelas decisões do clube. A mobilização surge em um momento em que o tema SAF voltou a ganhar espaço nos bastidores do Parque São Jorge, impulsionado pela apresentação de uma nova carta de intenções da SAFiel e pelas recentes reuniões realizadas pelo grupo com representantes da política corinthiana. O que significa assinar a campanha? Um dos pontos destacados pela própria SAFiel é que a campanha não possui efeito deliberativo ou jurídico. Na prática, o torcedor que registra apoio à iniciativa não está votando pela implementação da SAF nem autorizando qualquer mudança estrutural no Corinthians. A manifestação serve como uma demonstração de apoio para que a proposta seja formalmente apreciada pelos órgãos competentes do clube. Caso o projeto avance futuramente, ele ainda dependeria de uma série de etapas internas, incluindo análises técnicas, discussões institucionais e eventuais aprovações previstas no Estatuto. Dessa forma, a campanha funciona mais como um instrumento de mobilização política e demonstração de interesse popular do que como uma etapa formal do processo de transformação do futebol em SAF. Por que a campanha foi lançada agora? O lançamento acontece poucos dias após a SAFiel encaminhar ao Corinthians uma nova carta de intenções não vinculante relacionada ao projeto. O documento, enviado ao clube em 2 de junho, prevê uma captação de até R$ 3 bilhões para viabilizar um modelo de SAF baseado na participação dos torcedores e na manutenção de mecanismos de influência institucional do Corinthians dentro da futura empresa. Nos últimos meses, o grupo também ampliou sua atuação nos bastidores do clube. Além de participar da audiência pública sobre a reforma do Estatuto, a SAFiel apresentou o projeto a diferentes setores da política corinthiana, incluindo reuniões com o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, o presidente licenciado do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, e integrantes do Conselho de Orientação (Cori). Nesse contexto, a campanha surge como mais uma iniciativa voltada a ampliar a visibilidade do projeto e demonstrar engajamento popular em torno da proposta. O que prevê a proposta da SAFiel? A versão mais recente do projeto defende a criação de uma empresa responsável pela gestão do futebol masculino, futebol feminino e das categorias de base do Corinthians. Segundo a SAFiel, a estrutura permitiria captar recursos para reorganização financeira do departamento de futebol e implementação de mecanismos de governança corporativa. O documento prevê uma captação inicial de R$ 2,5 bilhões, com possibilidade de atingir até R$ 3 bilhões em caso de demanda superior ao esperado. Os recursos seriam destinados principalmente ao saneamento das dívidas ligadas ao futebol, investimentos esportivos, melhorias de infraestrutura e fortalecimento institucional. A proposta também prevê mecanismos destinados a preservar a identidade histórica do clube, incluindo proteção ao nome, escudo, cores e símbolos do Corinthians. Outro ponto defendido pelo grupo é a manutenção de uma golden share, instrumento que garantiria ao clube direitos especiais e poder de veto sobre determinadas decisões estratégicas. Entenda os principais pontos do projeto Tema O que prevê Captação prevista Até R$ 3 bilhões Investimento mínimo R$ 250 Participação dos torcedores Sim Golden Share para o clube Sim Proteção ao escudo e às cores Sim Clube social continua existindo Sim Royalties pela marca Sim Aprovação dos associados Necessária Implementação aprovada Não O debate sobre SAF continua sem consenso Embora tenha ganhado espaço nas discussões políticas do clube, uma eventual transformação do Corinthians em SAF continua longe de representar consenso entre torcedores, dirigentes e conselheiros. Parte dos defensores do modelo entende que a adoção de uma estrutura empresarial poderia contribuir para acelerar a reorganização financeira do futebol e ampliar a capacidade de investimento da instituição. Por outro lado, existem setores que defendem cautela e argumentam que mudanças estruturais dessa magnitude exigem amplo debate interno, estudos aprofundados e análises detalhadas sobre impactos financeiros, jurídicos e esportivos. Atualmente, não existe qualquer processo oficial de implementação de uma SAF em andamento no Corinthians. Por isso, mesmo com a nova campanha, o cenário institucional permanece inalterado. O que aconteceria se a proposta avançasse? Caso o projeto venha a ser analisado formalmente pelo clube, ainda seria necessário percorrer diversas etapas antes de qualquer eventual implementação. Entre elas estão avaliações da presidência, análises dos órgãos estatutários competentes, estudos técnicos independentes, processos de auditoria, validações regulatórias e, eventualmente, deliberação dos associados em Assembleia Geral. Ou seja, mesmo em um cenário hipotético de avanço da proposta, a decisão final não dependeria exclusivamente da SAFiel ou da campanha lançada pelo grupo. Movimento "Assina, Fiel" amplia presença nos bastidores do Corinthians A campanha "ASSINA, FIEL" representa mais um capítulo da atuação da SAFiel dentro do debate político corinthiano. Desde a apresentação da primeira carta de intenções, em outubro de 2025, o grupo tem buscado ampliar o diálogo com dirigentes, conselheiros, associados e torcedores. Além das reuniões realizadas com lideranças do clube, a iniciativa participou da audiência pública sobre a reforma do Estatuto, apresentou o projeto na quadra da Gaviões da Fiel e recentemente detalhou a versão 2.0 da proposta para integrantes do Cori. Agora, ao buscar apoio popular por meio da nova campanha, a SAFiel tenta fortalecer o debate em torno do projeto e ampliar a visibilidade da proposta dentro do universo político do Corinthians. Como participar da campanha Os torcedores interessados em conhecer mais detalhes da iniciativa e registrar sua manifestação de apoio podem acessar a página criada pela SAFiel para a campanha. Saiba mais e participe: safielja.com.br Segundo o movimento, o objetivo é demonstrar que existe interesse de parte da torcida para que a proposta seja formalmente discutida pelos órgãos responsáveis pelas decisões dentro do Corinthians. O InfoTimão acompanha diariamente os bastidores do Corinthians, trazendo informações, análises e apurações sobre os principais temas que impactam o presente e o futuro do clube dentro e fora de campo.
