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André Ramalho revela cobrança a Stabile e Hugo Souza defende Memphis no Corinthians

Foto do escritor: Redação InfoTimão
Redação InfoTimão
há 2 horas
10 min de leitura

Em coletiva no CT, zagueiro confirma cobranças à diretoria e nega racha no elenco; goleiro sai em defesa do camisa 10 e admite urgência por resultados.


André Ramalho e Hugo Souza durante entrevista coletiva do Corinthians em 28 de outubro de 2026.
André Ramalho e Hugo Souza concederam entrevista coletiva no CT Dr. Joaquim Grava e comentaram a relação do elenco com a diretoria e a luta contra o rebaixamento. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

André Ramalho revelou nesta quarta-feira (28) que o elenco do Corinthians teve uma conversa franca com o presidente Osmar Stabile para expor insatisfações e cobrar maior proteção ao grupo de jogadores. Durante entrevista coletiva concedida ao lado do goleiro Hugo Souza, no CT Dr. Joaquim Grava, o zagueiro afirmou que os atletas chegaram a "lavar roupa suja" com o dirigente, mas negou a existência de divisões internas em meio à luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.


A manifestação aconteceu dois dias antes do confronto com o Mirassol, pela 33ª rodada, e em um momento de forte pressão sobre o departamento de futebol. Com dez partidas consecutivas sem vencer, o Corinthians ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, e tenta reagir após a derrota de virada para o Vasco, em São Januário.


Além da relação com Stabile, André Ramalho revelou que o elenco também teve conversas semelhantes com Marcelo Paz antes da saída do executivo, em 20 de outubro. O defensor confirmou ainda uma reunião entre jogadores fora do CT, enquanto Hugo Souza explicou a iniciativa da coletiva, defendeu Memphis Depay e reconheceu que o discurso de união precisa ser acompanhado por resultados dentro de campo.


André Ramalho confirma cobrança a Stabile e pedido de proteção ao elenco


Um dos principais assuntos da coletiva foi o ambiente interno do Corinthians.


Questionado sobre possíveis desentendimentos entre jogadores e dirigentes, André Ramalho afirmou que o elenco permanece unido e lamentou a circulação de informações que, segundo ele, não refletem o cotidiano do vestiário.


O zagueiro explicou que o grupo procura manter conversas frequentes para fortalecer a relação entre os atletas. Segundo ele, os jogadores já se reuniram no próprio gramado do CT Dr. Joaquim Grava, além de outros encontros realizados durante a temporada, com o objetivo de impedir que as turbulências extracampo prejudiquem a preparação da equipe.


"Não tem qualquer tipo de problema, não tem qualquer tipo de confusão", afirmou André, ao rejeitar a existência de um racha no elenco.


A declaração ganha importância diante das críticas feitas anteriormente por Gabriel Paulista. Após a derrota para o Palmeiras, em 11 de outubro, o defensor reclamou da falta de proteção institucional aos atletas e expôs a insatisfação com problemas administrativos e financeiros enfrentados pelo Corinthians.


André Ramalho confirmou que a questão foi discutida diretamente com Osmar Stabile. Embora tenha manifestado confiança na intenção do presidente de ajudar o grupo, reconheceu que algumas situações vividas pelos jogadores não foram consideradas adequadas.


"Claro que tem muitas situações que aconteceram que não são as ideais", declarou o zagueiro, antes de revelar que o elenco já havia conversado abertamente com o dirigente.


Segundo André, os atletas expuseram suas preocupações, ouviram a posição de Stabile e solicitaram maior proteção para o departamento de futebol. O pedido envolve a necessidade de preservar o grupo das turbulências administrativas e políticas, permitindo que os jogadores concentrem seus esforços na recuperação esportiva.


O defensor ressaltou, entretanto, que ainda é cedo para avaliar se a proteção solicitada está sendo efetivamente oferecida. As conversas aconteceram recentemente, e André evitou afirmar que todas as reivindicações tenham sido atendidas.


"É tudo muito recente", ponderou, ao demonstrar expectativa de que Stabile e Júlio César, que assumiu maiores responsabilidades no departamento após a saída de Marcelo Paz, contribuam para atender ao pedido dos jogadores.


As declarações acrescentam uma nova perspectiva à discussão sobre o relacionamento entre o elenco e a diretoria. Na entrevista concedida por Osmar Stabile após a derrota para o Vasco, o presidente negou desgaste com os atletas, afirmou manter uma relação próxima com o grupo e minimizou os efeitos dos atrasos nos direitos de imagem sobre o ambiente interno.


