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Corinthians terá dirigentes no STF em audiência sobre bets e futuro dos patrocínios

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Redação InfoTimão
há 44 minutos
7 min de leitura

Vinicius Manfredi e Pedro Soares representarão o clube nesta terça-feira (3), em discussão que pode influenciar o futuro do contrato com a Esportes da Sorte.


Camisa branca do Corinthians com patrocínio da Esportes da Sorte, cujo contrato é discutido após medida provisória das bets.
Camisa do Corinthians com a marca da Esportes da Sorte, patrocinadora cujo contrato está suspenso após a proibição das bets. Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão

O Corinthians participará nesta terça-feira (3 de novembro) da audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutirá os impactos da proibição das casas de apostas no Brasil. O clube será representado por Vinicius Manfredi, superintendente de marketing, e Pedro Soares, diretor jurídico, em um encontro convocado pelo ministro Luiz Fux para avaliar as consequências econômicas, sociais e jurídicas da Medida Provisória 1.394/2026.


A audiência terá início às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma do STF, em Brasília. A manifestação do Corinthians está prevista para as 11h, com dez minutos reservados à apresentação do clube, conforme a programação divulgada. Há também a possibilidade de participação do presidente Osmar Stabile, embora sua presença ainda não tenha sido confirmada.


A informação sobre os representantes alvinegros foi publicada inicialmente pela Itatiaia e confirmada pelo InfoTimão. A participação acontece em um momento de indefinição sobre o contrato com a Esportes da Sorte, antiga patrocinadora máster do Corinthians, cujas ativações foram suspensas após a publicação da medida provisória pelo Governo Federal, em 25 de setembro.


Na última semana, a casa de apostas notificou o clube sobre sua intenção de rescindir o vínculo sem pagar multa contratual. O Corinthians discorda dos termos apresentados e sustenta que o acordo, válido até dezembro de 2029, permanece suspenso, mas não encerrado. A diretoria solicitou à patrocinadora que aguarde os desdobramentos da audiência antes de uma definição.


Embora o encontro não tenha como objetivo julgar especificamente esse contrato, a discussão poderá influenciar as negociações entre as partes e o planejamento comercial do Corinthians para as próximas temporadas.


Quem representará o Corinthians na audiência pública do STF?


A representação corinthiana será formada por dois dirigentes de áreas diretamente envolvidas nas consequências da proibição das apostas para o clube. Vinicius Manfredi, superintendente de marketing, e Pedro Soares, diretor jurídico, estarão presentes em Brasília para acompanhar as discussões e participar do espaço reservado ao Corinthians.


A presença dos profissionais reúne duas dimensões importantes do debate. Enquanto o departamento de marketing administra as propriedades comerciais e os contratos de patrocínio, a área jurídica acompanha os efeitos da nova legislação sobre acordos assinados antes da medida provisória.


No caso do Corinthians, essas responsabilidades se encontram em uma situação concreta: a suspensão de uma das principais receitas previstas para os próximos anos e a divergência contratual com a Esportes da Sorte sobre as condições de eventual rescisão.


O clube também acompanha os possíveis reflexos da proibição sobre outras propriedades comerciais do futebol, incluindo publicidade em estádios e transmissões esportivas. Até o momento, entretanto, não foram divulgados os argumentos específicos que os representantes corinthianos apresentarão durante a audiência.


O presidente Osmar Stabile poderá integrar a delegação, mas sua participação ainda é tratada como uma possibilidade, sem confirmação oficial.


Pela programação divulgada, a manifestação do Corinthians acontecerá entre 11h e 11h10, depois da apresentação do São Paulo. O espaço será utilizado dentro de uma audiência que contará com representantes de outros clubes, instituições esportivas, órgãos públicos e entidades ligadas ao mercado de apostas.


Quando e onde assistir à participação do Corinthians no STF?


A audiência pública está marcada para terça-feira, 3 de novembro de 2026, com início às 10h, no horário de Brasília. O encontro será realizado na sala de sessões da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, na capital federal.