- MP inclui Osmar Stabile como investigado em apuração sobre empresa de segurança contratada pelo Corinthians
Osmar Stabile segue no centro de polêmicas envolvendo sua gestão. Foto: Marco Miatelo / AGIF Presidente do Corinthians será ouvido pelo Ministério Público após surgimento de novos elementos em investigação sobre contratação de empresa ligada a funcionário do clube O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, passou a integrar oficialmente a lista de investigados do procedimento criminal conduzido pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura possíveis irregularidades na contratação de uma empresa de segurança pelo clube. A inclusão do mandatário foi determinada pelo promotor Cassio Conserino, responsável por diversas investigações relacionadas às últimas gestões do Corinthians. Segundo documento ao qual o InfoTimão teve acesso, a decisão foi tomada após o surgimento de novos elementos durante o andamento das apurações. Com isso, Stabile deverá prestar esclarecimentos formalmente aos procuradores no próximo dia 23 de junho, às 11h15. A medida representa um novo capítulo da crise política e administrativa vivida pelo clube nos últimos meses e ocorre em meio ao avanço de pedidos de impeachment e questionamentos relacionados à gestão do atual presidente. Por que a inclusão de Osmar Stabile como investigado é importante A decisão do Ministério Público marca a primeira vez que Osmar Stabile passa a figurar formalmente como investigado em uma das apurações relacionadas à sua gestão no Corinthians. O avanço ocorre em um momento de forte pressão política sobre a atual administração, que já enfrenta pedidos de impeachment protocolados por conselheiros e associados, questionamentos relacionados à contratação de empresas de segurança e uma série de debates internos sobre governança e transparência. Além do impacto jurídico, a inclusão do presidente na investigação amplia o peso político do caso dentro do Parque São Jorge, uma vez que o tema já é utilizado por grupos de oposição para questionar atos da atual gestão. Por que Osmar Stabile foi incluído como investigado De acordo com o ofício assinado por Cassio Conserino, dois elementos principais motivaram a inclusão de Osmar Stabile na investigação. O primeiro foi o depoimento prestado por Fábio Soares, ex-diretor administrativo do Corinthians. Segundo o relato colhido pelo Ministério Público, a contratação emergencial da empresa de segurança teria partido do próprio presidente do clube, e não da diretoria administrativa, como havia sido informado anteriormente. O segundo ponto envolve a situação de Fernando José da Silva, proprietário da empresa contratada pelo Corinthians. A promotoria afirma ter identificado documentos que indicam que Fernando também exercia funções dentro da estrutura do clube durante o período analisado. Para o Ministério Público, os novos elementos justificam a ampliação do escopo da investigação e a inclusão formal do presidente entre os investigados. Contradição envolvendo funcionário do clube chamou atenção do MP Outro fator destacado pelo Ministério Público envolve uma suposta contradição nas informações apresentadas durante as apurações. Segundo o documento, Fernando José da Silva assinou em 23 de maio de 2026 um ofício encaminhado à Polícia Militar solicitando escolta para a delegação do Corinthians em compromisso da Copa Libertadores da América. No documento, Fernando se identifica como gerente operacional do Corinthians. A informação, segundo a promotoria, diverge da versão apresentada anteriormente pelo clube, que teria informado que Fernando trabalhou na instituição apenas entre setembro e outubro de 2025. Diante da inconsistência apontada, o MP solicitou novos documentos ao Corinthians para aprofundar a análise do caso. Ministério Público quer novos documentos do Corinthians Além de incluir Osmar Stabile entre os investigados, o promotor determinou o envio de novas requisições ao clube. Entre os documentos solicitados estão: cópia do ofício assinado por Fernando José da Silva em maio de 2026; documentos subscritos pelo profissional durante o período em que atuou no clube; dados qualificativos de Lucas Apolinário e Edson Rodrigues, citados no mesmo documento. O Corinthians terá prazo de dez dias para responder às solicitações feitas pela promotoria. Relembre o caso da Mega Assessoria A investigação tem origem na contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda, responsável por prestar serviços de segurança ao Corinthians. Como revelou o Sport Insider, a companhia foi aberta em 3 de julho de 2025 por Fernando José da Silva. Segundo a apuração, a empresa atuou entre setembro e outubro daquele ano no Parque São Jorge, no CT Dr. Joaquim Grava e no centro de treinamento das categorias de base. O ponto central da investigação é que a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no segmento de segurança privada e, segundo os documentos analisados pelo MP, também não possuía contrato formal assinado com o clube. Ao todo, foram emitidas três notas fiscais que somam aproximadamente R$ 676,6 mil. Os pagamentos registrados foram: R$ 244.627,66 em 11 de setembro; R$ 208.350,00 em 23 de setembro; R$ 223.650,00 em 21 de outubro. As descrições dos serviços variam entre "assessoria de qualquer natureza", "consultoria econômica" e "vigilância". O que diz Osmar Stabile sobre o caso Em manifestações anteriores sobre o tema, Osmar Stabile afirmou que a contratação ocorreu em um contexto de emergência após a invasão ao andar da presidência do Corinthians em 31 de maio de 2025 por apoiadores de Augusto Melo. Segundo o presidente, ele solicitou apenas uma reorganização da estrutura de segurança do clube. Stabile negou ter pedido a abertura da empresa e também afirmou não ter conhecimento prévio sobre a constituição da companhia utilizada para prestar os serviços. O dirigente classificou o episódio como um erro administrativo. Caso se soma a pedidos de impeachment que já tramitam no clube A inclusão de Osmar Stabile na investigação ocorre enquanto segue em andamento pedidos de impeachment protocolados por conselheiros e associados contra o presidente. O processo já avançou na Comissão de Ética e Disciplina, que concedeu prazo para apresentação da defesa do mandatário antes da elaboração de um parecer que será submetido ao Conselho Deliberativo. Entre os argumentos apresentados pelos autores do pedido estão questionamentos relacionados à governança, ao acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e à condução administrativa do clube. Além disso, um segundo processo foi requerido e também segue em análise. Agora, a inclusão formal de Stabile entre os investigados do MP tende a ampliar ainda mais a repercussão política do caso. Empresas de segurança passaram a ocupar o centro da crise A investigação envolvendo a Mega Assessoria Operacional não é o único episódio relacionado à segurança que tem gerado questionamentos à atual gestão. Nos últimos meses, a administração de Osmar Stabile também foi alvo de críticas relacionadas à contratação da Bear Security, empresa responsável pela segurança pessoal do presidente e de seus familiares. O tema passou a integrar discussões políticas internas e motivou novos questionamentos de conselheiros sobre governança, compliance e critérios adotados para as contratações realizadas pelo clube. Com isso, as empresas de segurança se tornaram um dos principais focos de debate dentro do Corinthians em 2026. Próximos passos da investigação Com a inclusão formal de Osmar Stabile entre os investigados, o Ministério Público inicia uma nova etapa do procedimento criminal. O presidente do Corinthians será ouvido no dia 23 de junho, quando poderá apresentar sua versão dos fatos aos procuradores responsáveis pelo caso. Antes disso, o clube deverá responder às novas solicitações documentais encaminhadas pela promotoria. Paralelamente, seguem em andamento as análises relacionadas a possíveis crimes de furto, falsidade ideológica e outras irregularidades apontadas durante a investigação. Investigação amplia pressão sobre gestão de Osmar A inclusão de Osmar Stabile entre os investigados representa um novo capítulo da série de questionamentos enfrentados pela atual administração do Corinthians. Enquanto o Ministério Público aprofunda a investigação sobre as contratações relacionadas à segurança do clube, os desdobramentos do caso também seguem produzindo reflexos nos órgãos internos do Parque São Jorge. Com depoimentos ainda pendentes, novas requisições de documentos e processos políticos em andamento, a investigação tende a continuar no centro do debate corinthiano nas próximas semanas. O desfecho das apurações poderá produzir impactos relevantes tanto na esfera jurídica quanto no cenário político do Corinthians, especialmente em um momento em que a atual gestão enfrenta crescente pressão dentro e fora do clube. Leia também: Armando Mendonça pede licença de 30 dias da vice-presidência do Corinthians após denúncia do MP O InfoTimão seguirá acompanhando o caso e trará todas as atualizações sobre a investigação, os desdobramentos nos órgãos internos do clube e os posicionamentos das partes envolvidas.
- Conselho expulsa três aliados de Augusto Melo por envolvimento na invasão ao Parque São Jorge
Mais 3 conselheiros foram expulsos do quadro associativo do Corinthians. Foto: Gustavo Lima / Meu Timão Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé foram desligados do quadro associativo após decisão do Conselho Deliberativo; julgamento de Mario Mello Junior foi adiado por questão médica O Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians deu sequência, na noite desta segunda-feira, aos julgamentos relacionados aos acontecimentos de 31 de maio de 2025, quando associados e conselheiros ligados ao então presidente afastado Augusto Melo participaram da invasão ao Parque São Jorge e tentaram recolocá-lo no comando do clube. Em reunião realizada na sede social alvinegra, os conselheiros aprovaram a expulsão de Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, todos apontados pela Comissão de Ética e Disciplina (CED) como participantes do episódio. A sessão representou mais um desdobramento da crise política iniciada em 2025, que já havia resultado na expulsão do próprio Augusto Melo do quadro associativo do Corinthians na semana passada. As decisões desta segunda-feira ampliam a lista de associados punidos pelos órgãos internos do clube e mantêm em andamento uma das mais amplas séries de julgamentos disciplinares conduzidas pelo Corinthians nos últimos anos. Por que os julgamentos são importantes Os julgamentos desta segunda-feira são considerados um dos principais desdobramentos da crise política que marcou o Corinthians entre 2025 e 2026. Mais do que definir punições individuais, as votações ajudam a estabelecer como o clube pretende lidar com episódios que envolveram questionamentos à legitimidade de decisões tomadas por seus órgãos estatutários. Além disso, o resultado contribui para consolidar o posicionamento adotado pelos órgãos internos do clube após os acontecimentos que culminaram no impeachment de Augusto Melo. O que aconteceu na invasão ao Parque São Jorge Os fatos analisados pelo Conselho remontam a 31 de maio de 2025, quando