Espanha x Argentina: veja os jogadores das duas nacionalidades que passaram pelo Corinthians
- Redação InfoTimão

- há 3 dias
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Levantamento reúne 4 espanhóis e 17 argentinos que atuaram ou foram contratados pelo departamento profissional do Timão

Espanha e Argentina decidem a Copa do Mundo de 2026 neste domingo. O encontro entre duas das maiores escolas do futebol mundial também serve de ponto de partida para uma viagem pela história do Corinthians.
Ao longo de mais de um século, jogadores das duas nacionalidades defenderam ou foram contratados pelo departamento profissional do clube. O levantamento do InfoTimão reúne 4 atletas de nacionalidade espanhola e 17 argentinos, totalizando 21 nomes.
A relação considera tanto quem entrou em campo quanto jogadores oficialmente contratados para o elenco profissional, mesmo sem partidas pelo clube. É o caso dos argentinos Emiliano Vecchio e Mariano Torres.
Para conhecer representantes de outros países, o InfoTimão também preparou uma relação completa com os 82 estrangeiros da história do Corinthians, contemplando atletas de 23 nacionalidades.
Duas situações particulares aparecem com asterisco. Marcos Senna defendeu o Timão como brasileiro e obteve a cidadania espanhola somente depois de deixar o clube. Gabriel Peres, o Peres II, é classificado como argentino nas bases históricas atuais, mas não aparece como pioneiro em uma relação oficial mais antiga do Corinthians.
Os números de partidas seguem preferencialmente a base histórica do Meu Timão e do Almanaque do Timão, que também contabiliza amistosos. Por isso, podem ser diferentes dos encontrados em plataformas que registram somente jogos oficiais.
Nas tabelas, J-G-A corresponde a jogos, gols e assistências. A sigla N/D indica que o dado não está disponível de maneira confiável nas bases históricas consultadas.
Os espanhóis que passaram pelo Corinthians
A ligação com a Espanha começou ainda nos primeiros anos de existência do Corinthians. Casemiro González participou das primeiras conquistas do clube, enquanto José Armando Ufarte, Marcos Senna e Héctor Hernández representam momentos bastante diferentes dessa relação.
A tabela considera a nacionalidade dos atletas. Por isso, Marcos Senna está incluído entre os espanhóis, embora tenha nascido no Brasil e ainda não possuísse a cidadania espanhola quando defendeu o Corinthians.
Jogador | Período | J-G-A | Títulos | Como foi a passagem |
Casemiro González | 1912 a 1919 | 94-1-N/D | Paulistas de 1914 e 1916 | Zagueiro da fase inicial do clube, participou dos dois primeiros títulos paulistas do Corinthians. Posteriormente, também trabalhou como treinador alvinegro. |
José Armando Ufarte | 1961 a 1962 | 38-9-N/D | Nenhum | Nascido em Pontevedra e criado no Brasil, ficou conhecido como “Espanhol”. Depois, brilhou pelo Atlético de Madrid e disputou a Copa do Mundo de 1966 pela Espanha. |
Marcos Senna* | 1999 a 2001 | 74-1-N/D | Brasileiro de 1999; Mundial de 2000; Paulista de 2001 | Brasileiro de nascimento e espanhol por naturalização, conquistou três títulos pelo Corinthians. Mais tarde, tornou-se ídolo do Villarreal e campeão europeu pela Espanha. |
Héctor Hernández | 2024 a 2025 | 24-2-1 | Paulista e Copa do Brasil de 2025 | Foi o primeiro jogador nascido na Espanha contratado pelo Corinthians em 62 anos. Encontrou forte concorrência no ataque e rescindiu o contrato em janeiro de 2026. |
A peculiaridade de Marcos Senna na lista espanhola
Marcos Senna nasceu em São Paulo e defendeu o Corinthians entre 1999 e 2001. Naquele período, possuía somente a nacionalidade brasileira e nunca ocupou uma vaga de estrangeiro no elenco alvinegro.
O volante obteve a cidadania espanhola em 2006, aproximadamente cinco anos depois de deixar o Parque São Jorge. Essa particularidade explica por que seu nome não aparece nos levantamentos tradicionais sobre estrangeiros da história do Corinthians.
