Osmar Stabile e Fabinho Soldado admitem dificuldades no planejamento do Corinthians por conta do duplo transfer ban
- Redação InfoTimão

- 12 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

Presidente e diretor de futebol reconhecem os impactos das sanções da Fifa e da CNRD no planejamento para 2026 e buscam soluções para quitar dívidas que já somam mais de R$ 125 milhões.
Duplo transfer ban e um cenário preocupante
O Corinthians enfrenta um momento delicado nos bastidores. O clube está duplamente proibido de registrar jogadores, tanto na Fifa quanto na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), devido a dívidas que ultrapassam R$ 125 milhões.
Na esfera internacional, o bloqueio se deve ao não pagamento de R$ 40 milhões ao Santos Laguna, do México, pela compra do zagueiro Félix Torres. O clube mexicano exige o pagamento integral, enquanto o Timão tenta negociar o parcelamento. Uma vez quitada a dívida, a sanção da Fifa será suspensa.
No Brasil, a CNRD impôs punição após atrasos em parcelas de um acordo anterior. Mesmo após a quitação, o Corinthians poderá permanecer até seis meses sem poder registrar novos atletas, conforme previsto no regulamento.
Osmar Stabile promete solução até dezembro
Durante o evento de lançamento do Paulistão 2026, o presidente Osmar Stabile reconheceu as dificuldades herdadas e garantiu empenho para resolver os problemas até o fim do ano.
“Nós temos o transfer ban tanto na CBF como na Fifa, e temos que resolver os dois. Assim que resolvermos, dentro da possibilidade do Corinthians, o clube vai voltar a contratar”, afirmou.
Stabile também destacou que as dívidas são consequência de gestões anteriores.
“Recebemos o Corinthians nessa situação. O transfer ban não fomos nós que causamos. Essa questão vem da janela anterior, quando contrataram vários jogadores e não pagaram. Mas estou lutando para que a gente cumpra e pague até dezembro.”
A janela de transferências só reabre em janeiro de 2026, mas o clube quer evitar que novas sanções surjam a partir de processos no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), onde já há cobranças envolvendo o meia Matías Rojas, com valor superior a R$ 41 milhões.
Fabinho Soldado relata entraves no planejamento
O diretor de futebol Fabinho Soldado também admitiu que o planejamento para 2026 tem sido afetado pela incerteza sobre o calendário e pelas restrições de contratações pelo duplo transfer ban.
“A grande parte da equipe está focada no trabalho com o Dorival, para que os atletas tenham tranquilidade nesses últimos jogos. Não estamos felizes com os resultados, mas é hora de aproveitar essa Data Fifa para ajustar a equipe e encerrar o ano de forma honrosa”, declarou.
Segundo Fabinho, enquanto o presidente e o jurídico trabalham nas questões financeiras e burocráticas, o departamento de futebol mantém o foco no elenco atual.
“O Corinthians vive momentos difíceis, e nosso presidente tem dividido essas tarefas. Ele cuida da parte do transfer ban, das negociações e do financeiro. Eu estou mais focado na parte técnica e no planejamento para 2026, que já começa com um Paulista difícil e cheio de clássicos”, completou o dirigente.
Dívidas, alternativas e futuro incerto
Atualmente, o Corinthians analisa duas alternativas para aliviar o cenário financeiro: contrair um empréstimo de R$ 100 milhões para quitar parte das dívidas ou negociar jovens promessas do elenco, como Gui Negão, Breno Bidon, André Luiz, João Pedro Tchoca e Matheus Donelli.
Desde o início do ano, o Timão conseguiu registrar apenas dois reforços: o lateral Fabrizio Angileri e o atacante Vitinho, este último inscrito pouco antes da efetivação do bloqueio da Fifa.
Dorival Júnior segue respaldado
Mesmo com as limitações impostas pelas sanções, o técnico Dorival Júnior permanece prestigiado dentro do clube. Osmar Stabile confirmou a continuidade do treinador em 2026:
“O Dorival está garantido. Está tranquilo e segue como técnico para a próxima temporada.”
O Corinthians encerra 2025 com foco em reequilibrar as finanças, honrar os compromissos e planejar uma retomada mais sólida para 2026.
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