um grupo de associados e conselheiros ligados ao ex-presidente tentou alterar a estrutura de comando do Corinthians. Na ocasião, a então primeira-secretária do Conselho Deliberativo, Maria Angela Ocampos, buscou anular a votação que havia resultado no afastamento de Augusto Melo. Segundo as investigações conduzidas pelos órgãos internos do clube, Maria Angela chegou a se autodeclarar presidente do Conselho Deliberativo e apresentou um documento que buscava legitimar uma nova composição de poder dentro da instituição. Caso a iniciativa tivesse sido reconhecida, Augusto Melo retornaria ao comando da diretoria, substituindo Osmar Stabile, que exercia a presidência de forma interina naquele momento. O episódio passou a ser analisado pela Comissão de Ética e Disciplina, que recomendou punições aos envolvidos após meses de apuração. Maria Angela Ocampos é expulsa por ampla maioria O primeiro caso analisado na sessão desta segunda-feira foi o de Maria Angela Ocampos. Inicialmente, os conselheiros votaram um recurso apresentado pela defesa contra o parecer da Comissão de Ética, que recomendava sua expulsão. O pedido foi rejeitado por 111 votos contrários, 21 favoráveis e três abstenções. Na sequência, após a leitura do parecer e da sustentação da defesa, o plenário deliberou sobre a punição definitiva. O resultado confirmou a expulsão da conselheira por 111 votos favoráveis e 23 contrários. Maria Angela era considerada uma das figuras centrais do episódio analisado pela Comissão de Ética, uma vez que participou diretamente das movimentações que buscavam alterar a condução política do clube naquele momento. Problema de saúde adia julgamento de Mario Mello Junior O segundo caso previsto na pauta era o de Mario Mello Junior, um dos integrantes da própria Comissão de Ética e Disciplina. Antes do início da análise, porém, o conselheiro passou mal e precisou receber atendimento médico na enfermaria do Parque São Jorge. Diante da situação, o presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, reorganizou a ordem dos julgamentos para evitar o encerramento antecipado da reunião. A data para análise do caso de Mario Mello ainda será definida pelo órgão. Paulo Juricic também é expulso Com o adiamento do julgamento de Mario Mello, o Conselho passou a analisar o caso de Paulo Juricic. Assim como ocorreu anteriormente, os conselheiros deliberaram inicialmente sobre o recurso apresentado pela defesa contra o parecer da Comissão de Ética. O pedido foi rejeitado. Após a leitura do relatório e da defesa do conselheiro, o plenário votou a recomendação da Comissão. O parecer foi aprovado por 86 votos favoráveis e 21 contrários, confirmando a expulsão de Juricic do quadro associativo do Corinthians. Ronaldo Fernandez Tomé é o terceiro expulso da noite O último caso analisado durante a sessão foi o de Ronaldo Fernandez Tomé, também integrante da Comissão de Ética e Disciplina. Mais uma vez, os conselheiros rejeitaram inicialmente o recurso apresentado contra o parecer da Comissão. Na votação final, o Conselho Deliberativo decidiu acompanhar a recomendação da Ética. Tomé foi expulso por 88 votos favoráveis e 24 contrários. Com isso, o número de expulsões relacionadas ao episódio da invasão do Parque São Jorge aumentou significativamente nas últimas semanas. Outros conselheiros ainda aguardam julgamento Apesar das decisões desta segunda-feira, os processos relacionados ao episódio ainda não foram encerrados. Outros envolvidos seguem aguardando a análise dos pareceres elaborados pela Comissão de Ética. Entre eles estão: Carlos Eduardo Melo Silva Laercio Ferreira Victoria Leandro Olmedila Marcos Coelho Abdo Paulo Rogério Pinheiro Jr. Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos Rodrigo Simonnini Gonzalez Wanderson Contrera Salles As punições recomendadas variam entre advertência e suspensão temporária. Os casos remanescentes deverão voltar à pauta em nova reunião do Conselho Deliberativo, cuja data ainda será definida por Leonardo Pantaleão. O que recomenda a Comissão de Ética Segundo os pareceres encaminhados ao Conselho Deliberativo: Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonnini Gonzalez e Wanderson Contrera Salles receberam recomendação de suspensão por seis meses; Marcos Coelho Abdo e Paulo Rogério Pinheiro Jr. receberam recomendação de suspensão por três meses; Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos tiveram recomendação de advertência. No caso de Peterson, houve abstenção do conselheiro Rodrigo Vicente Bittar, integrante da própria Comissão de Ética. Julgamentos da crise política seguem em andamento no Corinthians As decisões desta segunda-feira representam mais um capítulo da série de processos disciplinares instaurados após os acontecimentos de 31 de maio de 2025. Após as expulsões de Andrés Sanchez, Augusto Melo, Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, o Conselho Deliberativo segue analisando os desdobramentos dos episódios que marcaram a crise política vivida pelo Corinthians desde 2025. Outros casos ainda aguardam apreciação do colegiado e poderão resultar em novas punições disciplinares nas próximas semanas. Mais do que definir situações individuais, os julgamentos vêm sendo utilizados pelos órgãos internos do clube para analisar a conduta de associados e conselheiros envolvidos nos episódios investigados pela Comissão de Ética e Disciplina. Com novas votações previstas, o tema deve continuar ocupando espaço central nos debates políticos do Parque São Jorge ao longo dos próximos meses. O InfoTimão acompanha de perto todos os bastidores políticos, administrativos e esportivos do Corinthians, trazendo informação com responsabilidade, contexto e profundidade para a Fiel Torcida.
- Corinthians faz último treino antes das férias e terá sete Brabas convocadas durante a pausa
Brabas realizam último treino antes das férias. Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians O elenco feminino do Corinthians realizou, na manhã desta segunda-feira (8), seu último treinamento no CT Dr. Joaquim Grava antes da pausa no calendário para a disputa da Copa do Mundo de 2026. As Brabas ainda terão um compromisso oficial nesta terça-feira (9), quando enfrentam a Seleção Sub-23 dos Estados Unidos em amistoso no Estádio Marcelo Portugal Gouvêa, em Cotia. O amistoso desta terça-feira marcará o encerramento do primeiro ciclo da temporada para as Brabas antes de um período de 15 dias sem jogos oficiais. Após a partida, o elenco entrará em recesso entre 10 e 24 de junho, aproveitando a paralisação das competições durante a Copa do Mundo. Nem todas as atletas, porém, terão férias completas. Sete jogadoras do Corinthians foram convocadas para um período de treinamentos da Seleção Brasileira Feminina, programado entre os dias 15 e 20 de junho, em Itu, no interior paulista. A equipe alvinegra só voltará a atuar oficialmente na segunda quinzena de julho, quando está prevista a retomada do Campeonato Paulista Feminino. Último treino das Brabas antes das férias A atividade desta segunda-feira começou com um trabalho de força na academia. Na sequência, já no gramado, as atletas participaram de exercícios de passe entre linhas e atividades de posse de bola após o aquecimento. O treinamento marcou os ajustes finais para o amistoso diante da Seleção Sub-23 dos Estados Unidos, compromisso que encerra a agenda das Brabas antes do período de descanso. A comissão técnica aproveitou a atividade para manter o ritmo competitivo do elenco antes da pausa, considerada importante para recuperação física das atletas após uma sequência intensa de partidas no primeiro semestre. Amistoso fecha primeiro semestre do Corinthians feminino O duelo contra a Seleção Sub-23 dos Estados Unidos será disputado no Estádio Marcelo Portugal Gouvêa, localizado no CT das categorias de base do São Paulo, em Cotia. A partida servirá como última oportunidade para observações da comissão técnica antes do recesso e também como preparação para a retomada da temporada, que promete ser decisiva para os objetivos do clube em 2026. Atual líder do Campeonato Brasileiro Feminino, o Corinthians chega à pausa como uma das equipes mais fortes do país e segue vivo nas principais disputas da temporada. Sete Brabas foram convocadas para a Seleção Brasileira Embora o elenco entre oficialmente em férias após o amistoso, sete atletas corinthianas terão compromissos com a Seleção Brasileira Feminina durante o período de pausa. As convocadas participarão de treinamentos em Itu, entre os dias 15 e 20 de junho. Posição Atleta Goleira Nicole Ramos Goleira Ana Morganti Lateral-direita Ivana Fuso Meio-campista Ana Vitória Meio-campista Andressa Alves Atacante Jaqueline Atacante Jhonson A presença de sete representantes alvinegras reforça a importância do Corinthians como uma das principais bases da Seleção Brasileira Feminina nos últimos anos. Cronograma das Brabas durante a pausa A paralisação para a Copa do Mundo criará uma rotina diferente para o Corinthians nas próximas semanas. Enquanto parte do elenco poderá aproveitar o período de descanso, outras atletas seguirão em atividade com a Seleção. Data Evento 9 de junho Amistoso contra a Seleção Sub-23 dos Estados Unidos 10 a 24 de junho Férias do elenco corinthiano 15 a 20 de junho Treinamentos da Seleção Brasileira Feminina em Itu Final de junho Reapresentação do elenco 17 de julho (data-base) Corinthians x Ferroviária pelo Paulista A programação oficial da retomada dos trabalhos ainda será detalhada pelo clube após o encerramento do período de férias. Quando o Corinthians volta a jogar? O próximo compromisso oficial das Brabas está previsto para a segunda quinzena de julho. A data-base divulgada pela Federação Paulista de Futebol aponta o dia 17 de julho para o confronto entre Corinthians e Ferroviária, válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista Feminino. A confirmação definitiva de data e horário ainda depende da publicação da tabela detalhada pela entidade. A expectativa é que a pausa permita à comissão técnica recuperar fisicamente o elenco e preparar a equipe para uma reta decisiva de temporada, que inclui a sequência do Brasileiro e do Estadual. Corinthians mantém protagonismo durante a pausa da Copa Mesmo sem jogos oficiais nas próximas semanas, o Corinthians seguirá representado em alto nível através das atletas convocadas para a Seleção Brasileira Feminina. A pausa também chega em um momento importante para recuperação física do elenco e reorganização dos trabalhos para a sequência da temporada. Líder do Campeonato Brasileiro Feminino, o clube pretende aproveitar o período para retornar ainda mais forte na segunda metade de 2026. O amistoso diante da Seleção Sub-23 dos Estados Unidos encerra oficialmente a agenda das Brabas antes das férias e marca o início de uma pausa estratégica para um elenco que continuará sendo protagonista tanto no Corinthians quanto na Seleção Brasileira. Anota aí, Fiel: o Corinthians enfrenta a Seleção Sub-23 dos Estados Unidos nesta terça-feira (9), em Cotia, antes de iniciar o período de férias entre 10 e 24 de junho. O InfoTimão acompanha diariamente os bastidores, treinos, jogos e principais notícias do Corinthians feminino e masculino. Continue acompanhando o portal para mais informações das Brabas.
