Seedorf defende Garro, nega racha no elenco e projeta volta de Memphis no Corinthians

Treinador interrompe pergunta sobre bastidores, meia argentino rebate relatos sobre sua conduta e Gustavo Henrique cobra reação nas seis rodadas finais do Brasileirão.

Clarence Seedorf interrompeu uma pergunta direcionada a Rodrigo Garro e negou problemas de relacionamento entre os jogadores do Corinthians durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (29), na Neo Química Arena. Ao lado do meia argentino e do zagueiro Gustavo Henrique, o treinador demonstrou incômodo com a insistência em questionamentos sobre os bastidores do clube, pediu respeito às respostas anteriores e defendeu que o foco da equipe esteja no confronto contra o Mirassol, marcado para sexta-feira (30), às 20h, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A intervenção aconteceu em meio à repercussão de relatos sobre a conduta de Garro no CT Dr. Joaquim Grava e supostos atritos com profissionais do clube. Quando voltou a ser questionado, o camisa 8 afirmou que não considera necessário defender publicamente sua personalidade, contestou informações divulgadas sobre seu comportamento e recebeu o apoio de Gustavo Henrique, que pediu a palavra para destacar o caráter e a liderança do companheiro.
A coletiva também trouxe uma atualização sobre Memphis Depay. Seedorf revelou que o Corinthians trabalha com uma programação para tentar recuperar o atacante para o clássico contra o São Paulo, no dia 4 de novembro, mas ressaltou que a evolução será avaliada diariamente. O treinador ainda explicou sua decisão de abrir os treinamentos à imprensa, comentou os vazamentos de informações do vestiário e reforçou a confiança no trabalho desenvolvido desde sua chegada.
As manifestações aconteceram na véspera de uma partida decisiva para o Corinthians. Com 33 pontos, na 18ª colocação e há dez rodadas sem vencer, o Timão precisa iniciar uma reação para deixar a zona de rebaixamento. Gustavo Henrique definiu os compromissos restantes como seis finais e pediu que jogadores e torcedores enfrentem juntos a pressão desta reta final.
Seedorf interrompe pergunta sobre Garro e nega problemas entre jogadores
O primeiro momento de tensão da entrevista aconteceu quando Rodrigo Garro foi questionado sobre notícias envolvendo sua conduta nos bastidores do Corinthians. Antes que o argentino respondesse, Seedorf interveio para contestar a insistência no assunto.
“Em duas semanas, eu ouvi essa pergunta já várias vezes. Eu acho que já deu. Tem que respeitar a resposta”, afirmou o treinador, que assumiu o comando alvinegro em 14 de outubro.
Seedorf declarou que não identifica problemas de relacionamento entre os jogadores e pediu que os questionamentos fossem direcionados à preparação esportiva, aos treinamentos e ao compromisso contra o Mirassol.
“Vamos falar sobre o jogo, vamos falar sobre outras coisas, não vamos criar coisa que não tem”, acrescentou.
A posição do técnico não encerrou o tema. Pouco depois, outro jornalista perguntou diretamente a Garro sobre relatos de atritos com funcionários do CT e sobre sua relação com o ex-executivo de futebol Marcelo Paz, desligado do clube no último dia 20.
Desta vez, o meia respondeu. Garro contou que não costuma acompanhar as notícias sobre sua vida pessoal e que tomou conhecimento das informações por meio de brincadeiras feitas pelos próprios companheiros no vestiário. O argentino demonstrou desconforto com a necessidade de explicar publicamente se é uma pessoa positiva ou se mantém boas relações no ambiente de trabalho.
“Acho um pouco difícil ter que falar da minha personalidade, ter que sair e esclarecer se eu sou gente boa, se sou um cara positivo, se sou um cara bom de grupo”, declarou.
O camisa 8 ressaltou sua identificação com o Corinthians e lembrou que, em uma conversa recente com Raniele, os dois perceberam como passaram rapidamente de jogadores recém-chegados a integrantes mais antigos do elenco. Para Garro, esse período contribuiu para fortalecer seu vínculo com o clube e com a torcida.
Ao abordar as notícias sobre seu comportamento, o argentino reconheceu que o Corinthians está devendo resultados, mas contestou relatos que considera falsos. Também sugeriu que alguém dentro do clube poderia estar tentando prejudicá-lo e atingir sua família, sem identificar responsáveis ou apresentar elementos que permitam comprovar essa suspeita.
