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Fernando Diniz cobra “gana” do Corinthians e admite peso maior da derrota para o Santos

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    Redação InfoTimão
  • há 4 horas
  • 5 min de leitura

Técnico reconheceu falta de intensidade após semana livre, classificou o gol santista como falha coletiva e explicou as situações de Carrillo e Memphis


Diniz admite problemas, mas lamenta derrota do Corinthians.
Diniz admite problemas, mas lamenta derrota do Corinthians. Foto: Marcos Ribolli / ge

Fernando Diniz não escondeu o incômodo após a derrota do Corinthians por 1 a 0 para o Santos, neste domingo, 30, na Neo Química Arena. Em entrevista coletiva, o treinador reconheceu que faltaram intensidade, agressividade e inspiração à equipe, principalmente durante o primeiro tempo do Clássico Alvinegro.


O revés foi o terceiro consecutivo do Timão no Campeonato Brasileiro. Apesar de considerar que as atuações nas derrotas para Cruzeiro, Coritiba e Santos tiveram contextos diferentes, Diniz admitiu que o resultado deste domingo possui um peso maior por ter acontecido depois de uma semana livre para recuperação e treinamentos.


“As três derrotas incomodam muito. Muito. Hoje, desses três jogos, acho que tem um peso maior para nós, porque tivemos tempo para recuperar, tempo para treinar e para jogar com mais intensidade do início ao fim”, afirmou.

Confira a entrevista coletiva completa



Diniz reconhece falta de agressividade


Na avaliação do treinador, o Corinthians ofereceu poucas oportunidades ao Santos, mas teve dificuldades para produzir chances efetivas no campo ofensivo.


“Eu acho que a gente fez uma partida que merecia um resultado melhor. O time defensivamente foi bem e ofereceu muito pouco para o Santos. O que faltou foi criar chances mais efetivas de gol”, analisou.

Diniz destacou que a equipe tentou atacar por diferentes caminhos, com tabelas pelo meio, jogadas de apoio, finalizações de fora da área e cruzamentos. O Corinthians, porém, não conseguiu concluir as jogadas com qualidade.


Segundo o técnico, a postura durante o primeiro tempo também ficou abaixo do planejado para o clássico.


“O que faltou para mim foi mais agressividade, principalmente no primeiro tempo. Precisávamos ter uma posse mais agressiva, terminar as jogadas mais rapidamente, preencher mais a área, chutar mais no gol e criar mais volume para trazer o torcedor junto”, explicou.

O desempenho melhorou depois do intervalo, quando o Santos recuou e passou a defender a vantagem. Ainda assim, Diniz reconheceu que faltou criatividade para transformar o domínio territorial em oportunidades.


“No segundo tempo, essa questão melhorou. A gente andou mais para frente, o Santos praticamente não saiu de trás, mas faltou um pouco de inspiração para criar as chances e aproveitá-las”, completou.

Gol do Santos teve falha coletiva, diz Diniz


O único gol da partida aconteceu aos 32 minutos do primeiro tempo. Neymar cobrou uma falta na trave e Christian Oliva apareceu livre para marcar no rebote.


Questionado sobre a responsabilidade de Rodrigo Garro no lance, Diniz evitou individualizar o erro e classificou o comportamento como uma falha coletiva.


“Não foi só o Garro. Quando se bate uma falta, o comportamento do time tem que ser andar para trás, porque, se houver um rebote na trave ou uma defesa do goleiro, precisamos estar atentos. Praticamente ninguém voltou da barreira. Foi uma falha coletiva, porque ninguém foi ao rebote”, declarou.

O treinador também lamentou o baixo aproveitamento do Corinthians nas jogadas de bola parada. O Timão teve oito escanteios durante a partida, contra apenas um do Santos, mas não conseguiu transformar o volume em oportunidades claras.


Diniz cobra postura da Libertadores no Brasileirão


Ao analisar o momento do Corinthians, Diniz afirmou que o desempenho técnico apresentado nas últimas rodadas não explica sozinho a ausência de resultados. Para o treinador, a equipe precisa recuperar no Brasileirão o estado emocional demonstrado nos confrontos eliminatórios contra o Rosario Central.


“A gente tem que voltar a ter a intensidade, a vontade e a gana que teve nos jogos contra o Rosario. Tecnicamente, se pegarmos os dois jogos, não atuamos melhor do que nessas três partidas que perdemos. Mas o estado anímico foi totalmente diferente”, comparou.