- SAFiel envia nova proposta ao Corinthians e prevê captação de até R$ 3 bilhões para criação de SAF
Grupo defende modelo de participação popular, manutenção de poderes estratégicos do clube e aporte bilionário para reorganização financeira do futebol Uma nova proposta envolvendo a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi oficialmente apresentada ao Corinthians. No último dia 2 de junho, a SAFiel encaminhou ao clube uma nova carta de intenções não vinculante propondo a constituição de uma empresa para administrar o futebol alvinegro e prevendo uma captação de até R$ 3 bilhões. O documento atualiza a proposta inicialmente apresentada em outubro de 2025 e amplia os detalhes sobre a estrutura societária, o modelo de governança e os mecanismos de proteção institucional que seriam adotados caso o projeto avançasse futuramente. A nova investida da SAFiel acontece em um momento delicado para as finanças do Corinthians. O clube convive com um endividamento superior a R$ 2,8 bilhões, além de compromissos relacionados à Neo Química Arena e sucessivas pressões de fluxo de caixa. Nesse cenário, propostas voltadas à captação de recursos e reorganização financeira passaram a ocupar espaço cada vez maior no debate político alvinegro. Apesar disso, é importante destacar que não existe atualmente qualquer processo oficial para implementação de uma SAF no Corinthians. A proposta enviada pelo grupo tem caráter não vinculante e depende de uma longa série de etapas antes de qualquer eventual aprovação. O que a SAFiel propõe? A proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão do futebol masculino, futebol feminino e das categorias de base do Corinthians. Segundo o documento, a nova estrutura assumiria ativos e passivos relacionados ao departamento de futebol, incluindo contratos comerciais, receitas de transmissão, direitos econômicos de atletas, propriedades intelectuais ligadas à atividade esportiva e obrigações financeiras associadas ao setor. Na prática, o futebol passaria a operar de forma independente em relação às demais atividades do Parque São Jorge, embora o clube social permanecesse existindo normalmente. De acordo com a SAFiel, o objetivo é criar uma estrutura capaz de atrair recursos, fortalecer mecanismos de governança e acelerar o processo de reorganização financeira do futebol corinthiano. De onde viria o dinheiro? O ponto de maior impacto da proposta é a previsão de uma captação inicial de R$ 2,5 bilhões, valor que poderia alcançar até R$ 3 bilhões caso a procura dos investidores superasse as expectativas iniciais do projeto. Segundo a carta de intenções, a operação seria baseada principalmente na participação da própria torcida corinthiana. A SAFiel defende um modelo de pulverização do capital, no qual torcedores poderiam adquirir ações da futura empresa com investimentos a partir de R$ 250, respeitando limites máximos de participação por CPF. A ideia é evitar concentração de poder em poucos acionistas e criar uma base ampla de investidores ligados ao Corinthians. O documento também prevê a possibilidade de participação de investidores institucionais, mas apenas por meio de ações sem direito a voto, caso seja necessária uma complementação da captação. Até o momento, entretanto, o grupo não divulgou investidores âncora ou compromissos públicos de aporte financeiro. Quanto representa uma captação de R$ 3 bilhões? O valor previsto na proposta chama atenção porque supera o endividamento consolidado mais recente divulgado pelo Corinthians. Segundo os números apresentados pela própria SAFiel, o clube possui obrigações superiores a R$ 2,8 bilhões, além dos custos financeiros decorrentes dos juros incidentes sobre parte dessas dívidas. O grupo argumenta que a entrada de recursos dessa magnitude permitiria atacar simultaneamente diferentes frentes do passivo financeiro, reduzindo a necessidade de antecipação de receitas e criando condições para investimentos estruturais. Ainda assim, a efetiva captação desses valores dependeria de fatores como adesão dos investidores, validações regulatórias e aprovação dos órgãos competentes do clube. Por isso, o montante apresentado deve ser interpretado como uma projeção financeira do projeto, e não como recurso já garantido. Como os recursos seriam utilizados? De acordo com a proposta, os recursos captados teriam como principais destinos: Saneamento das dívidas ligadas ao futebol Investimentos esportivos Melhorias de infraestrutura Implantação de mecanismos de governança Fortalecimento institucional do clube social O documento sustenta que a reorganização financeira seria o primeiro objetivo da operação, permitindo ao futebol operar em condições mais sustentáveis no médio e longo prazo. Corinthians manteria participação e poder de veto Um dos principais argumentos da SAFiel para diferenciar sua proposta de outros modelos de SAF é a preservação de instrumentos de influência do Corinthians dentro da futura empresa. Segundo o documento, o clube social permaneceria como acionista da SAF e receberia royalties estimados em aproximadamente R$ 600 milhões ao longo de dez anos pela utilização da marca. Além disso, a proposta prevê a criação de uma golden share, mecanismo que concede direitos especiais e poder de veto sobre determinadas decisões estratégicas. Entre os temas protegidos estariam aspectos ligados à identidade institucional do clube. Projeto prevê proteção ao escudo, nome e cores A carta de intenções estabelece mecanismos destinados a preservar elementos históricos do Corinthians. O texto prevê restrições para alterações relacionadas ao nome do clube, escudo, cores oficiais, símbolos e demais características consideradas essenciais para a identidade institucional corinthiana. Outra medida prevista é uma cláusula de reversibilidade. Segundo a proposta, o Corinthians poderia retomar o controle do futebol em situações específicas, como descumprimento de obrigações relevantes, problemas graves de gestão ou descaracterização da identidade do clube. Entenda os principais pontos da proposta da SAFiel Tema O que prevê Captação Até R$ 3 bilhões Investimento mínimo R$ 250 Controle votante Torcedores acionistas Investidores institucionais Apenas sem direito a voto Golden Share Sim Proteção ao escudo e cores Sim Clube social continua existindo Sim Royalties ao Corinthians Estimados em R$ 600 milhões Aprovação dos associados Necessária Processo oficial em andamento Não Aprovação ainda depende de diversas etapas Mesmo com o envio da nova carta de intenções, uma eventual implementação do projeto ainda está distante de qualquer definição. A proposta prevê etapas como: Análise pela presidência do Corinthians; Avaliação pelo Conselho de Orientação (Cori); Discussão no Conselho Deliberativo; Due diligence realizada por empresa independente; Validações regulatórias; Aprovação dos associados em Assembleia Geral. Por se tratar de um documento não vinculante, não existe obrigação de continuidade da negociação por nenhuma das partes. Histórico: SAFiel amplia articulação nos bastidores A nova carta representa mais um capítulo da atuação da SAFiel dentro do debate político do Corinthians. Em outubro de 2025, o grupo apresentou sua primeira carta de intenções ao clube. Nos meses seguintes, representantes do movimento participaram da audiência pública sobre a reforma do Estatuto, apresentaram o projeto na quadra da Gaviões da Fiel e se reuniram com lideranças importantes da política corinthiana, incluindo Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior. Recentemente, integrantes da iniciativa também apresentaram detalhes da versão 2.0 do projeto a membros do Conselho de Orientação (Cori) em reunião informal realizada no Parque São Jorge. No início de 2026, a SAFiel ainda encaminhou uma proposta para auxiliar na solução de duas das principais pendências financeiras do clube naquele momento: o transfer ban relacionado à dívida com o Santos Laguna, referente à contratação de Félix Torres, e o financiamento da Neo Química Arena. Debate sobre SAF continua sem consenso Embora o tema tenha ganhado visibilidade nos últimos meses, uma eventual transformação do Corinthians em SAF continua dividindo opiniões dentro do clube. Há setores que enxergam no modelo uma alternativa para acelerar a reorganização financeira do futebol, enquanto outros defendem cautela e entendem que mudanças estruturais dessa magnitude exigem amplo debate e estudos aprofundados. Por isso, o envio da nova carta de intenções não representa qualquer avanço institucional imediato, mas amplia uma discussão que deve continuar presente nos bastidores do Corinthians nos próximos meses. O InfoTimão acompanha diariamente os bastidores do Corinthians e traz informações, análises e apurações sobre os temas que impactam o presente e o futuro do clube dentro e fora de campo.