O jogador mencionou ainda informações que circularam após o clássico contra o Palmeiras, classificando parte delas como mentiras. Apesar do desabafo, afirmou que pretende concentrar seus esforços na recuperação esportiva do Corinthians, deixando a avaliação de sua personalidade para as pessoas que convivem com ele.
“O tempo vai falar a verdade sobre minha personalidade. Não sou eu que vou falar, nem agora, nem depois”, afirmou Garro.
A resposta foi seguida por uma manifestação espontânea de Gustavo Henrique. O zagueiro pediu a palavra e saiu em defesa do argentino, destacando sua convivência com o companheiro e o impacto provocado pela exposição de questões pessoais.
“Eu posso garantir para você que o Garro é uma pessoa do bem”, declarou o defensor.
Gustavo acrescentou que o meia é uma pessoa positiva, respeitada pelos companheiros e com características de liderança. Segundo ele, notícias que questionam o caráter de jogadores provocam desgaste não apenas nos atletas, mas também em seus familiares, especialmente quando a equipe já enfrenta dificuldades dentro de campo.
A sequência de declarações reforçou publicamente a posição do treinador e dos jogadores presentes na coletiva: embora o Corinthians atravesse problemas esportivos e administrativos, Seedorf e Gustavo Henrique rejeitam a interpretação de que exista um rompimento nas relações entre os integrantes do elenco.
Assista à coletiva completa de Seedorf, Garro e Gustavo Henrique
Clarence Seedorf, Rodrigo Garro e Gustavo Henrique concedem entrevista coletiva na Neo Química Arena antes do confronto contra o Mirassol. Vídeo: Corinthians TV.
Seedorf comenta vazamentos, cobra foco no futebol e explica abertura dos treinos
A discussão sobre o ambiente interno ganhou continuidade quando Seedorf foi questionado a respeito dos vazamentos de informações do vestiário, tema que também esteve presente nas entrevistas concedidas pelo Corinthians ao longo da semana.
Na quarta-feira (28), Júlio César reconheceu o incômodo com a divulgação de assuntos internos e explicou que o departamento de futebol passou a priorizar o acesso de pessoas com funções diretamente relacionadas ao trabalho dos atletas. O gerente esclareceu que a medida não representa uma proibição absoluta de entrada de dirigentes no vestiário.
Questionado sobre como pretende lidar com o problema, Seedorf afirmou que prefere não desperdiçar energia com situações que não consegue controlar.
“Eu só posso ser irritado ou incomodado com uma coisa à qual dou atenção. Eu não dou atenção, não tenho tempo. A gente tem outras coisas para fazer”, declarou.
Para o treinador, a circulação de informações internas é uma realidade frequente no futebol, mas não deve comprometer a preparação esportiva. Ele explicou que a comissão técnica pode estabelecer regras sobre quem participa das reuniões, quem tem acesso ao vestiário e como determinadas decisões são conduzidas, ainda que não seja possível impedir completamente a divulgação de assuntos internos.
Seedorf afirmou que essa orientação foi apresentada aos jogadores desde o início de seu trabalho. Seu objetivo, segundo relatou, é manter o grupo concentrado naquilo que consegue controlar, sem permitir que as discussões externas ocupem o espaço destinado à preparação para os jogos.
Gustavo Henrique também foi questionado sobre a relação entre elenco e diretoria. O zagueiro evitou defender o afastamento do presidente Osmar Stabile do vestiário, mas cobrou o cumprimento das responsabilidades administrativas do clube.
“É um clube gigantesco, que não pode ter atraso de salários”, afirmou o defensor, ao tratar das cobranças direcionadas à presidência.
A manifestação acontece em um cenário de pendências financeiras com jogadores, especialmente relacionadas aos direitos de imagem. A declaração de Gustavo expressa a insatisfação com a situação, mas não deve ser interpretada, isoladamente, como confirmação de atrasos nas remunerações trabalhistas registradas em carteira.
O zagueiro lembrou que os atletas já conversaram com a presidência sobre essas questões. Na coletiva de André Ramalho e Hugo Souza, realizada na quarta-feira, os jogadores também confirmaram a realização de reuniões para discutir problemas internos e reforçar a união do grupo.
Seedorf abordou ainda uma decisão que chamou a atenção na preparação para enfrentar o Mirassol: a abertura dos treinamentos para acompanhamento da imprensa.