Nesta matéria, porém, o critério é a nacionalidade dos jogadores, e não apenas a condição sob a qual foram registrados durante a passagem pelo clube. Como Marcos Senna possui dupla nacionalidade, ele integra a tabela espanhola, com um asterisco para contextualizar sua situação.
Pelo Corinthians, disputou 74 partidas, marcou um gol e conquistou três títulos: Campeonato Brasileiro de 1999, Mundial de Clubes de 2000 e Campeonato Paulista de 2001.
Posteriormente, tornou-se ídolo do Villarreal e defendeu a seleção espanhola em 28 partidas. Seu principal momento pelo país foi a conquista da Eurocopa de 2008, competição na qual teve papel de destaque.

Dos primeiros títulos ao retorno espanhol depois de 62 anos
Casemiro González é o personagem mais antigo das duas tabelas. O defensor chegou ao Corinthians apenas dois anos depois da fundação do clube e participou dos históricos títulos paulistas de 1914 e 1916.
José Armando Ufarte apareceu mais de quatro décadas depois. Embora tenha tido uma passagem relativamente curta pelo Parque São Jorge, construiu uma trajetória importante na Europa e representou a seleção espanhola em uma Copa do Mundo.
Depois de Ufarte, o Corinthians passou 62 anos sem contratar outro jogador nascido na Espanha. A espera terminou em 2024, com a chegada de Héctor Hernández.
O atacante não conseguiu se firmar, mas participou dos elencos campeões paulista e da Copa do Brasil em 2025. Héctor deixou o clube no início de 2026, depois de 24 jogos, dois gols e uma assistência.
Os argentinos que passaram pelo Corinthians
A presença argentina no Corinthians atravessa diferentes momentos da história alvinegra. A relação conta com campeões brasileiros, paulistas e mundiais, grandes artilheiros, contratações que não corresponderam e até dois jogadores que nunca chegaram a entrar em campo.
Jogador | Período | J-G-A | Títulos | Como foi a passagem |
Gabriel Peres, o Peres II* | 1929 a 1930 | 23-11-N/D | Paulista de 1929 e 1930; Taça APEA de 1930 | Meia de boa produção ofensiva, marcou 11 gols e participou de duas conquistas estaduais. As bases atuais o classificam como argentino, embora exista uma divergência histórica sobre seu lugar entre os estrangeiros do clube. |
Carlos Adolfo Buttice | 1974 | 14-0-N/D | Nenhum | O goleiro foi titular na decisão do Campeonato Paulista de 1974, perdida para o Palmeiras. Disputou 14 partidas e sofreu 12 gols pelo Corinthians. |
Héctor “Bambino” Veira | 1976 | 20-4-N/D | Nenhum | Ídolo do San Lorenzo, chegou cercado de expectativa, mas não conseguiu se firmar. Marcou quatro gols e deixou o clube antes da conquista paulista de 1977. |
Fernando Horácio Ávalos | 2000 a 2001 | 6-0-N/D | Paulista de 2001 | O zagueiro teve uma passagem discreta, com somente seis partidas, mas integrou o elenco campeão estadual de 2001. |
Carlos Tévez | 2005 a 2006 | 78-46-14 | Brasileiro de 2005 | Foi o argentino de maior impacto esportivo no Corinthians. Capitão e protagonista do título brasileiro de 2005, marcou 46 gols em 78 partidas. |
Javier Mascherano | 2005 a 2006 | 26-0-N/D | Brasileiro de 2005 | Começou como titular e estreou com vitória em um Dérbi, mas sofreu uma fratura no pé. A lesão e as convocações para a seleção argentina reduziram sua sequência. |
Sebastián Domínguez | 2005 a 2006 | 40-1-N/D | Brasileiro de 2005 | O zagueiro teve participação regular na equipe campeã brasileira. Disputou 40 jogos e marcou um gol. |
Germán Herrera | 2008 | 59-22-N/D | Série B de 2008 | Teve uma passagem curta, mas produtiva. Seus 22 gols ajudaram na campanha que reconduziu o Corinthians à Série A. |
Sergio Escudero | 2009 a 2010 | 13-0-N/D | Paulista de 2009 | Utilizado como zagueiro e lateral, encontrou pouco espaço. Fez parte do elenco campeão paulista, mas disputou somente 13 partidas. |