- Armando Mendonça se afasta da vice-presidência do Corinthians em meio à crise provocada por denúncia do MP
Vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça pede afastamento temporário do clube. Foto: Mastrangelo Reino / Estadão Dirigente anuncia licença de 30 dias após denúncia do Ministério Público, pedido de impeachment e pressão crescente nos bastidores do Parque São Jorge O segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, anunciou nesta segunda-feira seu afastamento temporário das funções que exerce no clube. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Time do Povo e confirmada pelo InfoTimão. Segundo apuração da reportagem, o dirigente solicitou uma licença de 30 dias, período em que ficará afastado das atividades administrativas e institucionais do Parque São Jorge. Durante sua ausência, as demandas da vice-presidência ficarão concentradas sob responsabilidade do presidente Osmar Stabile. Em situações de impedimento do mandatário, o presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, poderá responder interinamente pelas atribuições necessárias. A decisão ocorre em meio ao momento mais delicado da trajetória política de Armando dentro do Corinthians, marcado por uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados e pela crescente pressão nos bastidores do clube. Licença ocorre em meio à maior crise da trajetória política de Armando O afastamento temporário acontece poucos dias após o avanço de uma série de acontecimentos que colocaram Armando Mendonça no centro do debate político do Corinthians. Na última semana, o dirigente foi denunciado pelo MP-SP pelos crimes de apropriação indébita qualificada e continuada, tentativa de apropriação indébita qualificada, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo, no âmbito da investigação relacionada ao suposto desvio de materiais esportivos fornecidos pela Nike. Além disso, um grupo de conselheiros e associados protocolou um pedido de impeachment contra o vice-presidente junto ao Conselho Deliberativo. Nos últimos dias, o caso também ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios utilizados pelo Ministério Público e citados na denúncia apresentada à Justiça. A pressão aumentou ainda mais após os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, divulgarem nota oficial defendendo o afastamento imediato do dirigente. O que diz a denúncia do Ministério Público De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, Armando Mendonça teria se apropriado de 131 itens esportivos da Nike entre junho e outubro de 2025. Segundo a acusação, entre os materiais estão: 100 camisas; 9 blusas; 9 calças; 6 pares de tênis; 4 shorts; 2 malas; 1 mochila. O Ministério Público também sustenta que o dirigente teria tentado retirar outras 19 camisas especiais da NFL e posteriormente retirado mais oito unidades sem o registro formal exigido pelos controles internos do clube. A denúncia ainda aponta supostas tentativas de intimidação de funcionários e colaboradores envolvidos na auditoria interna que investigou o desaparecimento dos materiais. Até o momento, não existe condenação judicial contra o dirigente, e o caso segue em tramitação na Justiça. Armando nega desvios e rebate acusações Em manifesto divulgado na noite desta segunda-feira, Armando Mendonça negou categoricamente qualquer prática ilícita relacionada ao caso. O dirigente afirmou que jamais desviou materiais pertencentes ao Corinthians e contestou a narrativa apresentada na denúncia. "Por isso, afirmo com absoluta clareza: nunca desviei qualquer material do Sport Club Corinthians Paulista." Armando também questionou os números utilizados na acusação. "Não corresponde à verdade a narrativa de que eu teria me apropriado de 131 materiais do clube." Segundo ele, parte dos itens apontados sequer teria deixado as dependências do Corinthians, enquanto outros teriam sido destinados formalmente a funcionários e integrantes da estrutura de segurança ligada à presidência. O vice-presidente também argumenta que não possuía responsabilidade operacional sobre almoxarifados, estoques ou distribuição de materiais esportivos, sustentando que suas atribuições institucionais não incluíam a gestão desses setores. Ao longo do texto, o dirigente afirma possuir convicção de que sua inocência será demonstrada durante a tramitação dos processos. Críticas atingem diretamente a gestão de Osmar Stabile Além da defesa sobre o mérito das acusações, o manifesto trouxe críticas diretas à atual administração do clube. Armando afirma que solicitou auditorias independentes para aprofundar a investigação sobre o caso dos materiais esportivos, mas que os pedidos não teriam sido atendidos pela presidência. "Pedi que o Corinthians contratasse empresa especializada para realizar esse trabalho. Também pedi auditoria contábil. Meus pedidos não foram atendidos pelo presidente." Segundo o dirigente, uma análise técnica contratada posteriormente por sua defesa teria identificado inconsistências no relatório utilizado como base para as acusações. Armando também criticou a postura institucional adotada pelo clube diante do caso. "Infelizmente, faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros." As declarações evidenciam um novo desgaste entre Armando Mendonça e integrantes da atual gestão alvinegra, ampliando a percepção de um racha interno na cúpula administrativa do clube. Áudios e vazamentos também entram na linha de defesa Outro tema abordado pelo dirigente envolve a divulgação recente de trechos de conversas gravadas em setembro de 2025. Os áudios, que fazem parte do conjunto de documentos utilizados pelo Ministério Público, ganharam repercussão após serem divulgados por veículos que acompanham os bastidores políticos do Corinthians. No manifesto, Armando afirma que os conteúdos foram divulgados de maneira seletiva e fora de contexto. "Quem grava, guarda, recorta e divulga apenas quando isso se torna politicamente conveniente não contribui para a Justiça. Contribui para o linchamento moral." O dirigente classificou a divulgação como uma tentativa de desgaste político e afirmou que a utilização parcial das conversas contribuiu para um ambiente de julgamento público antes da conclusão dos processos. Pedido de impeachment segue em tramitação Paralelamente à investigação conduzida pelas autoridades, Armando Mendonça também enfrenta um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados. O documento utiliza como fundamento a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os resultados das apurações internas e os episódios relacionados à acusação de coação durante o andamento das investigações. A representação será analisada pelos órgãos competentes do clube e poderá gerar novos desdobramentos nas próximas semanas. Até o momento, não há decisão sobre eventual abertura formal do processo. O que muda no Corinthians durante a licença Com a licença temporária de Armando Mendonça, as atividades que normalmente passariam pela vice-presidência ficam concentradas sob a responsabilidade de Osmar Stabile. Em situações excepcionais de ausência ou impedimento do presidente, o clube poderá contar com a atuação institucional de Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo. Até o momento, o Corinthians não informou se haverá redistribuição formal de funções durante o período de afastamento. Manifesto expõe novo racha na cúpula do Corinthians Mais do que uma defesa jurídica, o texto divulgado por Armando Mendonça expõe um novo capítulo das divergências internas que marcam a política do Corinthians em 2026. Ao longo do manifesto, o dirigente associa parte das críticas recebidas ao posicionamento que adotou durante a crise envolvendo o antigo contrato com a Vai de Bet, episódio que culminou no afastamento de Augusto Melo da presidência do clube. Armando afirma que sua posição foi tomada quando os fatos vieram à tona, mesmo diante das consequências políticas que isso poderia gerar. "Minha posição foi tomada quando precisava ser tomada, não quando passou a ser conveniente tomá-la." A declaração reforça a tese apresentada pelo vice-presidente de que parte da atual ofensiva política estaria relacionada ao papel que desempenhou durante a crise que levou à queda do antigo presidente. Licença abre novo capítulo da crise política no Corinthians A decisão de Armando Mendonça de se afastar temporariamente da vice-presidência adiciona mais um elemento ao cenário de instabilidade política vivido pelo Corinthians em 2026. O dirigente passa a enfrentar simultaneamente uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados, a pressão de setores da torcida organizada e questionamentos internos relacionados ao caso dos materiais esportivos da Nike. Ao optar pela licença, Armando tenta reduzir o impacto institucional da crise sobre o clube enquanto prepara sua defesa. Apesar do afastamento temporário, o dirigente deixou claro que não interpreta a decisão como reconhecimento de culpa. "Não por reconhecer qualquer culpa. Porque não há culpa a reconhecer. Não por medo. Porque não tenho nada a temer." O desfecho dos processos em andamento poderá influenciar não apenas seu futuro político, mas também os rumos da atual gestão do Corinthians, em um momento em que o Parque São Jorge vive uma das fases mais turbulentas de sua história recente. Confira o manifesto de Armando Mendonça À TORCIDA CORINTHIANA, AOS SÓCIOS, AOS CONSELHEIROS E A TODOS QUE RESPEITAM A HISTÓRIA DO SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA Manifesto-me em respeito à minha história, à minha família, aos conselheiros, aos