O treinador confirmou que a iniciativa foi discutida internamente e explicou que seu objetivo é permitir que os jornalistas observem o trabalho realizado pelos atletas, em vez de depender exclusivamente das descrições feitas em entrevistas ou de informações sobre atividades realizadas sem acesso da imprensa.
“Eu não quero falar sobre o meu trabalho. Vem ver o trabalho dos caras”, afirmou Seedorf.
O neerlandês acrescentou que sempre procurou abrir as portas dos treinamentos quando teve oportunidade, justamente para permitir uma avaliação mais próxima da dedicação dos jogadores e da metodologia adotada pela comissão técnica.
A iniciativa possibilitou ao InfoTimão acompanhar presencialmente o treinamento de terça-feira (27), no CT Dr. Joaquim Grava. Durante a atividade, Seedorf interrompeu exercícios para corrigir posicionamentos, orientou individualmente jogadores e trabalhou movimentações de posse de bola em campo reduzido.
O treinador também demonstrou incômodo com perguntas que, em sua avaliação, poderiam fazer os atletas reviverem excessivamente os resultados negativos. Quando os jogadores foram questionados sobre a queda de rendimento na Neo Química Arena, Seedorf voltou a intervir e defendeu que o elenco concentre suas atenções no presente e nos próximos compromissos.
A postura sintetiza a orientação que o técnico procura estabelecer nesta reta final: reconhecer a situação delicada, sem permitir que o peso das derrotas anteriores comprometa a preparação para as partidas seguintes.
Memphis pode voltar contra o São Paulo, mas Seedorf evita antecipar liberação
Além das manifestações sobre os bastidores, Seedorf apresentou uma atualização importante sobre Memphis Depay, que continua afastado das atividades coletivas por causa de um problema muscular na coxa direita.
Questionado sobre a recuperação do atacante, o treinador afirmou que existe uma programação para tentar contar com o camisa 10 no clássico contra o São Paulo, marcado para quarta-feira, 4 de novembro, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
“Tem uma programação agora para tentar que ele possa estar com a gente para São Paulo. Mas é um dia a dia”, declarou.
A manifestação não representa confirmação de que Memphis estará disponível para o Majestoso. Segundo Seedorf, o jogador precisa avançar gradualmente nas etapas de recuperação, respeitando os limites estabelecidos pelo departamento médico e as respostas físicas apresentadas durante os exercícios.
O treinador explicou que o atacante, por possuir características de explosão e intensidade, necessita de cuidados específicos na retomada das atividades. Memphis chegou a sentir um pequeno desconforto durante a transição, circunstância que exigiu atenção na programação de seu retorno.
Seedorf evitou detalhar o diagnóstico médico e ressaltou que sua responsabilidade é acompanhar as condições esportivas do atleta e avaliar quando ele poderá voltar a contribuir com a equipe.
O camisa 10 não estará à disposição para enfrentar o Mirassol. A possibilidade de retorno contra o São Paulo dependerá das avaliações realizadas nos próximos dias, sem que o Corinthians tenha anunciado uma liberação definitiva.
A situação exige cautela em um momento no qual a equipe precisa recuperar jogadores importantes para a reta final do Brasileirão. A ausência de Memphis reduz as alternativas ofensivas, mas o treinador deixou claro que a urgência por resultados não deve provocar uma antecipação inadequada de seu retorno.
Seedorf evita antecipar discussão sobre convocados para a Seleção Brasileira
Outra questão relacionada à disponibilidade do elenco foi levantada durante a coletiva, quando Seedorf recebeu uma pergunta sobre a possibilidade de solicitar à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a liberação de jogadores convocados para a Data Fifa de novembro.
O questionamento aconteceu antes da divulgação da lista de Carlo Ancelotti, em um momento no qual o Corinthians já enfrentava a perspectiva de perder atletas durante a reta final do Campeonato Brasileiro. Seedorf afirmou que ainda não havia discutido internamente a possibilidade de pedir liberações e reforçou que sua prioridade era o confronto contra o Mirassol.
“Nesse momento, a gente só está pensando no Mirassol. Então, acho que a gente vai ter tempo depois para conversar, mas essas conversas não foram feitas porque nosso foco, o único foco, é esse próximo jogo. Depois, a gente vai conversar com certeza sobre qual é a opção que a gente tem que discutir”, declarou o treinador.
