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Fernando Diniz rebate crítica sobre entrada de Lingard e projeta reação do Corinthians na Copa do Brasil

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    Redação InfoTimão
  • há 18 horas
  • 7 min de leitura

Treinador negou relação direta entre a mudança e os gols do Internacional, cobrou mais agressividade da equipe e afirmou que a primeira obrigação do Timão é acreditar na classificação.


Fernando Diniz, técnico do Corinthians.
Fernando Diniz, técnico do Corinthians. Foto: Roberto Vinicius / AGIF

Fernando Diniz rebateu as críticas à entrada de Jesse Lingard durante a derrota do Corinthians por 2 a 0 para o Internacional, na noite deste domingo (2), no Beira-Rio, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.


Em entrevista coletiva após a partida, o treinador negou que a substituição de André Luiz pelo meia inglês tenha provocado os dois gols sofridos pelo Timão em sequência. Diniz explicou que Breno Bidon passou a atuar como camisa 8 e afirmou que associar diretamente a mudança ao resultado seria uma análise simplista.


O técnico também reconheceu que o Corinthians poderia ter acelerado mais o jogo no primeiro tempo, explicou a escolha por Gui Negão, deixou aberta a possibilidade de utilizar Pedro Raul na volta e pregou confiança para tentar reverter a desvantagem na Neo Química Arena.


Diniz cobra mais velocidade e agressividade


Na avaliação de Fernando Diniz, o resultado acabou influenciando a percepção sobre o desempenho do Corinthians. O treinador considerou que a equipe teve domínio durante o primeiro tempo, mas faltou acelerar a circulação, utilizar melhor os lados do campo e ocupar a área com mais jogadores.

“Acho que, no primeiro tempo, a gente teve um domínio do jogo, mas poderia ter acelerado muito mais a partida, jogado mais pelos lados, chegado com mais gente na área e finalizado mais”, analisou.

O treinador considerou o início do segundo tempo o melhor momento corinthiano no confronto. Antes dos gols do Internacional, Kaio César finalizou na rede pelo lado de fora e Gui Negão cabeceou após cruzamento de Matheus Bidu.

“No começo do segundo tempo, acho que foi o nosso melhor momento no jogo. A gente começou a jogar mais pelos lados, preencher mais a área e terminar as jogadas com mais velocidade”, acrescentou.

Diniz também criticou a condução do árbitro Alex Gomes Stefano, principalmente depois que o Internacional construiu a vantagem.

“O juiz deixou o jogo ficar muito picado. Depois, principalmente, a bola não andava, não rolava. Ele foi meio conivente com isso”, afirmou.

A insatisfação não ficou restrita ao treinador. Após a partida, Rodrigo Garro reclamou do tratamento recebido pelos jogadores do Corinthians e cobrou respeito na relação entre atletas e arbitragem.


Na sequência, Marcelo Paz relatou um possível processo de intimidação e afirmou que o Corinthians estuda uma representação à CBF. O dirigente também questionou a escala de Alex Gomes Stefano e apontou um suposto “tom de ameaça” contra os jogadores durante o confronto.


Confira a entrevista coletiva completa de Fernando Diniz



Diniz rebate relação entre entrada de Lingard e gols sofridos


André Luiz deixou o campo aos 12 minutos do segundo tempo depois de sofrer um problema no olho em uma disputa de bola com Alan Patrick. Para o lugar do volante, Diniz escolheu Jesse Lingard.


O objetivo, segundo o treinador, era abrir mais o campo e aumentar o potencial ofensivo da equipe. Lingard passou a atuar pelo lado esquerdo, enquanto Breno Bidon assumiu a função de camisa 8 anteriormente exercida por André Luiz.


Poucos minutos depois da alteração, o Internacional marcou duas vezes em sequência, com Matheus Bahia e Alan Patrick. Questionado se a mudança teria deixado o meio-campo mais exposto, Diniz rejeitou a associação.

“O que teve a ver o gol com a entrada do Lingard? Posso ter errado na substituição, não estou defendendo ou deixando de defender isso, mas os gols não têm absolutamente nenhum sentido com a mudança”, respondeu.

