Rodrigo Garro admite que Corinthians não rende o esperado, e Gustavo Henrique destaca falta de Yuri
- Redação InfoTimão

- há 4 minutos
- 5 min de leitura
Jogadores lamentam terceira derrota seguida, reconhecem problemas de criação e cobram autocrítica após revés diante do Santos

Rodrigo Garro e Gustavo Henrique fizeram um diagnóstico semelhante sobre o momento do Corinthians após a derrota por 1 a 0 para o Santos, neste domingo, 30, na Neo Química Arena. Em entrevistas na zona mista, os jogadores admitiram problemas na criação ofensiva, defenderam uma autocrítica interna e cobraram uma resposta imediata no Campeonato Brasileiro.
Garro afirmou que a qualidade do elenco não está aparecendo em campo. Gustavo Henrique classificou o gol de Christian Oliva como evitável, apontou ansiedade na execução do plano de jogo e reconheceu o impacto da ausência de Yuri Alberto.
O resultado representou a terceira derrota consecutiva do Corinthians na competição. A equipe permanece com 32 pontos, na décima colocação, e não vence pelo Brasileirão desde o triunfo por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, em 9 de agosto.
Garro admite frustração e cobra autocrítica
O Corinthians chegou ao clássico tentando reagir depois das derrotas para Cruzeiro e Coritiba. O novo revés aumentou a insatisfação da torcida e também provocou frustração no elenco.
“Pessoalmente, o grupo está muito chateado com esta derrota. São três derrotas que, em nenhum momento, imaginávamos que aconteceriam”, afirmou Garro.
O argentino evitou procurar justificativas publicamente e defendeu humildade para que os problemas sejam identificados e corrigidos durante os treinamentos.
“Hoje não há muito o que falar. É momento de trabalhar, ser humilde, fazer autocrítica e saber as coisas que temos que melhorar”, declarou.
Para o camisa 8, o desempenho apresentado nas últimas rodadas está abaixo da capacidade do grupo comandado por Fernando Diniz.
“Podemos ganhar muito mais jogos. Temos um grupo muito bom, um time muito bom, e acho que isso não está se refletindo em campo. É sobre trabalhar um pouco mais”, acrescentou.
Confira a entrevista de Rodrigo Garro
Falta de criatividade preocupa o Corinthians
Garro também respondeu sobre a dificuldade do Corinthians para construir oportunidades diante de adversários que recuam as linhas e oferecem poucos espaços próximos à área.
Segundo o argentino, o time tentou encontrar alternativas por meio de aproximações, tabelas, finalizações de fora da área e cruzamentos. A circulação da bola, entretanto, não conseguiu desorganizar o sistema defensivo santista.
“Entendo que o torcedor fique chateado. Eu também fico chateado. É fechar a porta e trabalhar para que as coisas deem certo e a torcida fique mais feliz”, disse.
O Corinthians teve maior posse de bola e passou boa parte do segundo tempo no campo ofensivo, mas não transformou o volume em chances claras. O diagnóstico apresentado por Garro se aproxima da avaliação de Fernando Diniz após o clássico.
O treinador reconheceu que faltaram agressividade, intensidade e inspiração.
O baixo aproveitamento nas bolas paradas também foi abordado pelo meia. O Timão teve oito escanteios, contra apenas um do Santos, mas não conseguiu ameaçar de maneira efetiva. O rival, por sua vez, definiu o confronto após uma cobrança de falta de Neymar na trave e o gol de Christian Oliva no rebote.
Garro afirmou que o fundamento costuma ser uma das forças da equipe, mas reconheceu a necessidade de melhorar a execução.
“São coisas que temos que trabalhar e melhorar. Não é momento de procurar desculpas. É preciso fazer autocrítica e cada um entender onde pode evoluir”, analisou.
Confira a entrevista completa de Gustavo Henrique
Gustavo Henrique classifica gol como evitável
Gustavo Henrique reconheceu que o Corinthians esteve abaixo do esperado, principalmente durante o primeiro tempo. Para o zagueiro, o gol sofrido alterou completamente o cenário da partida.
“A gente sabe que não fez um bom jogo, principalmente no primeiro tempo. Tomamos um gol que mudou totalmente a história do jogo. Foi um gol evitável, que não pode acontecer”, avaliou.
O defensor explicou que o plano elaborado durante a semana previa uma circulação mais paciente da bola para deslocar a marcação do Santos. A equipe, porém, tentou concluir algumas jogadas antes do momento adequado e ofereceu espaços para os contra-ataques do adversário.
A dificuldade aumentou depois do gol. Com a vantagem, o Santos recuou ainda mais e reduziu os espaços no setor ofensivo.
“Quando estamos atrás do resultado, é natural que o adversário baixe as linhas e defenda ainda mais o próprio gol. Para entrar, precisamos de uma tabela ou de um cruzamento. Com as linhas baixas, existe muito pouco espaço”, explicou.
Ansiedade prejudicou o plano de jogo
Na avaliação de Gustavo Henrique, a pressa para resolver as jogadas pelo mesmo setor impediu que o Corinthians executasse o plano treinado pela comissão técnica.
O objetivo era trocar passes de um lado para o outro e obrigar o Santos a movimentar o sistema defensivo. A equipe, entretanto, acelerou as ações e facilitou o trabalho da marcação.
“A gente não conseguiu fazer o que realmente treinou. Isso aumenta a ansiedade durante o jogo. Sofremos um gol que não poderíamos ter tomado, o adversário se fechou ainda mais e nossa ansiedade também aumentou”, analisou.
Para o zagueiro, o Corinthians precisa demonstrar mais paciência e calma na construção, especialmente em partidas disputadas na Neo Química Arena, onde os visitantes costumam priorizar a defesa e os contra-ataques.

