MP-SP reforça pedido de intervenção no Corinthians e aponta irregularidades graves nas contas de 2025
- Redação InfoTimão

- 4 de mai.
- 3 min de leitura

Promotor vê nulidade na aprovação do balanço e cita gestão temerária com dívida bilionária
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) voltou a colocar o Corinthians no centro de uma crise institucional ao reforçar o pedido de intervenção judicial no Corinthians, com base em supostas irregularidades na aprovação das contas de 2025.
A manifestação foi assinada pelo promotor Cássio Conserino, que aponta vícios no processo de validação do balanço financeiro e levanta questionamentos sobre a condução administrativa do clube em um cenário de déficit elevado e endividamento bilionário.
O documento foi encaminhado à Justiça e pode ser incorporado ao inquérito civil já em andamento na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de São Paulo.
Pedido é tratado como urgente e amplia tensão política no clube
No entendimento do MP-SP, a análise da situação do Corinthians não pode ser postergada. Por isso, o promotor solicitou a instauração de um novo inquérito para avaliar, de forma imediata, a possibilidade de intervenção judicial.
O caso tramita na Promotoria liderada por André Pascoal da Silva, com atuação de Luiz Ambra Neto, que já participou das apurações anteriores.
A informação foi publicada inicialmente pelo Blog do Macedo.
Conselho Fiscal é questionado por irregularidade na composição
Um dos principais pontos da manifestação envolve a reunião do Conselho Fiscal do Corinthians que recomendou a aprovação das contas com ressalvas.
O MP-SP aponta irregularidade na participação de Haroldo Dantas, presidente do órgão, que estava afastado cautelarmente por possível conflito de interesses, mas ainda assim participou da reunião e assinou a ata.
Segundo o promotor, o caso compromete a validade da decisão:
“Inexistindo composição regular do colegiado, há vício de quórum. A participação de membro impedido torna o ato administrativo viciado.”
Além disso, o documento destaca que não houve convocação de suplentes para recompor o colegiado, o que poderia evitar a irregularidade.
Falhas de governança e omissões do CORI entram na análise
O Conselho de Orientação (CORI) também foi citado na manifestação do MP-SP. De acordo com o promotor, o órgão não identificou a irregularidade na composição do Conselho Fiscal nem detalhou adequadamente as ressalvas da auditoria independente.
A análise indica falhas nos mecanismos de governança do Corinthians, especialmente na condução das recomendações feitas pela auditoria, que apontou inconsistências relevantes nas demonstrações financeiras.
Contas foram aprovadas apesar de déficit e dívida superior a R$ 2,7 bilhões
Outro ponto central do documento envolve a decisão do Conselho Deliberativo do Corinthians, que aprovou as contas de 2025 mesmo diante de um cenário financeiro considerado crítico:
Déficit de R$ 143,4 milhões
Dívida superior a R$ 2,7 bilhões
A aprovação ocorreu com 106 votos favoráveis entre os 178 conselheiros presentes, abrangendo os períodos das gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile.
Para o MP-SP, a decisão ignorou alertas técnicos e evidências relevantes apresentadas nos relatórios.
“Os órgãos fiscalizadores aprovaram as contas sem enfrentar as questões estruturais apontadas pela auditoria, o que caracteriza fragilidade no controle e na governança.”
MP-SP aponta falha sistêmica e risco à continuidade do clube
A manifestação também destaca o que classifica como uma falha sistêmica na governança do Corinthians, com possível violação dos princípios da Lei Geral do Esporte.
Segundo o promotor, a análise das contas não abordou pontos essenciais para a sustentabilidade do clube, como:
redução do endividamento
equilíbrio financeiro
continuidade operacional do Corinthians
O documento ainda descreve o cenário administrativo como instável e em deterioração progressiva.
Processo segue para análise e pode gerar novas medidas
A petição será anexada aos autos já existentes e analisada pelo Judiciário, que poderá decidir pela ampliação das investigações ou pela adoção de medidas mais severas, incluindo eventual intervenção no Corinthians.
Cabe lembrar que, ainda em 2025, o MP-SP já havia instaurado um inquérito civil envolvendo o clube, naquele momento relacionado ao uso de cartões corporativos.
Contexto político da gestão analisada
As contas questionadas abrangem um período de transição na presidência do clube. Até maio de 2025, o Corinthians era comandado por Augusto Melo, que sofreu impeachment em meio ao caso VaideBet.
Desde então, Osmar Stabile assumiu a presidência, com mandato previsto até dezembro.
O que está em jogo para o Corinthians
Possível intervenção judicial no Corinthians
Questionamento da validade das contas de 2025
Possível responsabilização de conselheiros
Pressão sobre a governança do clube
O InfoTimão segue acompanhando de perto todos os desdobramentos políticos, administrativos e esportivos do Corinthians, com cobertura completa, rigor jornalístico e padrão editorial acima dos grandes portais.






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