associados, aos colaboradores do clube e, sobretudo, à torcida corinthiana. Faço isso com serenidade, mas também com a firmeza necessária de quem não pode permitir que sua honra seja atingida por narrativas incompletas, acusações precipitadas, mal-intencionadas e interpretações que não correspondem à verdade. Sou advogado há mais de vinte anos. Mas, antes de tudo, sou filho, irmão, pai, corinthiano e tenho uma história construída muito antes de qualquer cargo. Uma história que jamais colocaria em risco por qualquer vantagem indevida. Fico muito preocupado em ver que uma acusação dessa gravidade, baseada em um trabalho que, embora tecnicamente imprestável, não afirma que houve qualquer desvio de materiais por mim, distribuída no final do expediente de uma quarta-feira, às vésperas de um feriado prolongado, produziu efeito concreto: minha reputação ficou exposta por dias à interpretação pública, minha família sofreu todos esses dias, enquanto a defesa, pelo próprio funcionamento da Justiça, somente poderia atuar adequadamente após a regular distribuição e tramitação do feito. Isso é grave. Não apenas pelo dano pessoal, mas pelo método. Quando uma acusação passa a circular antes do processo, a reputação de uma pessoa fica exposta antes mesmo que ela possa exercer plenamente sua defesa. Reputação não é vaidade. É patrimônio moral. É aquilo que se constrói ao longo de uma vida e que deve ser defendido com serenidade, firmeza e verdade. Por isso, considero meu dever esclarecer os fatos, reafirmar minha tranquilidade de consciência e deixar claro que jamais pratiquei qualquer ato ilícito contra o Sport Club Corinthians Paulista. Por isso, afirmo com absoluta clareza: nunca desviei qualquer material do Sport Club Corinthians Paulista. Não corresponde à verdade a narrativa de que eu teria me apropriado de 131 materiais do clube. A acusação sequer teve o cuidado de ver que desses 131 materiais, 62 itens sequer saíram do Corinthians; 6 itens foram destinados para o segurança de confiança do Presidente Osmar, Fernando; 2 malas foram destinadas para o Leonardo Pantaleão. Há equívocos que já foram explicados e continuarão sendo esclarecidos. O próprio documento interno produzido no âmbito do Corinthians não afirma que eu tenha praticado desvio, apropriação ou qualquer conduta dessa natureza. Também o inquérito policial não concluiu pela existência de desvio de materiais por minha parte. Infelizmente, faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros. Faltou vontade, de quem poderia fazê-lo, para encerrar de vez uma narrativa falsa, injusta e destrutiva. Uma acusação dessa merece uma posição do clube para toda a nação e não apenas em roda de sócios, amigos e alguns torcedores. Ninguém que conheça minimamente minha trajetória pode acreditar, de boa-fé, que eu colocaria em risco minha vida, minha família, minha profissão, minha reputação e meu nome por materiais do clube. O Corinthians é grande demais para ser tratado com leviandade. E minha história é séria demais para ser reduzida a uma acusação que não corresponde à verdade. Também é preciso dizer, com serenidade e firmeza, que não se pode atribuir a mim suposta “gestão temerária” sobre área que não estava sob minha responsabilidade direta e que não integrava minhas atribuições institucionais. A vice-presidência que exerço não se confundia com gestão operacional de almoxarifado, controle de estoque, distribuição ou baixa de materiais esportivos. Responsabilidade não se presume por aproximação, conveniência narrativa ou necessidade de encontrar um nome. Responsabilidade exige fato, atribuição, competência, conduta e prova. Sempre defendi uma apuração profissional, séria, independente e tecnicamente responsável. Pedi que o Corinthians contratasse empresa especializada para realizar esse trabalho. Também pedi auditoria contábil. Meus pedidos não foram atendidos pelo presidente, quem, de direito e de fato, é responsável pelo SCCP. Por conta disso, pedi por conta própria, por meio de empresa renomada e especializada, que fosse analisado o trabalho que o presidente pediu para quem não tinha capacitação técnica fazer. A conclusão é desastrosa. Chega de amadorismo. Chega de tratar o Corinthians com tanto desrespeito. Repudio, ainda, a divulgação seletiva de trechos de supostas conversas privadas, gravadas clandestinamente, ocorridas há muitos meses, em setembro de 2025, e trazidas a público apenas agora, sem que se conheça sua integralidade, seu contexto, sua cadeia de custódia e sua validação técnica. Conversas privadas, quando registradas sem ciência dos envolvidos, fragmentadas e apresentadas em recortes convenientes, podem servir menos à verdade e mais à destruição de reputações. Se alguém, há mais de oito meses, registrou uma conversa privada às escondidas, guardou esse material, selecionou trechos e somente agora o trouxe a público, esse método, por si só, revela muito sobre sua real intenção. Quem busca a verdade procura esclarecer os fatos no momento próprio. Quem grava, guarda, recorta e divulga apenas quando isso se torna politicamente conveniente não contribui para a Justiça. Contribui para o linchamento moral. Não temo a verdade. Nunca temi. O que me preocupa é que este episódio já deixou de ser apenas sobre mim. Ele passou a representar uma reflexão maior: se pessoas honestas, profissionais qualificados, empresários, conselheiros e associados que desejam ajudar o Corinthians passarem a acreditar que qualquer divergência política pode resultar em campanhas de desgaste, acusações precipitadas e julgamentos públicos antes mesmo da produção de provas, quem continuará disposto a servir ao clube? Os Romeus, Leonardos, Marcelos da vida? Fazer o bom combate é difícil quando alguns escolhem brigar na lama. Eu não me sujeito a esse tipo de disputa. Não descerei ao nível de quem prefere a insinuação à prova, o recorte ao contexto, a lama ao debate leal. Em momentos difíceis, fiz escolhas difíceis. Ao levar à tona a gravidade dos fatos envolvendo o caso Vai de Bet, sei que fiz inimigos. Quando tomei conhecimento daqueles fatos, minha consciência não me permitiu outro caminho. Rompi imediatamente. Cada pessoa sabe o tempo de suas decisões e o peso de seus silêncios. Não me cabe julgar a consciência de ninguém. Mas é importante lembrar que nem todos se posicionaram no mesmo momento. Houve quem demorasse, houve quem permanecesse próximo e houve até quem aceitasse funções depois de fatos graves já conhecidos. Hoje, alguns falam em moralidade como se sempre tivessem estado no mesmo lugar desde o primeiro instante. Digo isso sem arrogância e sem pretensão de superioridade. Apenas registro um fato: minha posição foi tomada quando precisava ser tomada, não quando passou a ser conveniente tomá-la. E sei que hoje pago um preço caro por isso. A política faz parte da vida em sociedade e dos clubes associativos. O problema não está na política em si, mas na forma como ela é praticada. A boa política constrói, aproxima, dialoga e serve. A má política destrói, generaliza, acusa e tenta vencer pelo desgaste moral do outro. O Corinthians não pode ser usado como trampolim para interesses pessoais, projetos externos, disputas de poder ou narrativas que reduzam sua grandeza institucional. Nunca acreditei em salvadores individuais. Nem dentro, nem fora do clube. O Corinthians não será salvo por uma pessoa, por um grupo ou por uma narrativa. A saída para o Corinthians será sempre coletiva: dirigentes, conselheiros, associados, profissionais e torcedores trabalhando com responsabilidade, transparência e respeito. Minha luta por aquilo que considero correto continuará. Não aceitarei que este tipo de jogo, cujo objetivo é afastar pessoas que podem ajudar o Corinthians, prevaleça. Quem tem reputação a preservar tem muito mais a perder do que a ganhar ao se expor. Mas há momentos em que o silêncio pode ser confundido com conformismo, e a serenidade precisa vir acompanhada de clareza. Tenho absoluta convicção de que ficará demonstrado outra vez que nunca cometi qualquer ilícito contra o Sport Club Corinthians Paulista. E tenho, acima de tudo, a consciência tranquila de quem pode olhar para sua família, para sua história, para os conselheiros e para a torcida corinthiana e afirmar: jamais colocaria meu nome, minha vida e minha honra em jogo por qualquer vantagem indevida, muito menos por materiais de um clube que sempre procurei respeitar. Por coerência, em respeito ao Corinthians, aos corinthianos, aos meus amigos de Conselho, aos colaboradores do clube e à minha família, informo que solicitei perante os órgãos internos minha licença do cargo de 2º vice-presidente do Sport Club Corinthians Paulista. Não por reconhecer qualquer culpa. Porque não há culpa a reconhecer. Não por medo. Porque não tenho nada a temer. Mas porque acredito que, em determinados momentos, servir ao Corinthians significa colocar o clube acima de si mesmo. Não tenho apego ao cargo. Tenho apego aos meus princípios e aos meus ideais. Ao Corinthians devo respeito. À minha família devo proteção. À minha consciência devo fidelidade. E é com ela absolutamente tranquila que sigo adiante. A vida exige coragem. Para servir ao Corinthians, é preciso ter coragem. E eu não estarei ao lado de quem tenha medo de arapongas. Para liderar essa nação, há necessidade de firmeza e convicção. São Paulo, 08 de junho de 2026. Armando Mendonça O InfoTimão acompanha de perto todos os bastidores políticos, administrativos e esportivos do Corinthians, trazendo informação com responsabilidade, contexto e profundidade para a Fiel Torcida.
