Duilio Monteiro Alves depõe ao Ministério Público sobre uso do cartão corporativo no Corinthians
- Redação InfoTimão

- 13 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

O ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, prestou depoimento ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira (13) a respeito das supostas irregularidades no uso do cartão corporativo durante sua gestão à frente do clube, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023. A oitiva, realizada de forma virtual e conduzida pelo promotor Cássio Roberto Conserino, durou cerca de dez minutos.
Depoimento e justificativas apresentadas por Duilio Monteiro Alves
Segundo informações obtidas pelo portal Meu Timão e confirmadas pelo ge, Duilio buscou justificar os gastos apontados como irregulares, alegando que reembolsou o Corinthians por todas as despesas de caráter pessoal. No entanto, não apresentou comprovantes durante a oitiva. O ex-mandatário também reconheceu que não possuía cargo remunerado no período em que comandou o clube.
Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa de Duilio afirmou que o depoimento “transcorreu com total tranquilidade e transparência”, reforçando a postura colaborativa do ex-presidente com as investigações. A defesa ainda alegou que os valores reembolsados ao Corinthians “não ultrapassam R$ 1.300 ao longo dos três anos de mandato”.
Contexto da investigação
O Ministério Público investiga uma série de supostos desvios financeiros e gastos indevidos envolvendo os últimos presidentes do Corinthians. No caso de Duilio, a apuração ganhou força em julho de 2025, após vir a público uma planilha de despesas com mais de R$ 80 mil em 40 dias, contendo notas e cupons fiscais atribuídos ao ex-dirigente.
O MP-SP apura também a possível utilização de empresas de fachada, como o Oliveira Minimercado, localizado no Jardim Ângela, que teria movimentado R$ 32,5 mil com o clube durante a gestão Duilio. Os sócios da empresa admitiram a emissão de sete notas fiscais em outubro de 2023, o que levantou suspeitas sobre a veracidade das transações.
Em outubro, a defesa do ex-presidente entrou com pedido de habeas corpus para interromper a investigação, alegando “constrangimento ilegal” e questionando a autenticidade dos documentos apresentados pelo MP. O Tribunal de Justiça de São Paulo, contudo, negou o pedido e manteve o andamento da apuração.
Envolvimento de outros ex-presidentes
O caso faz parte de uma investigação mais ampla que engloba gestões anteriores e posteriores à de Duilio. O ex-presidente Andrés Sanchez (2018–2020) foi denunciado por apropriação indébita, falsificação de documentos fiscais e lavagem de dinheiro, enquanto o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli foi acusado de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
A Promotoria solicita que ambos sejam obrigados a ressarcir R$ 480 mil ao Corinthians, além de indenização de 75% desse valor por danos morais, totalizando cerca de R$ 1,1 milhão.
Já o ex-presidente Augusto Melo (2024–2025), destituído do cargo após impeachment, também passou a ser investigado em decorrência das mesmas apurações sobre o uso do cartão corporativo.
Situação atual do processo
A investigação está sob responsabilidade da 2ª Vara de Crime Organizado, Lavagem de Dinheiro e Crime Tributário, e segue com oitivas e quebras de sigilo de dirigentes e ex-dirigentes do clube. O MP-SP também solicitou o afastamento temporário de Duilio, Andrés e Augusto de todos os colegiados internos até a conclusão do processo.
Além do Ministério Público, o caso é acompanhado pela Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo do Corinthians, que conduz uma análise paralela sobre as condutas administrativas e éticas dos envolvidos.
Posição da defesa
Na nota enviada ao InfoTimão, a defesa de Duilio Monteiro Alves reafirmou que o ex-presidente “sempre agiu com respeito, responsabilidade e parcimônia na gestão das despesas do clube”, destacando que ele “permanece tranquilo e confiante de que os fatos serão plenamente esclarecidos”.
O InfoTimão segue acompanhando todos os desdobramentos do caso envolvendo os ex-presidentes do Corinthians e as investigações conduzidas pelo Ministério Público. Continue acessando o portal para se manter informado sobre os bastidores jurídicos, administrativos e financeiros do Timão.













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