O Corinthians está programado para se manifestar das 11h às 11h10, mas os horários individuais poderão sofrer ajustes conforme o andamento das apresentações.


A audiência terá transmissão pelos canais oficiais do STF, permitindo que torcedores acompanhem tanto a manifestação dos dirigentes alvinegros quanto as discussões sobre os efeitos da medida provisória.


Serviço da audiência pública


  • Data: terça-feira, 3 de novembro de 2026

  • Início: 10h, horário de Brasília

  • Participação do Corinthians: das 11h às 11h10, conforme programação

  • Representantes: Vinicius Manfredi e Pedro Soares

  • Local: sala de sessões da Segunda Turma do STF, em Brasília

  • Onde assistir: TV Justiça, Rádio Justiça e canal oficial do STF no YouTube


A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e solicita a suspensão de seus efeitos.


A programação prevê manifestações de dez minutos por instituição, reunindo representantes do futebol, do setor de apostas, do Governo Federal e de organizações que estudam os impactos econômicos e sociais dessa atividade.


A transmissão poderá ser acompanhada pelos canais oficiais do Supremo, sem necessidade de comparecimento presencial.


Contrato com a Esportes da Sorte segue suspenso e sem definição


O principal interesse financeiro do Corinthians na discussão está relacionado à continuidade do contrato com a Esportes da Sorte, patrocinadora que ocupava o espaço mais valioso do uniforme masculino antes da publicação da MP.


scudos e logotipos do Corinthians e da Esportes da Sorte, envolvidos em impasse sobre o contrato de patrocínio.
Corinthians e Esportes da Sorte discutem o futuro do contrato de patrocínio após a suspensão das ativações publicitárias. Imagem: Divulgação / Corinthians

A parceria começou em 2024 e foi renovada em fevereiro de 2026, com validade até 31 de dezembro de 2029. O acordo prevê remuneração anual assegurada de aproximadamente R$ 150 milhões, considerando valores fixos e outras entregas contratuais, podendo alcançar R$ 200 milhões por temporada mediante o cumprimento de metas e bonificações.


A suspensão das ativações publicitárias alterou esse cenário e provocou um impasse entre clube e patrocinadora. Na última semana, a Esportes da Sorte comunicou formalmente sua intenção de rescindir o contrato sem arcar com multa, alegando que as mudanças na legislação inviabilizam a continuidade da parceria nos moldes estabelecidos.


O Corinthians, entretanto, não reconhece o encerramento do vínculo e considera que a proibição não autoriza automaticamente a rescisão sem compensação financeira. Conforme detalhou o InfoTimão na reportagem sobre a notificação da Esportes da Sorte, os departamentos jurídicos permanecem em negociação e ainda não chegaram a um entendimento definitivo.



O valor representa uma projeção de arrecadação futura vinculada ao contrato e não deve ser confundido com prejuízo já concretizado ou com o montante de uma eventual multa rescisória.


A diretoria espera que os desdobramentos jurídicos da medida provisória ajudem a esclarecer as condições para manutenção ou encerramento do acordo. Entretanto, mesmo uma eventual conversão da MP em lei não permite concluir automaticamente que o contrato será rescindido sem penalidade, já que essa consequência dependerá das cláusulas firmadas e da interpretação jurídica aplicável.


É nesse contexto que a participação do Corinthians no STF ganha relevância. O clube terá a oportunidade de apresentar sua perspectiva sobre os efeitos da proibição nos contratos esportivos, enquanto busca preservar direitos e reorganizar suas receitas comerciais.


O que será discutido sobre a proibição das bets e a tramitação da MP?


A audiência foi convocada por Luiz Fux para reunir informações sobre as consequências da Medida Provisória 1.394/2026, publicada pelo Governo Federal em 25 de setembro.


A norma proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em território nacional, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. Também estabelece regras para o encerramento das autorizações anteriormente concedidas às empresas do setor.


