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Corinthians se reúne com clubes paulistas na FPF e articula reação conjunta após fim das bets

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Redação InfoTimão
há 1 minuto
5 min de leitura

Timão participou de articulação por atuação conjunta dos clubes paulistas antes de reunião com representantes do Governo Federal nesta terça-feira, em Brasília


Corinthians e clubes paulistas se reúnem para discutir impacto multimilionário sem bets.
Corinthians e clubes paulistas se reúnem para discutir impacto multimilionário sem bets. Foto: Fernando Bueno / Corinthians

O Corinthians participou, na manhã desta segunda-feira (28), de uma reunião com clubes paulistas na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) para discutir os impactos da proibição das casas de apostas no Brasil e alinhar uma atuação conjunta diante do novo cenário.


O encontro também serviu como preparação para uma nova rodada de discussões nesta terça-feira (29), quando clubes e federações terão uma reunião com representantes do Governo Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília. Entre os assuntos previstos estão os impactos financeiros da medida e possíveis alternativas para o futebol brasileiro.


A informação sobre a reunião na FPF foi divulgada inicialmente pelo UOL Esporte e confirmada pelo InfoTimão. Representaram o Corinthians Elcio Mendonça, head de comunicação, Vinicius Manfredi, vice-presidente de marketing, e Luis Felipe Santoro, do departamento jurídico.


A FPF apresentou aos clubes os prazos e os possíveis próximos passos da Medida Provisória 1.394/2026. A reunião terminou sem uma medida prática única definida, mas Federação e equipes decidiram manter contato e atuar de forma coordenada nas discussões envolvendo o tema.


Corinthians e clubes paulistas articulam atuação conjunta


Além do Corinthians, participaram representantes de Palmeiras, São Paulo, Santos, Mirassol e Red Bull Bragantino, entre os integrantes da Série A, além de equipes da Série B e do Juventus.


O encontro reuniu profissionais das áreas de marketing, comunicação e jurídico.


A avaliação é de que uma posição coordenada pode fortalecer os clubes nas conversas com autoridades e empresas do setor. A própria FPF informou que seguirá discutindo o assunto com seus filiados e que as equipes pretendem atuar coletivamente na defesa dos interesses do futebol.


Isso, porém, não significa que haverá uma solução contratual única.


Cada clube possui acordos diferentes com suas patrocinadoras e continuará responsável pelas próprias negociações. Entre os cenários discutidos estão manutenção temporária dos vínculos, suspensão durante o período de indefinição e encerramento dos contratos, dependendo das cláusulas estabelecidas em cada parceria.


No caso do Corinthians, o contrato com a Esportes da Sorte prevê mecanismos relacionados a eventuais mudanças legais que impeçam ou suspendam a atuação da empresa no país. Até esta segunda-feira, porém, a patrocinadora ainda não havia comunicado formalmente ao clube a suspensão definitiva da parceria.


Corinthians tem quase meio bilhão em receitas ameaçadas


A preocupação alvinegra possui dimensão significativa. Como mostrou o InfoTimão, o Corinthians estima ao menos R$ 480 milhões em receitas previstas no contrato com a Esportes da Sorte entre 2027 e 2029 que deixam de estar asseguradas diante da nova legislação.


O acordo renovado em fevereiro prevê R$ 150 milhões por temporada, além de verbas e bonificações que poderiam elevar o faturamento para até R$ 200 milhões anuais.


Os R$ 480 milhões representam o volume mínimo de arrecadação do atual contrato colocado em risco, mas não necessariamente um prejuízo líquido definitivo. O Corinthians pode comercializar novamente o espaço máster e, dessa forma, recuperar parte da receita.


Uma primeira alternativa já apareceu. A Fatal Model apresentou uma proposta de R$ 120 milhões por 12 meses para ocupar o principal espaço da camisa. Até o momento, o Corinthians não aceitou a oferta.


Clubes acompanham tramitação da MP do fim das bets


A Medida Provisória 1.394/2026 foi publicada na última sexta-feira (25) e proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil.


A MP produz efeitos desde sua publicação, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Sua vigência inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60, período no qual deputados e senadores poderão aprovar, modificar ou rejeitar o texto.


É justamente essa tramitação que faz com que clubes evitem, neste momento, decisões definitivas sobre contratos de longo prazo.


O Corinthians vinha acompanhando a possibilidade de mudanças no texto e mantém diálogo com a Esportes da Sorte enquanto avalia alternativas comerciais.



Entidades questionam proibição no STF


Além da discussão no Congresso, a MP também entrou no radar do Supremo Tribunal Federal (STF).


A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) apresentaram ações pedindo a suspensão da medida.


As entidades questionam, entre outros pontos, os fundamentos utilizados para justificar a urgência da MP e defendem a manutenção do marco regulatório anterior enquanto Congresso e Supremo analisam a questão. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux.


Nesta segunda-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF um prazo de 72 horas para apresentar sua manifestação antes de uma eventual decisão.


Segundo a AGU, o período é necessário para consultar os diferentes órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor.


Portanto, a solicitação de 72 horas partiu da própria AGU para preparar sua posição, e não de um pedido para que o Supremo decidisse o caso dentro desse prazo.


Reunião em Brasília será próximo passo da articulação


Depois do encontro na FPF, as atenções dos clubes se voltam para Brasília.

Representantes de clubes e federações foram convidados para uma reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira (29). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve participar.


Estão previstas as presenças do ministro da Fazenda, Dario Durigan, do ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.


Entre os temas que devem entrar na conversa está a busca por alternativas de crédito para clubes brasileiros.


A possibilidade de uma linha ligada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegou a ser defendida por dirigentes nas últimas semanas. O banco, entretanto, informou que não participou dessas discussões e possui vedação estatutária para financiar clubes de futebol.


Com isso, uma eventual solução financeira precisaria ter outro desenho ou agente responsável.


Até o momento, não existe uma linha de crédito aprovada para compensar as perdas decorrentes da proibição das bets.


Corinthians leva preocupação financeira para nova rodada de discussões


O Corinthians chega ao debate nacional pressionado por uma situação financeira já delicada.


O clube encerrou o primeiro semestre com déficit de aproximadamente R$ 246 milhões e endividamento apresentado na casa dos R$ 2,8 bilhões. Além disso, possui compromissos em atraso e vem recorrendo à antecipação de receitas para atender necessidades de curto prazo.



Por isso, a substituição de uma receita que estava contratada até 2029 ganhou caráter estratégico no Parque São Jorge.


A reunião desta segunda-feira mostrou que o Corinthians pretende participar de uma articulação institucional conjunta com outros clubes, mas isso não elimina a necessidade de encontrar suas próprias soluções comerciais.


A discussão desta terça-feira em Brasília passa a ser, portanto, o primeiro teste dessa mobilização coletiva diante da nova legislação, enquanto o Corinthians conduz paralelamente as negociações para reduzir o impacto sobre seu caixa.


E você, torcedor: acredita que Corinthians e demais clubes devem atuar em conjunto para reduzir os impactos do fim das bets ou cada equipe deve concentrar seus esforços em encontrar individualmente novas fontes de receita? Deixe sua opinião nos comentários.


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InfoTimão, informação de corinthiano para corinthiano.

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