Horas depois, a CBF confirmou a primeira convocação de André Luiz para a Seleção Brasileira principal, conforme noticiou o InfoTimão. O volante de 20 anos foi o único representante do Corinthians na lista para os amistosos contra Japão e Singapura, marcados para os dias 14 e 17 de novembro.
A convocação representa um reconhecimento importante para o Filho do Terrão, mas também pode provocar uma ausência na equipe de Seedorf. O Corinthians enfrentará o Botafogo pela 35ª rodada do Brasileirão, em partida inicialmente prevista para 18 ou 19 de novembro. Como o último compromisso da Seleção acontecerá em Singapura no dia 17, o intervalo reduzido e a longa viagem de retorno podem impedir a participação de André.
A situação ainda depende da definição do calendário e das condições de retorno do atleta. A declaração de Seedorf, feita antes do anúncio da convocação, não representou uma decisão sobre o caso específico de André Luiz, mas indicou que eventuais discussões sobre liberações seriam tratadas depois do compromisso contra o Mirassol.
Garro admite necessidade de controlar cartões e destaca confiança de Seedorf
Rodrigo Garro também foi questionado sobre sua produção dentro de campo, em especial pela redução das finalizações e pela sequência de cartões amarelos recebidos nas últimas partidas.
O argentino reconheceu que precisa controlar melhor suas reações diante da arbitragem. Embora tenha mencionado situações nas quais considera que o Corinthians foi prejudicado, admitiu que reclamações feitas em momentos de irritação podem provocar consequências negativas para a equipe.
Garro citou o cartão amarelo recebido contra o Vitória, após uma reclamação ao árbitro, e afirmou que esse comportamento não é motivo de orgulho.
“É uma coisa a melhorar, com certeza”, reconheceu.
Sobre a participação ofensiva, o meia explicou que procura tomar decisões pensando também no posicionamento dos companheiros. Disse compreender as cobranças por mais finalizações, gols e assistências, mas destacou que busca contribuir para o funcionamento coletivo e que mantém uma postura autocrítica em relação ao próprio desempenho.
Nesse processo, o jogador afirmou ter encontrado em Clarence Seedorf uma oportunidade de aprendizado. O treinador, que atuou como meio-campista durante sua carreira, tem conversado individualmente com Garro e transmitido orientações relacionadas ao posicionamento e à participação nas ações ofensivas.
O argentino destacou a confiança recebida desde a chegada do novo comandante e elogiou sua postura diante das dificuldades enfrentadas pelo elenco.
Segundo Garro, Seedorf vem incentivando os jogadores a concentrar suas energias no presente e nas situações que podem modificar, utilizando os resultados anteriores como aprendizado, sem permitir que eles comprometam a confiança do grupo.
O camisa 8 também falou sobre a responsabilidade de utilizar a braçadeira de capitão. Para ele, a liderança do Corinthians não depende exclusivamente de quem entra em campo com a faixa, mas de um conjunto de jogadores que se cobram e assumem responsabilidades diariamente.
Garro citou Gustavo Henrique, Hugo Souza, André Ramalho e Raniele como atletas com condições de exercer essa função. O argentino afirmou que a braçadeira representa um símbolo importante, mas que a capacidade de liderar não pode ser medida apenas por sua utilização.
O meia reconheceu que as críticas aumentaram com a queda de rendimento e a luta contra o rebaixamento. Ainda assim, reforçou sua disposição para evoluir e demonstrar, dentro de campo, a confiança que recebeu de Seedorf.
A manutenção de Garro como capitão já havia sido defendida pelo treinador após a derrota para o Vasco. Na ocasião, conforme mostrou o InfoTimão na repercussão da coletiva pós-jogo, Seedorf destacou as características de liderança do argentino e não sinalizou intenção de alterar a escolha.
Gustavo Henrique fala em seis finais e pede que a Fiel intensifique o apoio
Enquanto Seedorf procurou proteger o ambiente interno e Garro respondeu às críticas, Gustavo Henrique concentrou suas declarações na necessidade de reação imediata do Corinthians no Campeonato Brasileiro.
O zagueiro definiu o confronto contra o Mirassol como o primeiro de seis compromissos decisivos para a permanência na Série A.
“São umas seis finais, essa é a primeira delas”, afirmou, ressaltando a importância de conquistar os três pontos diante da Fiel Torcida.
Gustavo reconheceu que a pressão é elevada para os jogadores de um clube da dimensão do Corinthians, especialmente quando a equipe precisa enfrentar a possibilidade de rebaixamento. Para o defensor, o aspecto psicológico será fundamental na tentativa de interromper a sequência negativa.