A decisão atingiu diretamente o futebol brasileiro, que passou a depender de contratos com casas de apostas para financiar parte de suas atividades. Com a interrupção dessas parcerias, clubes passaram a enfrentar dúvidas sobre a continuidade dos pagamentos previstos, as obrigações comerciais já assumidas e as condições para eventuais rescisões.


Esses impactos estarão entre os assuntos debatidos no STF, ao lado de questões relacionadas à saúde pública, ao endividamento das famílias, à proteção dos consumidores e aos efeitos econômicos da proibição.


O encontro terá manifestações de clubes, entidades esportivas, organizações ligadas ao setor e representantes do poder público. O objetivo é reunir diferentes perspectivas para subsidiar a análise da constitucionalidade da medida provisória.


A audiência, entretanto, não representa uma sessão de julgamento nem garante uma decisão imediata sobre a validade da MP. Também não determinará, por si só, o futuro do contrato entre Corinthians e Esportes da Sorte.


Paralelamente à discussão no Supremo, o texto continua em tramitação no Congresso Nacional. Conforme os registros legislativos, a MP aguardava a instalação da comissão mista responsável por sua análise no início de novembro, com prazo inicial de deliberação até 23 de novembro de 2026 e previsão de entrada em regime de urgência em 9 de novembro.


A Constituição permite a prorrogação da vigência de medidas provisórias, desde que observadas as condições aplicáveis. Nesse cenário, o prazo poderá se estender até janeiro de 2027, mas essa possibilidade não representa uma garantia de que a discussão parlamentar ocorrerá apenas no próximo ano.


Enquanto a tramitação prossegue, a MP mantém força de lei durante sua vigência, ressalvados eventuais efeitos de decisões judiciais.


Para o Corinthians, a indefinição exige acompanhar simultaneamente o debate no STF, a análise do Congresso e as negociações contratuais com a antiga patrocinadora máster.


Qual será o impacto para os próximos patrocínios do Corinthians?


A suspensão do contrato com a Esportes da Sorte obrigou o Corinthians a reorganizar rapidamente a exploração comercial de sua camisa durante a reta final da temporada.


Em outubro, o clube fechou uma ação pontual com a Jota.ai, que ocupou o espaço máster diante do Internacional e posteriormente permaneceu no uniforme em outra propriedade. Na sequência, oficializou a Shopee como patrocinadora máster para os nove jogos finais do Campeonato Brasileiro. No futebol feminino, também firmou uma parceria pontual com a Subway para exposição no uniforme das Brabas.


As movimentações permitiram recomercializar espaços que ficaram disponíveis após a retirada da marca da Esportes da Sorte, mas não representam a recomposição integral das receitas originalmente previstas até 2029. O Corinthians ainda precisará definir como sustentar uma parcela importante de seu planejamento comercial caso a parceria com a casa de apostas seja definitivamente encerrada.


A audiência desta terça-feira se insere nesse cenário. A participação de Vinicius Manfredi e Pedro Soares permitirá ao clube acompanhar diretamente o debate sobre os efeitos da legislação e apresentar considerações sobre uma mudança que atinge contratos e receitas relevantes para o futebol brasileiro.


O encontro não estabelece um prazo para a solução do impasse com a Esportes da Sorte, mas poderá contribuir para esclarecer questões que influenciarão o planejamento comercial do Corinthians nos próximos anos.


Até que haja uma definição legislativa, judicial ou contratual, o vínculo permanece suspenso, os departamentos jurídicos continuam em negociação e a diretoria segue buscando alternativas para ocupar suas principais propriedades de patrocínio.


O InfoTimão acompanhará a participação do Corinthians na audiência do STF, os desdobramentos da medida provisória e as negociações que poderão definir o futuro das receitas comerciais do clube.


E você, torcedor: como avalia a participação do Corinthians na audiência sobre as bets e os possíveis impactos da proibição sobre o planejamento financeiro do clube? Deixe sua opinião nos comentários.


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InfoTimão, informação de corinthiano para corinthiano.

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