- Corinthians inicia reforma do gramado da Neo Química Arena e acelera melhorias em Itaquera
Corinthians inicia a reforma da Neo Química Arena. Foto: Divulgação O Corinthians deu início neste domingo ao processo de renovação do gramado da Neo Química Arena, aproveitando a paralisação do calendário nacional durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. A intervenção faz parte do planejamento do clube para o período sem jogos oficiais e marca o início de uma série de melhorias previstas para o estádio alvinegro nas próximas semanas. As primeiras imagens dos trabalhos de reforma do gramado foram divulgadas pelo perfil Blog do Silvinho nas redes sociais e mostram máquinas já posicionadas para realizar a retirada da grama atual, etapa inicial de uma obra que deve se estender ao longo do mês de junho. Corinthians aproveita pausa da Copa para modernizar a Arena A intervenção marca o início de uma série de ações planejadas pelo Corinthians para recuperar e modernizar estruturas da Neo Química Arena durante a pausa do calendário nacional. Além da troca completa do gramado, o clube trabalha em projetos de limpeza da fachada, manutenção dos telões e atualização de equipamentos que apresentam desgaste após anos de utilização intensa. A estratégia da diretoria é aproveitar o período sem partidas para realizar obras que normalmente seriam mais difíceis de executar com o estádio em operação constante. Reforma do gramado foi programada após amistoso da Seleção O Corinthians optou por iniciar os trabalhos logo após o amistoso entre Brasil e Estados Unidos, disputado no último sábado na Casa do Povo. Na ocasião, a Seleção Brasileira Feminina venceu por 2 a 1, encerrando a utilização do estádio antes do início das intervenções. A decisão foi tomada para evitar impactos no calendário esportivo do clube. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Grêmio, em Porto Alegre, no último dia 30 de maio, o elenco profissional entrou em férias e só deve voltar a disputar partidas oficiais após o encerramento da Copa do Mundo. A data-base para o retorno do Timão é 22 de julho, quando a equipe alvinegra tem compromisso previsto diante do Remo, em Itaquera. Como será realizada a troca do gramado A última renovação completa do campo aconteceu em setembro de 2025. Na ocasião, a obra foi custeada pela National Football League (NFL) ao valor aproximado de R$ 2,7 milhões, como parte das adequações para a realização do São Paulo Game, disputado entre Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs. Agora, o Corinthians seguirá um cronograma semelhante ao adotado nas manutenções anteriores. Inicialmente ocorre a retirada da grama atual e a pulverização da área. Na sequência, o campo passa pelo processo de adubação e germinação, período em que recebe irrigação constante e permanece em repouso para garantir o desenvolvimento adequado da nova superfície. Após essa etapa, será realizado o chamado "stitching", técnica utilizada nos principais estádios do mundo que consiste na costura de fibras sintéticas ao gramado natural. O procedimento aumenta a resistência do campo e reduz os impactos causados pelo uso frequente. A expectativa é que essa fase dure aproximadamente dez dias antes dos ajustes finais e da liberação do gramado para utilização. Confira o vídeo do início dos trabalhos: Cronograma da reforma do gramado da Neo Química Arena Etapa Situação Retirada do gramado antigo Em andamento Pulverização do terreno Próxima etapa Adubação Programada Germinação Programada Irrigação e repouso Programados Stitching (costura sintética) Aproximadamente 10 dias Ajustes finais Antes da liberação do campo Neo Química Arena acumula eventos internacionais A Neo Química Arena se consolidou nos últimos anos como um dos principais palcos esportivos do Brasil. Além de receber os jogos do Corinthians, o estádio foi sede da abertura da Copa do Mundo de 2014, partidas da Seleção Brasileira, grandes shows internacionais e eventos esportivos de alcance global. Nos últimos meses, a Arena também recebeu uma partida oficial da NFL e voltou a ser palco da Seleção Brasileira Feminina, reforçando sua posição entre os estádios mais utilizados e valorizados do país. O elevado número de eventos ajuda a explicar a necessidade de manutenções periódicas para preservar a qualidade da estrutura e do gramado. Corinthians quer resolver problemas antigos da Arena Além da troca do campo, a diretoria pretende aproveitar a pausa para executar outras melhorias consideradas importantes para a experiência dos torcedores. Uma das ações mais avançadas envolve a limpeza completa da fachada e da cobertura do estádio. A última iniciativa semelhante ocorreu em novembro de 2020, quando o Corinthians contratou uma empresa especializada para realizar a higienização da estrutura antes da implementação da identidade visual relacionada ao acordo de naming rights da Neo Química Arena. Segundo apuração, o novo serviço deve custar entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Telões e painéis de LED também devem passar por manutenção Outra frente de trabalho avaliada pelo clube envolve os telões e os painéis de LED internos e externos da Arena. O Corinthians busca empresas parceiras para realizar a manutenção de equipamentos que apresentam falhas e, em alguns casos, substituir estruturas que acumulam desgaste após anos de funcionamento. As fontes ouvidas pela reportagem não informaram valores estimados para essa etapa do projeto. A expectativa, porém, é que as intervenções contribuam para melhorar a operação do estádio e a experiência dos torcedores nos dias de jogos. O que vem pela frente? Com o gramado em processo de renovação e outras melhorias previstas para as próximas semanas, a expectativa da diretoria é entregar a Neo Química Arena em condições ideais para a retomada do calendário nacional após a Copa do Mundo. Enquanto o elenco aproveita o período de férias, o estádio passa por uma das mais importantes janelas de manutenção dos últimos anos. A intenção do clube é utilizar as próximas semanas para preservar e modernizar seu principal patrimônio, garantindo uma estrutura à altura da relevância que a Arena conquistou no cenário esportivo nacional e internacional. Acompanhe no InfoTimão as principais notícias do Corinthians, bastidores da Neo Química Arena, mercado da bola, categorias de base, Brabas e tudo o que acontece no dia a dia do Timão.