O treinador detalhou que o primeiro gol nasceu após uma jogada de bola parada e que o segundo ocorreu em um pênalti cometido quando o Corinthians tinha vários jogadores posicionados dentro da própria área.

“Não tem absolutamente nada a ver o André ter saído e o Lingard ter entrado. É fazer uma associação muito pequena”, declarou.

Diniz argumentou que relacionar automaticamente uma substituição ao resultado pode prejudicar o debate sobre o desempenho das equipes.

“Essas associações que às vezes as pessoas fazem de maneira simples acabam mais desinformando e poluindo a cabeça do torcedor do que informando”, afirmou.

Segundo o treinador, a discussão poderia envolver a qualidade da substituição e os efeitos táticos da mudança, mas não uma relação direta e imediata com os dois gols.

“Não estou falando que a substituição foi boa ou ruim. Isso a gente pode discutir: se perdeu o meio-campo ou se os caras começaram a jogar muito por dentro. Não foi isso que aconteceu”, completou.

Breno Bidon foi mantido como camisa 8


Diniz reforçou que o Corinthians não ficou sem um jogador de meio-campo depois da saída de André Luiz. O treinador deslocou Breno Bidon para a função de camisa 8, anteriormente exercida pelo volante, e manteve Lingard aberto pelo lado esquerdo.

“O Bidon é camisa 8. Ele não é atacante. Eu não coloquei o Lingard de oito, coloquei o Bidon de oito. Não acho que a gente tenha aberto o meio”, explicou.

Na avaliação do comandante alvinegro, a equipe perdeu organização depois de sofrer o primeiro gol e foi novamente castigada antes de conseguir reagir ao novo cenário da partida.

“Aconteceu um descompasso. A gente perdeu um pouco de organização depois que tomou o gol e, logo depois, tomou o segundo. Foi isso que aconteceu”, disse.

Saída de Gustavo Henrique foi opção tática


A substituição de Gustavo Henrique também foi explicada pelo treinador. O zagueiro havia recebido cartão amarelo no lance do pênalti cometido sobre Bruno Gomes, e o Corinthians precisaria se lançar ao ataque para tentar diminuir a desvantagem.


Diniz decidiu retirar o defensor para reduzir o risco de uma expulsão e aumentar o número de peças ofensivas. Raniele foi recuado para a zaga, enquanto Allan e Matheus Pereira entraram no meio-campo.

“O Gustavo tinha tomado cartão amarelo na hora do pênalti. A gente ia jogar mais em cima e ficar mais exposto. Foi também uma maneira de não correr o risco de ter um jogador expulso”, explicou.

O técnico destacou que Raniele conhece a função de zagueiro desde o início da carreira e não considera a mudança uma improvisação significativa.

“A origem dele como jogador é zagueiro. É um jogador que conhece muito bem a posição, é rápido, grande e tem boa técnica”, avaliou.

Na visão de Diniz, o Corinthians conseguiu atacar com mais jogadores depois das alterações sem oferecer tantos contra-ataques ao Internacional.


Gui Negão ganha elogios de Fernando Diniz


Escolhido para substituir Yuri Alberto no comando do ataque, Gui Negão recebeu elogios do treinador. Diniz explicou que a oportunidade foi consequência do desempenho apresentado pelo jovem nos treinamentos.


O centroavante havia perdido parte do período inicial do novo comando por lesão. Quando retornou, encontrou uma equipe em bom momento e teve poucas oportunidades, embora, segundo o técnico, não estivesse treinando abaixo dos concorrentes.

“Aquilo que aconteceu hoje é o que tem acontecido nos treinamentos. O Gui acabou sendo um pouco prejudicado porque, quando eu cheguei, ele estava machucado. Quando voltou, o time já vivia um bom momento e ele foi tendo poucas oportunidades, mas não estava treinando pior do que os outros”, explicou.

Diniz também comparou algumas características do jovem às de Yuri Alberto.

“É um jogador que, em algumas coisas, lembra o Yuri Alberto. Ataca espaço, dedica-se muito à marcação, preenche bem a área e está sempre incomodando”, destacou.

