Corinthians volta à mira do STJD após Majestoso e pode perder até dez mandos de campo
- Redação InfoTimão
- há 15 minutos
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O Corinthians voltou a entrar na mira do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) após os episódios registrados na vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo, no último domingo (10), pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena.
O clube foi alvo de uma tripla denúncia da Procuradoria do tribunal e responderá por:
arremesso de objetos no gramado;
atraso no reinício da partida;
irregularidade no uniforme utilizado por Hugo Souza.
O julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, às 11h, na sede do STJD, no Rio de Janeiro.
A nova denúncia aumenta a pressão sobre o Corinthians justamente no momento em que o clube tentava recuperar estabilidade esportiva após deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão. Internamente, existe preocupação porque a Neo Química Arena voltou a ser tratada como peça fundamental para a reação da equipe sob comando de Fernando Diniz.
Corinthians pode perder até dez mandos de campo
A denúncia considerada mais grave envolve os objetos arremessados pela torcida durante a comemoração do gol de empate do São Paulo ainda no primeiro tempo do Majestoso.
O clima na Neo Química Arena ficou extremamente tenso após o gol marcado por Luciano. Objetos foram lançados em direção ao gramado, o jogo acabou paralisado para revisão do VAR e a arbitragem precisou controlar o ambiente antes da retomada da partida.
O Corinthians foi enquadrado no artigo 213 do CBJD, que prevê punições para casos de desordem, invasão ou lançamento de objetos em eventos esportivos.
A pena prevista varia entre multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de mando de campo de um a dez jogos.
O caso ganhou ainda mais peso nos bastidores porque o clube já vinha cumprindo punição parcial na Neo Química Arena após o episódio de racismo registrado no clássico contra o Palmeiras, quando um torcedor fez gestos racistas em direção ao goleiro Carlos Miguel.
Contra o São Paulo, o setor Oeste inferior do estádio já estava interditado em decorrência daquela punição anterior.
Internamente, o temor é de que uma eventual perda de mandos atrapalhe justamente o momento em que a equipe tenta transformar Itaquera novamente em diferencial competitivo na luta pela recuperação no Brasileirão.
Súmula relata atraso, objetos no gramado e intervenção de jogadores
Na súmula da partida, o árbitro Anderson Daronco relatou que bobinas de papel arremessadas pela torcida corinthiana atrasaram o reinício do segundo tempo.
Segundo o documento, os materiais ficaram espalhados próximos à meta e impediram a visualização das linhas do gramado.
“Atraso no segundo tempo de jogo devido entrada tardia do Corinthians e também devido ao arremesso de bobinas de papel no campo de jogo vindo da arquibancada norte”, registrou Daronco.
O árbitro ainda destacou que houve intervenção do capitão do Corinthians para pedir que a torcida parasse de lançar objetos ao campo.
Além da conduta da torcida, o Corinthians também responderá com base no artigo 206 do CBJD, relacionado ao atraso no reinício da partida.

Uniforme de Hugo Souza vira alvo de denúncia incomum no STJD
Outro ponto citado pela arbitragem envolve o uniforme utilizado por Hugo Souza durante o clássico.
Segundo Anderson Daronco, o goleiro deveria atuar com uniforme na cor laranja, conforme alinhamento prévio da arbitragem para a partida.
No entanto, Hugo Souza entrou em campo utilizando camisa, shorts e meiões na cor cinza.
Apesar de parecer um detalhe simples, o episódio também gerou denúncia formal contra o Corinthians com base no artigo 191 do CBJD, relacionado ao descumprimento de regulamentos da competição.
A punição prevista para esse tipo de infração varia de multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Nos bastidores, o caso é tratado como uma situação incomum, já que denúncias envolvendo cores de uniforme raramente ganham protagonismo em clássicos de grande porte no futebol brasileiro.
Corinthians acumula tensão com arbitragem e STJD nas últimas semanas
A nova denúncia amplia a sequência de episódios envolvendo o Corinthians nos bastidores do futebol brasileiro nas últimas semanas.
Recentemente, jogadores do clube já haviam sido julgados pelo STJD após expulsões por gestos considerados obscenos em partidas do Brasileirão.
Além disso, a diretoria corinthiana também reclamou publicamente da arbitragem após o Majestoso, principalmente pela decisão de não expulsar Bobadilla após gesto interpretado internamente como ofensivo.
O executivo de futebol Marcelo Paz chegou a cobrar publicamente coerência nos critérios adotados pela arbitragem brasileira.
Possível punição preocupa Corinthians em meio à reação no Brasileirão
Apesar das novas preocupações extracampo, o Corinthians tenta manter o foco na sequência da temporada.
A vitória no clássico tirou o clube da zona de rebaixamento e aumentou a confiança interna após uma das atuações mais consistentes da equipe sob comando de Fernando Diniz.
Agora, o Timão volta as atenções para a Copa do Brasil. Na próxima quinta-feira (14), a equipe recebe o Barra-SC, às 19h30, novamente na Neo Química Arena, pelo jogo de volta da quinta fase.
O Corinthians joga pelo empate após vencer a ida por 1 a 0.
O novo processo no STJD, porém, recoloca o Corinthians sob pressão fora das quatro linhas justamente no momento em que o clube tentava transformar a Neo Química Arena em combustível para sua reação no Campeonato Brasileiro.
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