- Conselho Deliberativo decide futuro de envolvidos na invasão do Parque São Jorge que tentou recolocar Augusto Melo no poder
Parque São Jorge, Corinthians. Foto: Diego Ribeiro CD vota expulsões, suspensões e advertências contra conselheiros apontados pela Comissão de Ética como participantes da tentativa de reversão do impeachment de Augusto Melo em 2025 O Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians volta a se reunir na noite desta segunda-feira para analisar um dos capítulos finais da crise política que abalou o clube em 2025. Os conselheiros votarão os pareceres da Comissão de Ética e Disciplina (CED) contra associados e membros do próprio Conselho apontados como participantes da invasão ao Parque São Jorge, episódio que tinha como objetivo recolocar Augusto Melo no comando da instituição após seu impeachment. A reunião acontece pouco mais de um mês após a expulsão de Augusto Melo do quadro associativo e pode resultar em novas expulsões, suspensões e advertências a integrantes da vida política corinthiana. Os julgamentos serão conduzidos por Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo, e representam a conclusão de uma das principais frentes abertas após a tentativa de reversão da mudança de poder ocorrida no clube em 2025. Por que esta votação é importante A reunião desta segunda-feira representa um dos últimos desdobramentos internos da crise que culminou no impeachment de Augusto Melo e na posterior reorganização do comando do Corinthians. Além de definir o futuro político dos envolvidos, o julgamento servirá como referência para a forma como o clube tratará futuras tentativas de descumprimento de decisões tomadas pelos órgãos estatutários. O resultado também poderá influenciar diretamente a composição de órgãos importantes do Parque São Jorge e consolidar o entendimento do Conselho Deliberativo sobre os acontecimentos que marcaram a crise institucional de 2025. Julgamento encerra principal frente aberta após a crise de 2025 A votação desta segunda-feira é consequência direta dos acontecimentos registrados em 31 de maio de 2025, quando um grupo de associados e conselheiros tentou invalidar a condução política do Corinthians por meio de uma ação que gerou forte repercussão dentro do clube. O episódio passou a ser investigado pelos órgãos internos e, após meses de apuração, a Comissão de Ética concluiu que houve participação de diversos associados e conselheiros em uma tentativa de alterar a estrutura de poder vigente naquele momento. O caso ganhou ainda mais relevância porque a movimentação tinha como principal beneficiário o então presidente afastado Augusto Melo, posteriormente destituído do cargo e, mais recentemente, expulso do quadro associativo do Corinthians. Agora, o Conselho Deliberativo decidirá se acompanha ou não as punições recomendadas pela Comissão de Ética. O que aconteceu na invasão ao Parque São Jorge A invasão ocorreu em meio à intensa disputa política que tomou conta do Corinthians em 2025. Na ocasião, um grupo liderado por Maria Angela de Sousa Ocampos, então primeira-secretária do Conselho Deliberativo, tentou anular os efeitos da votação que resultou no impeachment de Augusto Melo. Segundo as investigações internas, Maria Angela chegou a se autodeclarar presidente do Conselho Deliberativo e apresentou um documento que buscava legitimar uma nova composição de poder dentro do clube. Caso a iniciativa tivesse sido reconhecida, Augusto Melo retornaria ao comando da diretoria, substituindo Osmar Stabile, que naquele momento exercia a presidência de forma interina. O episódio foi classificado por integrantes da administração corinthiana como uma tentativa de usurpação da estrutura de governança do clube. Quem pode ser punido nesta segunda-feira A Comissão de Ética recomendou punições para diversos envolvidos. Nome Recomendação da Comissão de Ética Maria Angela Ocampos Expulsão Mario Mello Junior Expulsão Paulo Juricic Expulsão Ronaldo Fernandez Tomé Expulsão Carlos Eduardo Melo Silva Suspensão de 6 meses Rodrigo Simonnini Gonzalez Suspensão de 6 meses Wanderson Contrera Salles Suspensão de 6 meses Marcos Coelho Abdo Suspensão de 3 meses Paulo Rogério Pinheiro Jr. Suspensão de 3 meses Além dos nomes acima, Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos receberam recomendação de advertência. Como prevê o Estatuto, os casos de advertência não precisam passar por votação do Conselho Deliberativo e serão aplicados automaticamente. Caso impacta atual composição da Comissão de Ética Um dos aspectos mais relevantes da votação desta segunda-feira envolve a própria estrutura dos órgãos internos do Corinthians. Entre os nomes que podem ser expulsos estão Mario Mello Junior e Ronaldo Fernandez Tomé, ambos integrantes da atual Comissão de Ética e Disciplina. Caso as punições sejam confirmadas pelo Conselho Deliberativo, os dois perderão automaticamente seus cargos e serão substituídos pelos suplentes previstos na composição do órgão. A mudança teria impacto direto no funcionamento da comissão responsável por conduzir investigações e processos disciplinares dentro do clube. O que apontou a Comissão de Ética De acordo com o parecer elaborado pela Comissão de Ética, os envolvidos atuaram de maneira coordenada para tentar alterar a estrutura de comando do Corinthians durante a crise política de 2025. A conclusão foi baseada em imagens do circuito interno de segurança, documentos e depoimentos colhidos ao longo das oitivas conduzidas pelo órgão. Durante o processo, Augusto Melo afirmou que não tinha conhecimento prévio da iniciativa liderada por Maria Angela. Segundo o ex-presidente, apoiadores relataram a existência de um documento que permitiria seu retorno ao poder sob o argumento de que ele continuaria sendo o presidente legítimo da instituição. Já Maria Angela sustentou que foi incentivada por pessoas próximas ao ex-dirigente a apresentar o documento utilizado na tentativa de alteração da estrutura de comando do clube. Como será a votação no Conselho Deliberativo A reunião acontecerá no Teatro do Parque São Jorge. A primeira chamada está prevista para as 18h, enquanto a segunda ocorrerá às 19h, independentemente do número de conselheiros presentes. Inicialmente serão aprovadas as atas das sessões anteriores. Na sequência, o relator fará a leitura dos pareceres da Comissão de Ética, seguida das sustentações orais das defesas. Após essa etapa, os conselheiros votarão individualmente cada caso. A expectativa é de que a votação ocorra de forma aberta e nominal, tornando público o posicionamento de cada integrante do colegiado. O que acontece se as expulsões forem aprovadas Caso o Conselho Deliberativo acompanhe as recomendações da Comissão de Ética, os associados e conselheiros punidos com expulsão perderão automaticamente seus mandatos e assentos no órgão. A medida também implica desligamento do quadro associativo do Corinthians. O retorno ao clube não ocorre automaticamente. Para voltar a integrar o quadro social, o associado precisará apresentar um pedido formal ao próprio Conselho Deliberativo, que somente poderá analisar a solicitação caso entenda que deixaram de existir os motivos que justificaram a punição. Julgamento acontece após expulsões de Andrés Sanchez e Augusto Melo A reunião desta segunda-feira ocorre em um momento de forte movimentação política dentro do Corinthians. Nas últimas semanas, o Conselho Deliberativo aprovou a expulsão de Andrés Sanchez, após o julgamento relacionado ao uso indevido do cartão corporativo do clube, e também confirmou a exclusão de Augusto Melo do quadro associativo. Além disso, pedidos de impeachment contra integrantes da atual gestão e investigações envolvendo dirigentes seguem em tramitação nos órgãos internos do Parque São Jorge. O cenário evidencia uma das fases mais turbulentas da política corinthiana desde a redemocratização do clube. Conselho encerra último grande capítulo da tentativa de retorno de Augusto Melo A votação desta segunda-feira representa mais um passo do processo de responsabilização conduzido pelos órgãos internos do Corinthians após a crise institucional de 2025. Poucas semanas depois das expulsões de Andrés Sanchez e Augusto Melo, o Conselho Deliberativo agora decide o futuro dos conselheiros e associados apontados pela Comissão de Ética como participantes da tentativa de reversão do impeachment que mudou os rumos políticos do clube. O resultado poderá redefinir a composição de órgãos importantes da instituição, produzir novas mudanças no quadro associativo e consolidar o encerramento de um dos episódios mais conturbados da história recente do Parque São Jorge. Mais do que definir punições individuais, a sessão desta segunda-feira será observada como um teste da capacidade do Conselho Deliberativo de consolidar as decisões tomadas após a crise política de 2025 e reforçar a autoridade dos órgãos internos do Corinthians. O resultado poderá marcar o encerramento institucional de um dos episódios mais turbulentos da história recente do Parque São Jorge, com impactos diretos na composição política e administrativa do clube nos próximos anos. O InfoTimão acompanha de perto todos os bastidores políticos, administrativos e esportivos do Corinthians, trazendo informação com responsabilidade, contexto e profundidade para a Fiel Torcida.