Apesar da escolha por Gui Negão no Beira-Rio, o técnico deixou aberta a possibilidade de Pedro Raul iniciar a partida de volta. O centroavante voltou a ficar à disposição depois de superar dores no púbis.

“Nada impede também de o Pedro Raul jogar na quinta-feira. Hoje eu achei que o jogo pedia um jogador com algumas características do Gui”, completou.

Diniz prega confiança para buscar a classificação


Com a derrota por 2 a 0, o Corinthians precisará vencer o Internacional por três ou mais gols de diferença para avançar diretamente às quartas de final. Um triunfo alvinegro por dois gols levará a definição da vaga para as cobranças de pênaltis.


Diniz reconheceu o tamanho do desafio, mas afirmou que o primeiro passo para buscar a reação é acreditar na possibilidade de classificação.

“A primeira coisa é acreditar. Obviamente, não é uma situação fácil de reverter, mas a gente tem que acreditar e procurar fazer o nosso melhor”, afirmou.

O treinador lembrou que o Corinthians já apresentou grande volume ofensivo em partidas disputadas na Neo Química Arena e disse confiar no potencial do elenco.

“A gente já fez ótimas partidas em casa, com um volume importante de ataque. O mínimo que temos que fazer é acreditar. Se a gente não acreditar, não teremos a mínima chance de reverter”, declarou.

Diniz também reconheceu a força do Internacional, mas prometeu trabalho até o confronto decisivo.

“Sabemos que o Inter tem um grande time, uma equipe bem treinada, mas temos que acreditar até o final e fazer o nosso melhor daqui até o fim do jogo de quinta-feira”, projetou.

A partida de volta entre Corinthians e Internacional será disputada na quinta-feira (6), às 20h, na Neo Química Arena.


Diniz lamenta baixas e espera Memphis em forma


O Corinthians chegou ao confronto com ausências importantes no setor ofensivo. Yuri Alberto sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa direita, enquanto Zakaria Labyad teve constatadas uma lesão no menisco e a ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.


Os problemas foram confirmados durante a reapresentação do Corinthians para a Copa do Brasil.


Diniz lamentou especialmente as perdas de Yuri e Labyad, mas afirmou que o elenco precisa buscar soluções sem permanecer preso às ausências.

“Não adianta ficar olhando para trás. Os jogadores se machucaram e ninguém queria. Todo mundo sabe que o Yuri Alberto é um dos principais atacantes do Brasil. O Labyad estava vivendo o melhor momento dele no Corinthians e se machucou”, comentou.

O treinador também citou a expectativa pela chegada de Memphis Depay, que ainda não havia se reapresentado ao clube após o acordo pela renovação contratual.

“Agora esperamos que dê tudo certo para o Memphis chegar e entrar em forma rapidamente para poder nos ajudar. Acredito muito no potencial do grupo. Temos tudo para encontrar boas soluções”, afirmou.

Diniz não estabelece prazo para retorno de Yuri Alberto


Questionado sobre a gravidade da lesão de Yuri Alberto, Fernando Diniz afirmou que ainda não possuía uma previsão precisa sobre o tempo de recuperação do atacante.

“Não tenho essa informação com precisão ainda. Ele teve uma lesão muscular e sabemos que sempre requer cuidado, mas não temos o tempo exato”, explicou.

O treinador destacou que a recuperação depende da resposta individual de cada jogador e evitou antecipar um prazo.

“A lesão muscular tem um prognóstico por conta do problema, mas a recuperação é muito específica de cada jogador. É muito difícil fazer um prognóstico. Espero que o Yuri volte o quanto antes, porque é um jogador que ajuda muito o time em muitas questões”, concluiu.

Agora, o Corinthians terá poucos dias para ajustar o time e buscar uma atuação mais agressiva na Neo Química Arena. Diante da Fiel, o Timão precisará vencer por dois gols de diferença para levar a disputa aos pênaltis ou construir uma vantagem de três gols para avançar diretamente às quartas de final.


O InfoTimão acompanhará toda a preparação alvinegra para o confronto decisivo, com informações sobre o elenco, a provável escalação e a cobertura completa do duelo de volta.

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