MP agenda depoimentos de Osmar Stabile sobre segurança e possÃvel intervenção no Corinthians
- Redação InfoTimão
- há 12 minutos
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Presidente será ouvido nesta quinta-feira sobre empresas de segurança e, quatro dias depois, no inquérito civil que analisa uma eventual intervenção no clube.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, prestará dois depoimentos ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em um intervalo de quatro dias. As oitivas fazem parte de investigações diferentes que envolvem a administração do clube.
Nesta quinta-feira (6), Stabile será ouvido no procedimento que apura possÃveis irregularidades na contratação de empresas responsáveis por serviços de segurança durante sua gestão.
Na segunda-feira (10), o presidente deverá comparecer presencialmente a uma segunda oitiva, desta vez no inquérito civil que analisa possÃveis irregularidades administrativas, financeiras e institucionais no Corinthians e avalia se existem fundamentos para uma eventual intervenção judicial.
As informações sobre os agendamentos foram publicadas inicialmente pelo Meu Timão. Os depoimentos representam novas etapas das investigações e não significam que Stabile tenha sido condenado ou que uma intervenção no Corinthians já tenha sido determinada.
MP ouvirá Osmar Stabile sobre empresas de segurança
O depoimento desta quinta-feira integra o procedimento conduzido pelo promotor Cássio Conserino, que apura a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda.
A empresa prestou serviços de segurança e controle de acesso nas dependências do Corinthians entre setembro e outubro de 2025, perÃodo em que Osmar Stabile já comandava o clube.
Segundo os documentos analisados pelo Ministério Público, a companhia não possuÃa autorização da PolÃcia Federal para atuar no segmento de segurança privada. A prestação dos serviços também teria ocorrido sem a assinatura de um contrato formal com o Corinthians.
Foram emitidas três notas fiscais nos valores de R$ 244.627,66, R$ 208.350 e R$ 223.650. Os documentos totalizam R$ 676.627,66 e apresentam descrições diferentes para os serviços, como assessoria, consultoria econômica e vigilância.
Stabile já deveria ter prestado depoimento anteriormente, mas a oitiva prevista para junho foi adiada após um pedido formal apresentado pela defesa do presidente.
Empresa foi aberta em nome de funcionário ligado ao Corinthians
A Mega Assessoria Operacional foi constituÃda em julho de 2025 em nome de Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, então gerente operacional do clube social.
Fernando afirmou inicialmente que abriu a empresa a pedido do então diretor administrativo Fábio Soares. O objetivo, segundo o funcionário, seria viabilizar o pagamento dos profissionais contratados emergencialmente para realizar a segurança das dependências do Corinthians.
Uma versão posterior atribuiu a iniciativa diretamente a Osmar Stabile. O clube, por sua vez, informou ao Ministério Público que a presidência havia encarregado Fernando e Fábio Soares de conduzirem a contratação emergencial.
As diferenças entre os relatos levaram a Promotoria a solicitar novos documentos e esclarecimentos para identificar quem autorizou a contratação, como os pagamentos foram realizados e qual foi a destinação dos valores.
O vÃnculo de Fernando com o Corinthians também passou a ser analisado após o surgimento de documentos posteriores ao perÃodo em que, inicialmente, o clube informou que ele teria trabalhado na instituição. O Ministério Público busca esclarecer a função exercida e o perÃodo exato de atuação do profissional.
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O que diz Osmar Stabile sobre a contratação da Mega
Em manifestação anterior, Osmar Stabile afirmou que a substituição da estrutura de segurança ocorreu de maneira emergencial após a invasão ao prédio administrativo do Parque São Jorge, registrada em 31 de maio de 2025.
O presidente reconheceu que a empresa não estava homologada e que a contratação não cumpriu todos os protocolos internos do Corinthians. Segundo ele, o cenário exigia a troca imediata dos profissionais responsáveis pela segurança do Parque São Jorge, da Neo QuÃmica Arena e dos centros de treinamento.
Stabile também declarou que delegou a operação aos departamentos responsáveis e que não solicitou especificamente a abertura da Mega Assessoria.
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Bear Security também passou a ser investigada
O procedimento passou a analisar também a contratação da Bear Security, responsável pela segurança pessoal de Osmar Stabile e de seus familiares desde julho de 2025.
Conforme revelou o Sport Insider, a empresa também não possuÃa autorização da PolÃcia Federal para prestar serviços de segurança privada. A publicação apontou ainda que a companhia, fundada em janeiro de 2025 e sediada no Rio de Janeiro, tinha o Corinthians como único cliente formal registrado no perÃodo analisado.
A Bear Security emitiu 12 notas fiscais destinadas ao Corinthians, totalizando aproximadamente R$ 587 mil. Considerados em conjunto, os valores atribuÃdos à s duas empresas superam R$ 1,26 milhão.
Em resposta à reportagem, o Corinthians informou que a contratação da Bear Security foi solicitada por Stabile em razão da relação de confiança do presidente com os profissionais. O clube também sustentou que o contrato passou pelo sistema interno de compliance.
Até o momento, não existe decisão judicial que reconheça irregularidades ou determine a responsabilização dos envolvidos. O procedimento permanece na fase de coleta de documentos e depoimentos.
Segunda oitiva envolve possÃvel intervenção no Corinthians
Quatro dias depois do depoimento sobre as empresas de segurança, Osmar Stabile voltará a ser ouvido pelo Ministério Público em outro procedimento.
A oitiva presencial foi marcada pelo promotor Luiz Ambra Neto para segunda-feira (10) e integra o inquérito civil que analisa a situação administrativa, financeira e institucional do Corinthians.
A investigação ficou suspensa durante alguns meses porque o clube apresentou um recurso contra a abertura do procedimento. O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo rejeitou o pedido e autorizou a continuidade das diligências.
Com a retomada do inquérito, os promotores passaram a solicitar documentos e ouvir dirigentes, associados e outras pessoas ligadas ao Corinthians.
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Intervenção judicial ainda não foi determinada
A continuidade do inquérito não significa que o Corinthians sofrerá uma intervenção judicial. O Ministério Público ainda avalia se existem elementos suficientes para adotar alguma medida perante a Justiça.
Caso os promotores entendam que há fundamentos, o MP-SP poderá apresentar uma ação civil pública solicitando providências relacionadas à administração do clube. Mesmo nesse cenário, a decisão final caberia ao Poder Judiciário, após a análise dos argumentos e das provas apresentadas pelas partes.
Os dois depoimentos de Osmar Stabile representam, portanto, novas etapas de investigações ainda em andamento. O primeiro buscará esclarecer as decisões tomadas na contratação das empresas de segurança. O segundo estará concentrado no cenário mais amplo de governança, finanças e funcionamento institucional do Corinthians.
O InfoTimão seguirá acompanhando os depoimentos e todos os desdobramentos das investigações que envolvem a administração do clube.


