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Emily Lima defende atuação no Derby e Nicole aponta falta de gols no Corinthians

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    Redação InfoTimão
  • há 15 horas
  • 6 min de leitura

Treinadora explicou as escolhas e o controle de carga; goleira analisou a ineficiência ofensiva e os erros em bolas paradas


Emily Lima avalia desempenho da equipe após derrota no Derby.
Emily Lima avalia desempenho da equipe após derrota no Derby. Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

A técnica Emily Lima e a goleira Nicole Ramos analisaram a derrota do Corinthians por 1 a 0 para o Palmeiras, na Arena Barueri, pela quinta rodada do Campeonato Paulista Feminino. As duas reconheceram problemas apresentados pelas Brabas, mas avaliaram que o desempenho no Derby teve aspectos positivos.


Emily valorizou principalmente a organização tática demonstrada no primeiro tempo e explicou as dificuldades enfrentadas após o intervalo. Nicole, por sua vez, apontou a falta de gols, as decisões precipitadas no setor ofensivo e os erros em bolas paradas como fatores determinantes para o resultado.


Emily Lima valoriza atuação no Derby


Mesmo com a derrota, Emily Lima fez uma avaliação positiva da atuação do Corinthians. A treinadora destacou a obediência tática apresentada pelas Brabas no primeiro tempo, quando a equipe controlou a posse de bola e conseguiu limitar parte da criação palmeirense.

“Eu gostei muito do primeiro tempo. Foram muito obedientes taticamente. No segundo tempo também, mas acho que faltou a intensidade que nós tínhamos no primeiro, e acabamos abrindo alguns espaços”, analisou.

Segundo Emily, o Corinthians conseguiu manter a intensidade após as substituições, mas perdeu organização. A treinadora relacionou a mudança no desempenho à entrada de atletas com poucos minutos recentes e à utilização de algumas jogadoras fora de suas posições habituais.


Carol Nogueira, normalmente utilizada como extrema ou na última linha, entrou para exercer uma função semelhante à de Ariel Godoi. Rhaizza também precisou atuar mais por dentro, enquanto Gisela Robledo e Belén Aquino foram colocadas na linha de ataque para acrescentar velocidade.

“Conseguimos um resultado de intensidade, mas não de organização. Vai muito da situação do jogo e de jogadoras, às vezes, fora das suas posições. Elas treinam essas situações, mas não é a mesma coisa. O ritmo de jogo é diferente e você entra em uma situação de emergência para resolver problemas”, explicou.

Apesar do placar, Emily afirmou que a comissão técnica considerou satisfatória a resposta apresentada pelo elenco.

“Infelizmente, tenho que falar isso com um placar de 1 a 0 contra a gente, mas, dentro da nossa avaliação em curto prazo, avaliamos muito positivamente o nosso jogo contra o Palmeiras.”

Controle de carga influenciou escolhas do Corinthians


O Corinthians disputou o Derby com seis desfalques. A principal novidade entre as ausências foi Ana Vitória, que apresentou um desconforto muscular.


Emily revelou que a meio-campista já havia manifestado incômodo desde a goleada por 4 a 0 sobre o Vitória. Andressa Alves, Duda Sampaio e Erika permaneceram em controle de carga.


A goleira Rillary também ficou fora após passar por uma infiltração no cotovelo, enquanto Lelê segue em transição física devido a uma tendinopatia na região posterior da coxa direita.


Emily defendeu as decisões da comissão técnica e destacou a necessidade de respeitar os limites físicos das atletas diante da sequência de partidas.

“Temos esse controle de carga e precisamos respeitar o limite da atleta. Viemos de uma intertemporada e já pegamos dois jogos muito fortes contra a Ferroviária. Estávamos sujeitos a isso, como a outra equipe também”, afirmou.

A técnica ressaltou que, mesmo se tratando de um Derby, o Corinthians não poderia expor fisicamente as jogadoras. As Brabas ainda disputam o Paulistão e lideram o Campeonato Brasileiro Feminino.

“A gente não pode ficar expondo a jogadora a todo tempo. A caminhada ainda é longa no Paulista e temos um jogo importantíssimo contra o Flamengo. O elenco, de modo geral, respondeu muito às nossas expectativas.”

Emily rebate “hierarquia” e explica disputa por oportunidades


Questionada sobre os poucos minutos de Belén Aquino e Rhaizza, Emily Lima rebateu a utilização do termo “hierarquia” para explicar as escolhas do Corinthians.

“A hierarquia aqui é trabalho. Não é só porque uma chama Zanotti, outra chama Vic, Jaqueline, Duda ou Andressa. A hierarquia aqui é trabalho. Quem entregar e trabalhar mais vai ter oportunidade”, declarou.

A treinadora explicou que Jaqueline apresenta o rendimento esperado dentro do sistema com um losango no meio-campo. Rhaizza, por sua vez, tem características de extrema e foi utilizada por dentro durante a busca pelo empate diante das opções disponíveis no banco.


Emily também elogiou o crescimento de Jhonson. Segundo a técnica, a atacante tem evoluído na participação com e sem a bola, embora ainda precise permanecer mais ativa quando estiver distante do centro das jogadas.