O zagueiro destacou a necessidade de melhorar a preparação individual, manter a concentração nos treinamentos e reduzir a exposição às discussões nas redes sociais. Também defendeu que o elenco aceite as críticas esportivas dos torcedores, mas não permita que elas provoquem insegurança durante os jogos.
A recuperação protagonizada pelo Corinthians em 2024 foi lembrada em diferentes momentos da entrevista. Gustavo recordou o empate por 2 a 2 com o Internacional, na Neo Química Arena, quando o adversário marcou nos minutos finais de uma partida que deixou a equipe ainda mais pressionada na luta contra o rebaixamento.
defensor afirmou que o silêncio da torcida depois daquele resultado marcou os jogadores. Apesar da frustração, o Corinthians conseguiu reagir posteriormente e encerrou a temporada longe da zona de perigo.
A comparação, entretanto, tem limites. Gustavo reconheceu que, em 2024, a equipe ainda possuía mais partidas para construir a recuperação. Agora, com apenas seis rodadas restantes, a margem para erros é menor e a necessidade de conquistar pontos se tornou ainda mais urgente.
O jogador também destacou o papel dos atletas mais experientes na proteção emocional dos jovens. Segundo ele, a pressão de disputar uma luta contra o rebaixamento com a camisa do Corinthians pode afetar especialmente aqueles que ainda estão iniciando sua trajetória profissional.
Ao abordar a responsabilidade pela recuperação, Gustavo rejeitou a ideia de que a reação dependa apenas de lideranças individuais.
“Não só eu, não é só o Garro, não é só o Memphis, é todo mundo. Acho que todo mundo agora precisa assumir a sua responsabilidade”, declarou.
O zagueiro acrescentou que os atletas precisam demonstrar coragem durante as partidas, mesmo diante do medo de errar ou da falta de confiança provocada pelos últimos resultados. Para ele, os jogadores não podem se omitir nos momentos decisivos e devem executar o planejamento desenvolvido nos treinamentos.
A confiança no apoio das arquibancadas também apareceu como um elemento central de seu discurso. Gustavo pediu que os corinthianos intensifiquem o incentivo durante a partida contra o Mirassol, em uma manifestação que dialoga diretamente com a campanha #UmSóCorinthians, lançada pelo clube e por seis torcidas organizadas.
“Que amanhã realmente a torcida grite duas vezes mais, nos apoie duas vezes mais, porque a gente precisa deles”, afirmou.
A mobilização pretende reunir os cânticos das organizadas durante os 90 minutos e envolver os demais setores da Neo Química Arena. O movimento de apoio acontece depois de semanas de cobranças ao elenco e à diretoria, mas busca fortalecer o ambiente esportivo em uma partida considerada fundamental para o futuro do Corinthians no Brasileirão.
Corinthians x Mirassol: horário, onde assistir e situação no Brasileirão
O Corinthians enfrenta o Mirassol nesta sexta-feira (30), às 20h, na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida terá transmissão do SporTV e do Premiere.
O Timão ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, dois atrás do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Mirassol aparece na 15ª posição, com 37 pontos, quatro a mais que o Corinthians.
Depois da derrota por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, a equipe alvinegra chegou a dez rodadas consecutivas sem vencer, com nove derrotas e um empate. Para deixar o Z4 ainda nesta rodada, precisará derrotar o Mirassol e contar com uma combinação favorável dos resultados dos concorrentes diretos.
O encontro marcará também a primeira partida de Clarence Seedorf à beira do gramado da Neo Química Arena como treinador do Corinthians. O neerlandês teve sua primeira semana completa de preparação para um compromisso do Brasileirão, com atividades de posse de bola, correções de posicionamento, exercícios táticos e trabalhos de bola parada.
Na véspera do confronto, Seedorf procurou proteger o elenco, Garro respondeu às críticas e Gustavo Henrique pediu coragem e apoio da Fiel. As declarações reforçam o discurso de união adotado pelo Corinthians, mas a recuperação esportiva dependerá da resposta apresentada dentro de campo.
O InfoTimão seguirá acompanhando os desdobramentos da coletiva, a recuperação de Memphis Depay, a situação de André Luiz na Seleção Brasileira e as decisões de Clarence Seedorf na reta final do Campeonato Brasileiro de 2026.






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