O Corinthians venceu o Rosario Central por 1 a 0 e avançou às quartas de final da Libertadores após uma atuação marcada pela entrega coletiva.


“Ali teve garra, vontade e representatividade dentro de campo. A gente não pode colocar isso apenas nos jogos da Libertadores. Tem que colocar em todo jogo, porque o Campeonato Brasileiro é muito importante para nós”, cobrou Diniz.

Carrillo apresentou edema e não estava seguro para jogar


Fernando Diniz também explicou a ausência de André Carrillo. Segundo o treinador, o peruano apresentou um edema na região posterior da coxa. O problema regrediu durante a semana, mas o jogador não se sentiu seguro para participar do clássico.


“Ele tinha um edema, que regrediu durante a semana, mas não reuniu condições e não estava seguro para jogar. Com o número de jogadores que temos no departamento médico, principalmente no setor ofensivo, achamos melhor não arriscar”, explicou.

Diniz acrescentou que não foi constatada uma lesão muscular, mas afirmou que os sinais apresentados pelo atleta exigiam cautela. A comissão técnica optou pela preservação diante do histórico recente de problemas físicos no elenco.


O Corinthians também não contou com Yuri Alberto, que voltou a sentir dores na coxa direita durante a transição física, além de Jesse Lingard, afastado por um quadro viral.


Diniz avalia retorno de Memphis como positivo


Memphis Depay começou como titular e permaneceu em campo durante toda a partida. De acordo com Diniz, a programação inicial não previa que o atacante disputasse os 90 minutos.


“A ideia nem era ele jogar os 90 minutos, mas, pela necessidade do time e conversando com ele, Memphis se colocou à disposição para permanecer até o final. É um jogador que tem capacidade de decidir o jogo a qualquer momento”, afirmou.

Apesar da derrota, o treinador considerou positiva a evolução individual do holandês após o período sem disputar uma partida completa.


“Considerando o tempo que ficou parado sem jogar oficialmente por 90 minutos, acho que a volta dele foi individualmente positiva. Com a sequência de jogos e treinamentos, vai render cada vez mais”, projetou.

Corinthians terá de conciliar Brasileirão e Libertadores


Diniz reconheceu que a gestão física do elenco será um dos principais desafios da comissão técnica nas próximas semanas. O Corinthians enfrentará a Chapecoense no domingo, pelo Brasileirão, e depois viajará à Argentina para iniciar o confronto com o Estudiantes pela Libertadores.


“É uma conta que vamos ter que saber administrar. No final das contas, seremos avaliados mais pelo resultado do que pela boa gestão. Nesses três jogos, tínhamos que somar muito mais pontos. Não somamos nenhum ponto em três partidas, sendo duas em casa”, admitiu.

O treinador afirmou que o Corinthians precisará voltar a pontuar independentemente da formação escolhida para cada compromisso. O primeiro duelo contra o Estudiantes acontecerá no dia 9 de setembro, às 21h30, no Estádio Jorge Luis Hirschi. A definição da vaga será no dia 16, na Neo Química Arena. Confira as datas, os horários e as transmissões das quartas de final.


Diniz não responsabiliza arbitragem e defende jovens


Questionado sobre a atuação da arbitragem, Diniz evitou qualquer tentativa de transferir a responsabilidade pelo resultado.


“Não acredito que a nossa derrota tenha relação com a arbitragem. Tem muito a ver com o que fizemos e deixamos de fazer durante o jogo”, declarou.

O treinador também defendeu Dieguinho e Gui Negão, utilizados durante o clássico. Para Diniz, eventuais dificuldades fazem parte do processo de amadurecimento dos jogadores formados nas categorias de base.


“Não considero uma frustração. Faz parte do desenvolvimento. Já é difícil lançar os meninos. Temos que saber cuidar, exigir e avaliar. Precisamos dar tempo e espaço”, concluiu.

Próximo jogo do Corinthians


O Corinthians permanece com 32 pontos e ocupa a décima colocação do Campeonato Brasileiro. A equipe volta a campo no próximo domingo, 6 de setembro, às 19h30, contra a Chapecoense, na Neo Química Arena.


O InfoTimão acompanha a preparação do Corinthians e traz todas as informações sobre a recuperação dos jogadores, os treinamentos e a provável escalação para a próxima rodada.

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