A posição de André Ramalho não confirma um rompimento com a presidência, mas demonstra que existiram insatisfações suficientemente relevantes para motivar cobranças diretas. Ao mesmo tempo, o zagueiro procurou afastar a interpretação de que essas divergências representem uma divisão entre os jogadores.


Para o defensor, independentemente dos problemas enfrentados pelo Corinthians ao longo da temporada, o elenco precisa assumir a responsabilidade pela campanha e concentrar sua energia naquilo que pode modificar dentro de campo.



André Ramalho e Hugo Souza comentam a relação com a diretoria, o ambiente do elenco e a luta contra o rebaixamento. Vídeo: entrevista coletiva realizada em 28 de outubro de 2026.


Jogadores também cobraram Marcelo Paz e se reuniram fora do CT


As conversas com Osmar Stabile não foram as únicas mencionadas por André Ramalho. Durante a coletiva, o zagueiro revelou que os jogadores também tiveram diálogos francos com Marcelo Paz, executivo que deixou o Corinthians em 20 de outubro, após uma reunião com o presidente.


O defensor explicou que o elenco apresentou avaliações sobre o funcionamento do departamento, discutindo tanto os aspectos positivos quanto situações que considerava necessário corrigir. Segundo André, essas conversas fazem parte da relação profissional entre atletas e dirigentes, especialmente em períodos de instabilidade.


O zagueiro utilizou novamente a expressão "lavar roupa suja" para descrever os encontros com Paz, destacando que expor insatisfações e ouvir diferentes pontos de vista pode contribuir para melhorar o ambiente de trabalho.


Apesar das cobranças, André fez uma avaliação positiva da disposição do antigo executivo para dialogar com os jogadores.


"Eu tenho plena certeza que, dentro do que foi possível para o Marcelo, ele fez", afirmou, ao destacar que Paz procurou ouvir o elenco e se colocou à disposição para conversar durante sua passagem pelo clube.


O defensor também fez questão de separar as opiniões dos atletas sobre o funcionamento do departamento das decisões tomadas pela administração. Ao comentar a demissão de Marcelo Paz, ressaltou que a permanência ou a saída de um dirigente não é uma escolha que cabe aos jogadores.


As declarações acrescentam uma informação importante à reportagem do InfoTimão sobre os bastidores da saída de Marcelo Paz. Na ocasião, mostramos que o executivo pretendia permanecer no clube até pelo menos dezembro e que seu desligamento surpreendeu integrantes do departamento e do elenco.


Agora, André Ramalho confirma que existiram cobranças dos jogadores ao executivo, mas apresenta uma avaliação que não sustenta a existência de um rompimento pessoal entre as partes. Segundo o zagueiro, os diálogos foram necessários e fazem parte da tentativa de encontrar soluções para os problemas enfrentados pelo futebol.


A mobilização do grupo também ultrapassou os encontros com dirigentes. André confirmou que os jogadores se reuniram fora do CT na terça-feira (27), um dia antes da entrevista coletiva, para estreitar os vínculos e fortalecer a relação entre os companheiros.


O defensor esclareceu que o encontro não aconteceu na casa de Gustavo Henrique, como havia sido mencionado durante uma pergunta, mas preferiu não detalhar o local. Para ele, o importante foi a iniciativa de reunir o elenco em um ambiente diferente da rotina de treinamentos.


André explicou que a sequência de partidas e viagens nem sempre permite esse tipo de aproximação, já que os jogadores procuram dedicar o tempo livre às famílias. Mesmo assim, considerou que o encontro foi benéfico diante do momento enfrentado pela equipe.


Outro detalhe revelado na entrevista ajuda a compreender por que dois jogadores foram escolhidos para falar publicamente em meio à crise. Hugo Souza afirmou que, pelo que sabia, a iniciativa da coletiva partiu de Clarence Seedorf e de Júlio César, com concordância imediata dos atletas.


Segundo o goleiro, a intenção foi apresentar a versão do elenco sobre o ambiente interno e contestar informações que, na avaliação dos jogadores, transmitiam uma imagem de conflitos permanentes no vestiário.


Hugo reforçou que o grupo está comprometido com a comissão técnica, com a direção do futebol e com a torcida, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo das últimas rodadas.


