Armando Mendonça se afasta da vice-presidência do Corinthians em meio à crise provocada por denúncia do MP
- Redação InfoTimão

- 8 de jun.
- 11 min de leitura

Dirigente anuncia licença de 30 dias após denúncia do Ministério Público, pedido de impeachment e pressão crescente nos bastidores do Parque São Jorge
O segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, anunciou nesta segunda-feira seu afastamento temporário das funções que exerce no clube. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Time do Povo e confirmada pelo InfoTimão.
Segundo apuração da reportagem, o dirigente solicitou uma licença de 30 dias, período em que ficará afastado das atividades administrativas e institucionais do Parque São Jorge.
Durante sua ausência, as demandas da vice-presidência ficarão concentradas sob responsabilidade do presidente Osmar Stabile. Em situações de impedimento do mandatário, o presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, poderá responder interinamente pelas atribuições necessárias.
A decisão ocorre em meio ao momento mais delicado da trajetória política de Armando dentro do Corinthians, marcado por uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados e pela crescente pressão nos bastidores do clube.
Licença ocorre em meio à maior crise da trajetória política de Armando
O afastamento temporário acontece poucos dias após o avanço de uma série de acontecimentos que colocaram Armando Mendonça no centro do debate político do Corinthians.
Na última semana, o dirigente foi denunciado pelo MP-SP pelos crimes de apropriação indébita qualificada e continuada, tentativa de apropriação indébita qualificada, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo, no âmbito da investigação relacionada ao suposto desvio de materiais esportivos fornecidos pela Nike.
Além disso, um grupo de conselheiros e associados protocolou um pedido de impeachment contra o vice-presidente junto ao Conselho Deliberativo.
Nos últimos dias, o caso também ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios utilizados pelo Ministério Público e citados na denúncia apresentada à Justiça.
A pressão aumentou ainda mais após os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, divulgarem nota oficial defendendo o afastamento imediato do dirigente.
O que diz a denúncia do Ministério Público
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, Armando Mendonça teria se apropriado de 131 itens esportivos da Nike entre junho e outubro de 2025.
Segundo a acusação, entre os materiais estão:
100 camisas;
9 blusas;
9 calças;
6 pares de tênis;
4 shorts;
2 malas;
1 mochila.
O Ministério Público também sustenta que o dirigente teria tentado retirar outras 19 camisas especiais da NFL e posteriormente retirado mais oito unidades sem o registro formal exigido pelos controles internos do clube.
A denúncia ainda aponta supostas tentativas de intimidação de funcionários e colaboradores envolvidos na auditoria interna que investigou o desaparecimento dos materiais.
Até o momento, não existe condenação judicial contra o dirigente, e o caso segue em tramitação na Justiça.
Armando nega desvios e rebate acusações
Em manifesto divulgado na noite desta segunda-feira, Armando Mendonça negou categoricamente qualquer prática ilícita relacionada ao caso.
O dirigente afirmou que jamais desviou materiais pertencentes ao Corinthians e contestou a narrativa apresentada na denúncia.
"Por isso, afirmo com absoluta clareza: nunca desviei qualquer material do Sport Club Corinthians Paulista."
Armando também questionou os números utilizados na acusação.
"Não corresponde à verdade a narrativa de que eu teria me apropriado de 131 materiais do clube."
Segundo ele, parte dos itens apontados sequer teria deixado as dependências do Corinthians, enquanto outros teriam sido destinados formalmente a funcionários e integrantes da estrutura de segurança ligada à presidência.
O vice-presidente também argumenta que não possuía responsabilidade operacional sobre almoxarifados, estoques ou distribuição de materiais esportivos, sustentando que suas atribuições institucionais não incluíam a gestão desses setores.
Ao longo do texto, o dirigente afirma possuir convicção de que sua inocência será demonstrada durante a tramitação dos processos.
Críticas atingem diretamente a gestão de Osmar Stabile
Além da defesa sobre o mérito das acusações, o manifesto trouxe críticas diretas à atual administração do clube.
Armando afirma que solicitou auditorias independentes para aprofundar a investigação sobre o caso dos materiais esportivos, mas que os pedidos não teriam sido atendidos pela presidência.
"Pedi que o Corinthians contratasse empresa especializada para realizar esse trabalho. Também pedi auditoria contábil. Meus pedidos não foram atendidos pelo presidente."
Segundo o dirigente, uma análise técnica contratada posteriormente por sua defesa teria identificado inconsistências no relatório utilizado como base para as acusações.
Armando também criticou a postura institucional adotada pelo clube diante do caso.