Matías Defederico | 2009 a 2010 | 40-3-4 | Nenhum | Chegou como uma contratação cara e sob o peso do rótulo de “novo Messi”. Não correspondeu às expectativas, marcou três gols e acabou emprestado. |
Emiliano Vecchio | 2009 | 0-0-0 | Nenhum | Foi contratado para o departamento profissional, mas nunca disputou uma partida pelo Corinthians. Acabou repassado ao Barueri. |
Mariano Torres | 2009 | 0-0-0 | Nenhum | Chegou na operação realizada para a contratação de Defederico. Sem entrar em campo pelo Timão, foi imediatamente emprestado ao Náutico. |
Juan Manuel Martínez | 2012 | 19-2-N/D | Mundial de Clubes de 2012 | O “Burrito” teve pouco espaço, mas participou da campanha no Japão. Entrou nos minutos finais da vitória sobre o Chelsea na decisão mundial. |
Mauro Boselli | 2019 a 2020 | 72-17-5 | Paulista de 2019 | Chegou com um currículo importante e viveu bons momentos, mas não apresentou a regularidade esperada. Foram 17 gols em 72 partidas. |
Fausto Vera | 2022 a 2024 | 96-2-4 | Nenhum | Começou bem em 2022, mas oscilou nas temporadas seguintes e perdeu espaço. Foi negociado com o Atlético-MG em 2024. |
Rodrigo Garro | 2024 até o momento | 135-17-33 | Paulista e Copa do Brasil de 2025; Supercopa Rei de 2026 | Tornou-se protagonista técnico e o argentino com mais partidas pelo Corinthians. Além dos 17 gols, destaca-se pelas 33 assistências. |
Fabrizio Angileri | 2025 até o momento | 52-0-2 | Paulista e Copa do Brasil de 2025 | Contratado sem custos, conquistou espaço na lateral esquerda e participou dos dois títulos de 2025. Renovou o contrato até o fim de 2026. |
Peres II ou Buttice: quem foi o primeiro argentino?
Gabriel Peres, conhecido como Peres II, aparece como argentino nos levantamentos históricos mais recentes publicados pelo ge e pelo Meu Timão. De acordo com essas bases, o meia disputou 23 partidas e marcou 11 gols entre 1929 e 1930.
Existe, no entanto, uma divergência relevante. Em uma publicação de 2019, o próprio Corinthians apontou Carlos Buttice, contratado em 1974, como o primeiro argentino a defender o clube.
Neste levantamento, Peres II foi mantido na tabela por seguir a classificação das bases históricas mais atuais. O asterisco sinaliza a diferença encontrada entre os registros.
Tévez lidera em gols e Garro em partidas
Nenhum argentino marcou tantos gols pelo Corinthians quanto Carlos Tévez. Contratado no início de 2005, o atacante rapidamente assumiu o protagonismo, tornou-se capitão e liderou a equipe na conquista do Campeonato Brasileiro.
O ciclo da parceria com a MSI também trouxe Javier Mascherano e Sebastián Domínguez, campeões na mesma temporada. Mais tarde, Germán Herrera tornou-se um dos personagens da reconstrução de 2008, enquanto Juan Manuel Martínez integrou o grupo campeão mundial em 2012.
Rodrigo Garro representa o capítulo mais recente dessa história. Contratado em 2024, o meia superou Tévez em número de jogos e tornou-se o argentino com mais partidas pelo clube.
Garro também aparece como o principal garçom da relação, com 33 assistências. Tévez vem na sequência entre os números disponíveis, com 14.

Espanha x Argentina: espanhóis e argentinos deixaram marcas em diferentes épocas
A Espanha possui menos representantes, mas sua ligação com o Corinthians percorre praticamente toda a história do clube. Ela começa com Casemiro González, passa por Ufarte, ganha um capítulo particular com Marcos Senna e chega até Héctor Hernández.
A Argentina concentra alguns dos estrangeiros de maior impacto esportivo no clube. Tévez foi capitão e craque de uma conquista brasileira. Mascherano e Domínguez fizeram parte do mesmo time campeão. Herrera ajudou no retorno à elite, Martínez integrou a campanha mundial e Garro tornou-se recordista de partidas entre os argentinos.
São duas das principais escolas do futebol mundial que, em diferentes momentos, também ajudaram a escrever capítulos da história alvinegra.
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