Gustavo Henrique destaca importância de Yuri Alberto
O defensor também reconheceu que a ausência de Yuri Alberto, que voltou a sentir dores na coxa direita durante a transição física, modifica as características ofensivas do Corinthians.
“O Yuri é um cara que nos ajuda muito. Tem características muito diferentes dos atacantes que temos no elenco e também no futebol brasileiro. Ajuda defensivamente, ofensivamente e cria muitas jogadas para a gente”, destacou.
“Espero que possa voltar no mais alto nível para nos ajudar. Com certeza, faz muita falta”, acrescentou.
Gustavo Henrique também lamentou o resultado do Clássico Alvinegro e afirmou que os jogadores precisam compreender a importância de uma reação no Brasileirão.
“A gente fica muito triste porque sabe que clássico pesa muito para o nosso torcedor. Agora é fazer autocrítica, saber onde estamos errando e colocar a cabeça no travesseiro. Quando se veste esta camisa, precisamos ganhar todos os jogos. Essa tem que ser a nossa mentalidade”, cobrou.
Ida de Gustavo Henrique ao ataque foi treinada
Nos minutos finais, Gustavo Henrique deixou o sistema defensivo e passou a atuar como uma referência dentro da área. O zagueiro explicou que a movimentação é trabalhada nos treinamentos e não representou apenas uma decisão tomada pelo desespero do resultado.
“A gente treina isso. Não é desespero. Pela minha altura e pela situação do jogo, com o adversário baixando ainda mais as linhas, eu e Pedro Raul nos tornamos opções de bola aérea. É uma coisa que o professor me pede”, explicou.
Corinthians busca reação contra a Chapecoense
O Corinthians terá uma semana de preparação antes de voltar a campo. O próximo compromisso será no domingo, 6 de setembro, às 19h30, contra a Chapecoense, novamente na Neo Química Arena.
O confronto aumenta a necessidade de uma resposta imediata. O Timão tentará interromper a sequência de três derrotas e evitar um distanciamento maior das primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
O InfoTimão acompanha a preparação do Corinthians e traz todas as informações sobre os treinamentos, a recuperação de Yuri Alberto e a provável escalação para a próxima rodada.






Comentários