"Infelizmente, faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros."
As declarações evidenciam um novo desgaste entre Armando Mendonça e integrantes da atual gestão alvinegra, ampliando a percepção de um racha interno na cúpula administrativa do clube.
Áudios e vazamentos também entram na linha de defesa
Outro tema abordado pelo dirigente envolve a divulgação recente de trechos de conversas gravadas em setembro de 2025.
Os áudios, que fazem parte do conjunto de documentos utilizados pelo Ministério Público, ganharam repercussão após serem divulgados por veículos que acompanham os bastidores políticos do Corinthians.
No manifesto, Armando afirma que os conteúdos foram divulgados de maneira seletiva e fora de contexto.
"Quem grava, guarda, recorta e divulga apenas quando isso se torna politicamente conveniente não contribui para a Justiça. Contribui para o linchamento moral."
O dirigente classificou a divulgação como uma tentativa de desgaste político e afirmou que a utilização parcial das conversas contribuiu para um ambiente de julgamento público antes da conclusão dos processos.
Pedido de impeachment segue em tramitação
Paralelamente à investigação conduzida pelas autoridades, Armando Mendonça também enfrenta um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados.
O documento utiliza como fundamento a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os resultados das apurações internas e os episódios relacionados à acusação de coação durante o andamento das investigações.
A representação será analisada pelos órgãos competentes do clube e poderá gerar novos desdobramentos nas próximas semanas.
Até o momento, não há decisão sobre eventual abertura formal do processo.
O que muda no Corinthians durante a licença
Com a licença temporária de Armando Mendonça, as atividades que normalmente passariam pela vice-presidência ficam concentradas sob a responsabilidade de Osmar Stabile.
Em situações excepcionais de ausência ou impedimento do presidente, o clube poderá contar com a atuação institucional de Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo.
Até o momento, o Corinthians não informou se haverá redistribuição formal de funções durante o período de afastamento.
Manifesto expõe novo racha na cúpula do Corinthians
Mais do que uma defesa jurídica, o texto divulgado por Armando Mendonça expõe um novo capítulo das divergências internas que marcam a política do Corinthians em 2026.
Ao longo do manifesto, o dirigente associa parte das críticas recebidas ao posicionamento que adotou durante a crise envolvendo o antigo contrato com a Vai de Bet, episódio que culminou no afastamento de Augusto Melo da presidência do clube.
Armando afirma que sua posição foi tomada quando os fatos vieram à tona, mesmo diante das consequências políticas que isso poderia gerar.
"Minha posição foi tomada quando precisava ser tomada, não quando passou a ser conveniente tomá-la."
A declaração reforça a tese apresentada pelo vice-presidente de que parte da atual ofensiva política estaria relacionada ao papel que desempenhou durante a crise que levou à queda do antigo presidente.
Licença abre novo capítulo da crise política no Corinthians
A decisão de Armando Mendonça de se afastar temporariamente da vice-presidência adiciona mais um elemento ao cenário de instabilidade política vivido pelo Corinthians em 2026.
O dirigente passa a enfrentar simultaneamente uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, um pedido de impeachment protocolado por conselheiros e associados, a pressão de setores da torcida organizada e questionamentos internos relacionados ao caso dos materiais esportivos da Nike.
Ao optar pela licença, Armando tenta reduzir o impacto institucional da crise sobre o clube enquanto prepara sua defesa.
Apesar do afastamento temporário, o dirigente deixou claro que não interpreta a decisão como reconhecimento de culpa.
"Não por reconhecer qualquer culpa. Porque não há culpa a reconhecer. Não por medo. Porque não tenho nada a temer."
O desfecho dos processos em andamento poderá influenciar não apenas seu futuro político, mas também os rumos da atual gestão do Corinthians, em um momento em que o Parque São Jorge vive uma das fases mais turbulentas de sua história recente.
Confira o manifesto de Armando Mendonça
À TORCIDA CORINTHIANA, AOS SÓCIOS, AOS CONSELHEIROS E A TODOS QUE RESPEITAM A HISTÓRIA DO SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA
Manifesto-me em respeito à minha história, à minha família, aos conselheiros, aos associados, aos colaboradores do clube e, sobretudo, à torcida corinthiana. Faço isso com serenidade, mas também com a firmeza necessária de quem não pode permitir que sua honra seja atingida por narrativas incompletas, acusações precipitadas, mal-intencionadas e interpretações que não correspondem à verdade.
Sou advogado há mais de vinte anos. Mas, antes de tudo, sou filho, irmão, pai, corinthiano e tenho uma história construída muito antes de qualquer cargo. Uma história que jamais colocaria em risco por qualquer vantagem indevida.