Zagueiro André Ramalho fala sobre a relação do elenco com a diretoria do Corinthians durante coletiva.
André Ramalho revelou conversas com Osmar Stabile e Marcelo Paz e negou a existência de divisões no elenco. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Hugo Souza defende Memphis e destaca apoio da Fiel em meio à crise


Durante a coletiva, Hugo Souza também saiu em defesa de Memphis Depay. Questionado se o atacante teria deixado de ser uma solução para se tornar um problema para o Corinthians, o goleiro rejeitou essa avaliação e destacou a confiança dos jogadores no camisa 10.


Na visão de Hugo, a qualidade técnica e a experiência de Memphis continuam representando recursos importantes para a equipe, principalmente em uma reta final de campeonato na qual o Corinthians precisa recuperar sua capacidade de decidir partidas.


O goleiro ressaltou a contribuição do neerlandês desde sua chegada ao clube e afirmou que não considera um jogador do nível de Memphis um problema para o ambiente do elenco. Pelo contrário, demonstrou confiança de que o atacante ainda poderá desempenhar papel relevante na tentativa de recuperação corinthiana.


A declaração acontece enquanto Memphis segue em tratamento de um edema muscular na coxa direita. O jogador iniciou uma retomada gradual das atividades no gramado, mas ainda não havia sido reintegrado aos exercícios coletivos comandados por Clarence Seedorf.


A defesa do companheiro também se conecta ao discurso de união apresentado pelos atletas. Hugo procurou afastar a ideia de que dificuldades esportivas e cobranças individuais estejam provocando divisões no grupo, embora reconheça que a sequência negativa exige uma resposta imediata.


"A gente precisa vencer e pontuar no campeonato", afirmou o camisa 1, ao reforçar que o Corinthians não pode se limitar a boas atuações ou momentos de superioridade sem transformá-los em resultados.


Segundo Hugo, uma das principais frustrações do elenco é conseguir desenvolver parte das ideias trabalhadas durante a semana e, ainda assim, não conquistar os três pontos. O goleiro citou oportunidades desperdiçadas e partidas nas quais o Corinthians acertou repetidamente a trave adversária, mas não encontrou eficiência suficiente para vencer.


O camisa 1 também reconheceu a responsabilidade dos próprios jogadores pela campanha. Para ele, independentemente dos problemas administrativos, a equipe precisa compreender as orientações de Seedorf, aprimorar os detalhes técnicos e encontrar soluções para encerrar o jejum.


Outro tema abordado foi a relação com a Fiel Torcida. Hugo contou que os encontros recentes entre jogadores e torcedores foram recebidos positivamente pelo elenco, especialmente pela demonstração de apoio mesmo em um momento de fortes cobranças.


O goleiro reconheceu que os corinthianos têm o direito de exigir resultados e afirmou que os atletas precisam corresponder à confiança recebida. Na avaliação dele, a conexão entre jogadores e arquibancadas será fundamental para tentar recuperar a competitividade na reta final do Brasileiro.


A cobrança também é compreendida por André Ramalho, que destacou a importância de preservar a união em um cenário no qual a pressão cresce a cada partida sem vitória.


Para os dois jogadores, o apoio da torcida representa um elemento importante, mas não substitui a necessidade de melhorar o desempenho. A recuperação da confiança dependerá de uma reação que o Corinthians ainda não conseguiu apresentar nas últimas dez rodadas.


Goleiro Hugo Souza durante entrevista coletiva no CT do Corinthians em 28 de outubro de 2026.
Hugo Souza defendeu Memphis Depay e destacou a importância do apoio da Fiel na luta contra o rebaixamento. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Seedorf trabalha detalhes, mas Corinthians não vence em casa desde julho


A avaliação sobre o trabalho de Clarence Seedorf também ocupou espaço importante na entrevista coletiva. André Ramalho destacou a atenção do treinador aos detalhes e afirmou que a equipe precisa corrigir falhas de posicionamento, execução técnica e tomada de decisão para voltar a vencer.


O zagueiro explicou que o momento exige uma análise cuidadosa das partidas, buscando identificar se os resultados negativos estão relacionados a questões táticas, técnicas ou de mentalidade. Na visão dele, pequenos erros podem definir confrontos equilibrados e precisam receber atenção especial durante os treinamentos.


A descrição está alinhada ao que o InfoTimão acompanhou na cobertura presencial do treino aberto de terça-feira (27). Na atividade realizada no CT Dr. Joaquim Grava, Seedorf interrompeu exercícios de posse de bola em diferentes momentos para corrigir movimentações e oferecer instruções individuais, inclusive ao próprio André Ramalho.