“A Jhonson vem em uma crescente muito boa. Entrega com bola e entrega sem bola. Ela tem um ponto em que, às vezes, desliga e depois liga de novo. Estamos trabalhando para que esteja sempre ativa fora do centro do jogo”, explicou.

A treinadora reconheceu que as decisões da comissão podem não agradar às atletas ou a quem acompanha a equipe, mas reforçou que as escolhas são baseadas no rendimento apresentado nos treinamentos e nas partidas.


Confira a entrevista coletiva completa de Emily Lima:



Nicole aponta falta de gols como principal problema


Nicole Ramos foi direta ao analisar o momento do Corinthians. Para a goleira, as Brabas precisam recuperar a eficiência ofensiva e aproveitar melhor as oportunidades criadas.

“Futebol vive de gols. Falta a gente reencontrar o caminho do gol, aproveitar essas oportunidades e matar o jogo. No detalhe fomos eliminadas na Copa do Brasil e, por mais um detalhe, acabamos perdendo a partida”, afirmou.

Nicole considerou que a atuação no Derby não foi ruim, mas lamentou a dificuldade da equipe para transformar a posse de bola em chances claras, principalmente durante o segundo tempo.


A goleira explicou que a ansiedade para buscar o empate contribuiu para a desorganização e para as escolhas equivocadas no último terço do campo.

“A partir do momento em que começamos a perder o jogo, entra um pouco do desespero. Nessa ânsia de querer empatar e buscar o resultado, começamos a tomar decisões ruins. Tivemos muitas decisões precipitadas no último terço.”

Nicole fala sobre o desempenho das Brabas.
Nicole fala sobre o desempenho das Brabas. Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

Bolas paradas voltam a preocupar as Brabas


Nicole também chamou atenção para a maneira como o Corinthians sofreu os gols nas derrotas para Ferroviária e Palmeiras. Nos dois jogos, as adversárias marcaram após cobranças de bola parada e bloqueios na defesa alvinegra.

“Perdemos as duas últimas partidas em detalhes pequenos. Tomamos um bloqueio na bola parada contra a Ferroviária e tomamos o gol. Foram dois bloqueios, tanto contra a Ferroviária quanto agora. É tirar como lição, aprender com os erros e continuar trabalhando.”

A goleira ressaltou que a bola parada é um dos fundamentos mais trabalhados pela comissão técnica. Mesmo assim, reconheceu que o Corinthians precisa identificar as fragilidades do sistema e buscar soluções antes do confronto com o Flamengo.

“O que mais treinamos é bola parada. Trabalhamos muito, pensamos e ensaiamos todos os dias. Precisamos buscar o que pode ser feito de maneira diferente nesses detalhes, porque todo esquema terá pontos fortes e fragilidades.”

Nicole destaca importância da Fiel, mas rejeita desculpas


O Derby foi o quarto dos últimos cinco confrontos entre Corinthians e Palmeiras disputado com mando do rival. Nicole reconheceu que a ausência da Fiel faz diferença, principalmente em uma partida com pouco público como a realizada na Arena Barueri.

“Quando o torcedor está, nós nos sentimos muito mais confortáveis. Não é desculpa, mas faz toda a diferença. A gente brinca que é o 12º jogador, porque entramos na energia dele e sentimos essa vibração.”

Apesar disso, a goleira rejeitou utilizar o mando de campo como justificativa para a derrota. Nicole também descartou a existência de uma “mística” negativa em torno da Arena Barueri, onde o Corinthians acumula resultados desfavoráveis recentes.

“Não existe um bicho-papão por ser aqui, nem uma mística em volta disso. Jogar clássicos fora de casa é sempre difícil. Temos que retomar o caminho da vitória. Só isso.”

Derrota dificulta caminho do Corinthians no Paulistão


Com a derrota, o Corinthians permaneceu com sete pontos e caiu para a quarta colocação do Campeonato Paulista Feminino. A posição aumenta a possibilidade de as Brabas precisarem disputar uma fase adicional antes da semifinal.


Nicole reconheceu a importância de terminar a primeira fase em uma colocação que permita a classificação direta, especialmente diante do calendário apertado.

“Com um calendário tão lotado, ter menos partidas e ir direto para a semifinal é muito importante. Estamos batalhando para buscar essa posição e jogar menos pelo desgaste. Não existe fórmula mágica. É continuar trabalhando e buscar a vitória.”

Confira a entrevista coletiva completa de Nicole Ramos:



Corinthians volta atenções para o Flamengo


O próximo compromisso do Corinthians será diante do Flamengo, na segunda-feira (3), às 18h30, no Estádio Luso-Brasileiro, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino.


A partida pode confirmar a classificação das Brabas para o mata-mata da competição nacional. O Corinthians também busca permanecer na liderança do Brasileirão e reencontrar o caminho das vitórias depois do revés no Derby.


O confronto exigirá atenção especial nas jogadas aéreas e bolas paradas, uma das características da equipe carioca e fundamento que decidiu as duas últimas derrotas corinthianas.


Acompanhe o InfoTimão para conferir todas as informações sobre as Brabas no Campeonato Brasileiro e no Paulistão Feminino.

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