Fico muito preocupado em ver que uma acusação dessa gravidade, baseada em um trabalho que, embora tecnicamente imprestável, não afirma que houve qualquer desvio de materiais por mim, distribuída no final do expediente de uma quarta-feira, às vésperas de um feriado prolongado, produziu efeito concreto: minha reputação ficou exposta por dias à interpretação pública, minha família sofreu todos esses dias, enquanto a defesa, pelo próprio funcionamento da Justiça, somente poderia atuar adequadamente após a regular distribuição e tramitação do feito.
Isso é grave. Não apenas pelo dano pessoal, mas pelo método. Quando uma acusação passa a circular antes do processo, a reputação de uma pessoa fica exposta antes mesmo que ela possa exercer plenamente sua defesa.
Reputação não é vaidade. É patrimônio moral. É aquilo que se constrói ao longo de uma vida e que deve ser defendido com serenidade, firmeza e verdade.
Por isso, considero meu dever esclarecer os fatos, reafirmar minha tranquilidade de consciência e deixar claro que jamais pratiquei qualquer ato ilícito contra o Sport Club Corinthians Paulista.
Por isso, afirmo com absoluta clareza: nunca desviei qualquer material do Sport Club Corinthians Paulista.
Não corresponde à verdade a narrativa de que eu teria me apropriado de 131 materiais do clube. A acusação sequer teve o cuidado de ver que desses 131 materiais, 62 itens sequer saíram do Corinthians; 6 itens foram destinados para o segurança de confiança do Presidente Osmar, Fernando; 2 malas foram destinadas para o Leonardo Pantaleão. Há equívocos que já foram explicados e continuarão sendo esclarecidos. O próprio documento interno produzido no âmbito do Corinthians não afirma que eu tenha praticado desvio, apropriação ou qualquer conduta dessa natureza. Também o inquérito policial não concluiu pela existência de desvio de materiais por minha parte.
Infelizmente, faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros. Faltou vontade, de quem poderia fazê-lo, para encerrar de vez uma narrativa falsa, injusta e destrutiva. Uma acusação dessa merece uma posição do clube para toda a nação e não apenas em roda de sócios, amigos e alguns torcedores.
Ninguém que conheça minimamente minha trajetória pode acreditar, de boa-fé, que eu colocaria em risco minha vida, minha família, minha profissão, minha reputação e meu nome por materiais do clube. O Corinthians é grande demais para ser tratado com leviandade. E minha história é séria demais para ser reduzida a uma acusação que não corresponde à verdade.
Também é preciso dizer, com serenidade e firmeza, que não se pode atribuir a mim suposta “gestão temerária” sobre área que não estava sob minha responsabilidade direta e que não integrava minhas atribuições institucionais. A vice-presidência que exerço não se confundia com gestão operacional de almoxarifado, controle de estoque, distribuição ou baixa de materiais esportivos.
Responsabilidade não se presume por aproximação, conveniência narrativa ou necessidade de encontrar um nome. Responsabilidade exige fato, atribuição, competência, conduta e prova.
Sempre defendi uma apuração profissional, séria, independente e tecnicamente responsável. Pedi que o Corinthians contratasse empresa especializada para realizar esse trabalho. Também pedi auditoria contábil. Meus pedidos não foram atendidos pelo presidente, quem, de direito e de fato, é responsável pelo SCCP. Por conta disso, pedi por conta própria, por meio de empresa renomada e especializada, que fosse analisado o trabalho que o presidente pediu para quem não tinha capacitação técnica fazer. A conclusão é desastrosa. Chega de amadorismo. Chega de tratar o Corinthians com tanto desrespeito.
Repudio, ainda, a divulgação seletiva de trechos de supostas conversas privadas, gravadas clandestinamente, ocorridas há muitos meses, em setembro de 2025, e trazidas a público apenas agora, sem que se conheça sua integralidade, seu contexto, sua cadeia de custódia e sua validação técnica. Conversas privadas, quando registradas sem ciência dos envolvidos, fragmentadas e apresentadas em recortes convenientes, podem servir menos à verdade e mais à destruição de reputações.
Se alguém, há mais de oito meses, registrou uma conversa privada às escondidas, guardou esse material, selecionou trechos e somente agora o trouxe a público, esse método, por si só, revela muito sobre sua real intenção. Quem busca a verdade procura esclarecer os fatos no momento próprio. Quem grava, guarda, recorta e divulga apenas quando isso se torna politicamente conveniente não contribui para a Justiça. Contribui para o linchamento moral.