O defensor também valorizou a participação da psicóloga Anaí Couto no cotidiano do elenco. Questionado sobre a preparação mental, destacou que a confiança individual e coletiva influencia diretamente o desempenho esportivo, especialmente em uma sequência marcada por derrotas e frustrações.


A preocupação se estende ao setor defensivo. Durante a coletiva, foi apresentado aos jogadores um levantamento que apontava 22 gols sofridos pelo Corinthians nos 11 compromissos anteriores. André e Hugo reconheceram o incômodo provocado pelo aumento dos gols concedidos e a necessidade de recuperar a solidez demonstrada em outros momentos.


O zagueiro lembrou que o Corinthians já esteve entre as equipes que mais acumulavam partidas sem sofrer gols. Agora, com a mudança de treinador, considera fundamental assimilar os novos comportamentos defensivos e ofensivos exigidos por Seedorf.


Hugo também ponderou que o Corinthians tem sido penalizado por oportunidades pontuais dos adversários, mas reconheceu que a equipe precisa reduzir os erros e recuperar a capacidade de controlar os jogos. A derrota para o Vasco, na qual o Timão sofreu dois gols nos minutos finais depois de virar o placar, tornou essa fragilidade ainda mais evidente.


Além das dificuldades defensivas, o rendimento na Neo Química Arena preocupa.

O Corinthians não vence como mandante pelo Campeonato Brasileiro desde 23 de julho, quando derrotou o Remo por 3 a 0, com dois gols de Yuri Alberto e um de Kaio César. Desde então, o Timão disputou seis partidas em casa pela competição, acumulando quatro derrotas e dois empates.


Questionado sobre a perda de força diante da própria torcida, André Ramalho relacionou a sequência negativa à queda de confiança que acompanha os resultados ruins. O defensor comparou o momento atual a períodos de recuperação vividos anteriormente pelo clube, quando vitórias consecutivas ajudaram a aumentar a segurança dos jogadores.


Segundo ele, o grupo também procura explicações para a dificuldade de aproveitar o apoio das arquibancadas. A cobrança para começar os jogos com intensidade e buscar o gol rapidamente faz parte das conversas internas, mas ainda não se traduziu na recuperação dos resultados.


A última vitória do Corinthians no Brasileirão, considerando partidas em casa e fora, também ocorreu há mais de dois meses: em 9 de agosto, diante do Red Bull Bragantino, por 2 a 0. Desde então, a equipe sofreu nove derrotas e conquistou apenas um empate, somando um dos últimos 30 pontos disputados.


O contraste com temporadas anteriores também foi discutido na entrevista. André reconheceu a dificuldade de explicar como um elenco que conquistou títulos e apresentou atuações competitivas chegou à atual situação. O zagueiro admitiu que a eliminação na Libertadores foi dolorosa, mas defendeu que o grupo não pode permanecer preso às frustrações do passado.


Para o defensor, a recuperação depende de transformar as análises, conversas e ajustes realizados no CT em decisões melhores durante as partidas. Já Hugo reforçou que não há alternativa para o Corinthians além de vencer e somar pontos imediatamente.


A próxima oportunidade será na sexta-feira (30), às 20h, contra o Mirassol, na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Timão ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, dois atrás do Internacional, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.


Restando seis rodadas para o encerramento da competição, cada partida ganha peso na luta pela permanência na Série A. O confronto também representa a possibilidade de encerrar o longo período sem vitórias em Itaquera, justamente diante de uma torcida cuja importância foi ressaltada pelos dois jogadores.


A coletiva desta quarta-feira procurou transmitir uma mensagem clara: o elenco nega estar dividido, mas admite que houve insatisfações, cobranças à administração e iniciativas internas para fortalecer a convivência entre os atletas.


A união defendida por André Ramalho e Hugo Souza não significa ausência de problemas. O que os jogadores afirmam é que essas divergências não devem impedir o grupo de trabalhar por um objetivo comum.


Depois das conversas com Stabile, das cobranças a Marcelo Paz, da reunião entre os atletas e das mudanças promovidas por Seedorf, o Corinthians terá diante do Mirassol mais uma oportunidade de mostrar se a mobilização interna pode produzir uma reação.


Para a Fiel Torcida, a resposta mais importante já não depende de novas declarações no CT Dr. Joaquim Grava. Ela precisa aparecer no gramado da Neo Química Arena.


O InfoTimão seguirá acompanhando a preparação do Corinthians, a relação entre elenco e diretoria e os próximos capítulos da luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2026.

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