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“Queremos o Corinthians de volta”: REDemocracia Corinthiana reúne ídolos, artistas e jornalistas e pressiona por mudanças

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    Redação InfoTimão
  • há 8 minutos
  • 3 min de leitura
Teatro Tucarena,  sede do evento "REDemocracia Corinthiana"
Teatro Tucarena, sede do evento "REDemocracia Corinthiana". Foto: Rafael Jacobucci / Meu Timão

Movimento realizado na PUC-SP propõe criação de uma “Constituição Corinthiana” e cobra transformação na política do clube


Na tarde desta quarta-feira, o Teatro Tucarena, na PUC de São Paulo, foi palco de um encontro que pode representar um novo capítulo na vida política do Corinthians.


O evento “REDemocracia Corinthiana” reuniu ídolos, jornalistas, artistas e personalidades ligadas ao clube em um manifesto público por mudanças estruturais no Parque São Jorge.


A iniciativa contou com a presença de torcedores, conselheiros e membros da imprensa, além do promotor Cássio Conserino, que conduz investigações envolvendo ex-dirigentes do clube.


Movimento REDemocracia Corinthiana nasce com cobrança direta: “o Corinthians precisa parar de sangrar”


A abertura foi conduzida por Juca Kfouri, que resgatou o espírito da Democracia Corinthiana dos anos 1980 e fez um paralelo com o momento atual do clube.


O jornalista defendeu que, diferentemente do movimento histórico, a transformação agora precisa vir da torcida e da sociedade para dentro do Corinthians.


“Não sei como isso vai terminar, mas sei como quero que termine: que a Fiel volte a tomar conta do clube e que haja uma limpeza no Corinthians”, afirmou.

Na sequência, Eco Moliterno reforçou o tom de urgência ao afirmar que o clube vive um momento delicado e precisa reagir.


“O Corinthians precisa parar de sangrar. E isso passa pela mobilização popular”, destacou.

Proposta central: uma “Constituição Corinthiana” para reorganizar o clube


Um dos pontos mais relevantes do encontro foi apresentado por Cássio Brandão, que detalhou a principal proposta do movimento.


A ideia é a criação de uma “Constituição Corinthiana”, um documento que serviria como base de princípios e diretrizes para o futuro do clube.


Segundo ele, o projeto prevê:

  • A escolha de 77 corinthianos para elaborar o texto

  • Representatividade da diversidade da torcida alvinegra

  • Um instrumento de defesa institucional contra práticas prejudiciais ao clube


A expectativa é que o documento final seja apresentado em 1º de setembro, data que marca a fundação do Corinthians.


Ídolos e personagens históricos reforçam peso simbólico do movimento


O evento também teve forte presença de nomes marcantes da história corinthiana.


Walter Casagrande Júnior relembrou sua trajetória no clube e a convivência com Sócrates, destacando o impacto da Democracia Corinthiana dentro e fora de campo.


Já o ex-lateral Wladimir trouxe bastidores do funcionamento do movimento nos anos 1980, reforçando a importância da participação coletiva.


Representando o legado de Sócrates, Sócrates Brasileiro Filho elogiou a iniciativa e se colocou à disposição para contribuir com o projeto.


Diversidade de vozes marca o evento e amplia alcance do movimento


Além de nomes ligados diretamente ao futebol, o encontro reuniu diferentes perfis da cultura e da comunicação.


Participaram também Rappin Hood, Marília Ruiz e Alessandra Negrini, reforçando o caráter plural da iniciativa.


Marília, inclusive, destacou que sua presença no evento era como torcedora, não como jornalista, e fez uma crítica direta à estrutura atual do clube:


“O Corinthians não pertence ao Parque São Jorge. É o Parque São Jorge que deveria servir ao Corinthians.”

Pressão popular e memória política voltam ao centro do debate


O fundador dos Gaviões da Fiel, Chico Malfitani, relembrou o papel histórico da torcida organizada em momentos de contestação política dentro do clube.


Ele citou episódios do passado em que a mobilização popular foi determinante para mudanças internas, reforçando a ideia de que o atual movimento pode seguir o mesmo caminho.


Movimento quer unir visões diferentes para reconstruir o clube


No encerramento, Juca Kfouri reforçou que o projeto não pretende ser homogêneo do ponto de vista político.


A proposta é reunir diferentes correntes de pensamento dentro do Corinthians, incluindo visões divergentes sobre temas como modelo de gestão e SAF.


“A ideia é que haja gente de direita, centro e esquerda, gente a favor e contra SAF. O importante é democratizar o Corinthians”, concluiu.

Análise InfoTimão


O movimento “REDemocracia Corinthiana” surge com três pilares que aumentam seu potencial de impacto:

  • Resgate histórico, ao se conectar com a Democracia Corinthiana

  • Amplitude de vozes, reunindo diferentes perfis ligados ao clube

  • Proposta concreta, com a criação de um documento estruturante


O desafio, porém, será transformar mobilização simbólica em influência real dentro da política do Corinthians, historicamente marcada por disputas internas e resistência a mudanças.


Acompanhe no InfoTimão


O Corinthians sempre foi movido pela força da sua torcida. Quando essa energia se organiza, ela tem potencial de influenciar os rumos do clube. O movimento que nasce agora carrega esse peso histórico e simbólico. Resta saber se conseguirá atravessar o discurso e provocar mudanças concretas no Parque São Jorge.


Para mais bastidores, análises e cobertura completa do Corinthians, acompanhe o InfoTimão.

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