Não temo a verdade. Nunca temi. O que me preocupa é que este episódio já deixou de ser apenas sobre mim. Ele passou a representar uma reflexão maior: se pessoas honestas, profissionais qualificados, empresários, conselheiros e associados que desejam ajudar o Corinthians passarem a acreditar que qualquer divergência política pode resultar em campanhas de desgaste, acusações precipitadas e julgamentos públicos antes mesmo da produção de provas, quem continuará disposto a servir ao clube? Os Romeus, Leonardos, Marcelos da vida?
Fazer o bom combate é difícil quando alguns escolhem brigar na lama. Eu não me sujeito a esse tipo de disputa. Não descerei ao nível de quem prefere a insinuação à prova, o recorte ao contexto, a lama ao debate leal.
Em momentos difíceis, fiz escolhas difíceis. Ao levar à tona a gravidade dos fatos envolvendo o caso Vai de Bet, sei que fiz inimigos. Quando tomei conhecimento daqueles fatos, minha consciência não me permitiu outro caminho. Rompi imediatamente.
Cada pessoa sabe o tempo de suas decisões e o peso de seus silêncios. Não me cabe julgar a consciência de ninguém. Mas é importante lembrar que nem todos se posicionaram no mesmo momento. Houve quem demorasse, houve quem permanecesse próximo e houve até quem aceitasse funções depois de fatos graves já conhecidos. Hoje, alguns falam em moralidade como se sempre tivessem estado no mesmo lugar desde o primeiro instante.
Digo isso sem arrogância e sem pretensão de superioridade. Apenas registro um fato: minha posição foi tomada quando precisava ser tomada, não quando passou a ser conveniente tomá-la. E sei que hoje pago um preço caro por isso.
A política faz parte da vida em sociedade e dos clubes associativos. O problema não está na política em si, mas na forma como ela é praticada. A boa política constrói, aproxima, dialoga e serve. A má política destrói, generaliza, acusa e tenta vencer pelo desgaste moral do outro.
O Corinthians não pode ser usado como trampolim para interesses pessoais, projetos externos, disputas de poder ou narrativas que reduzam sua grandeza institucional.
Nunca acreditei em salvadores individuais. Nem dentro, nem fora do clube. O Corinthians não será salvo por uma pessoa, por um grupo ou por uma narrativa. A saída para o Corinthians será sempre coletiva: dirigentes, conselheiros, associados, profissionais e torcedores trabalhando com responsabilidade, transparência e respeito.
Minha luta por aquilo que considero correto continuará. Não aceitarei que este tipo de jogo, cujo objetivo é afastar pessoas que podem ajudar o Corinthians, prevaleça. Quem tem reputação a preservar tem muito mais a perder do que a ganhar ao se expor. Mas há momentos em que o silêncio pode ser confundido com conformismo, e a serenidade precisa vir acompanhada de clareza.
Tenho absoluta convicção de que ficará demonstrado outra vez que nunca cometi qualquer ilícito contra o Sport Club Corinthians Paulista.
E tenho, acima de tudo, a consciência tranquila de quem pode olhar para sua família, para sua história, para os conselheiros e para a torcida corinthiana e afirmar: jamais colocaria meu nome, minha vida e minha honra em jogo por qualquer vantagem indevida, muito menos por materiais de um clube que sempre procurei respeitar.
Por coerência, em respeito ao Corinthians, aos corinthianos, aos meus amigos de Conselho, aos colaboradores do clube e à minha família, informo que solicitei perante os órgãos internos minha licença do cargo de 2º vice-presidente do Sport Club Corinthians Paulista.
Não por reconhecer qualquer culpa. Porque não há culpa a reconhecer. Não por medo. Porque não tenho nada a temer. Mas porque acredito que, em determinados momentos, servir ao Corinthians significa colocar o clube acima de si mesmo.
Não tenho apego ao cargo. Tenho apego aos meus princípios e aos meus ideais.
Ao Corinthians devo respeito. À minha família devo proteção. À minha consciência devo fidelidade. E é com ela absolutamente tranquila que sigo adiante.
A vida exige coragem. Para servir ao Corinthians, é preciso ter coragem. E eu não estarei ao lado de quem tenha medo de arapongas. Para liderar essa nação, há necessidade de firmeza e convicção.
São Paulo, 08 de junho de 2026.
Armando Mendonça
O InfoTimão acompanha de perto todos os bastidores políticos, administrativos e esportivos do Corinthians, trazendo informação com responsabilidade, contexto e profundidade para a Fiel Torcida.






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