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Stabile nega culpados pela crise do Corinthians e prevê pagamentos

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Redação InfoTimão
há 5 minutos
11 min de leitura

Após entrada no Z4, presidente nega desgaste com jogadores, afirma que atrasos não incomodam o elenco, cita quase R$ 200 milhões em despesas e explica saída de Marcelo Paz.


Osmar Stabile atendeu os jornalistas após Vasco x Corinthians.
Osmar Stabile atendeu os jornalistas após Vasco x Corinthians. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, afirmou que não existem culpados pela sequência de resultados negativos da equipe e defendeu a união entre diretoria, jogadores e comissão técnica para superar a crise. Em entrevista concedida após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, no sábado (24), em São Januário, o dirigente atribuiu parte das dificuldades à falta de eficiência nas finalizações e demonstrou confiança na recuperação do clube, que entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.


Além de comentar o desempenho dentro de campo, Stabile negou problemas de relacionamento com os atletas e afirmou que os atrasos nos direitos de imagem não incomodam os jogadores, declaração que contrasta com as críticas feitas anteriormente pelo zagueiro Gabriel Paulista. O presidente também projetou pagamentos parciais das pendências financeiras, mencionou quase R$ 200 milhões em despesas relacionadas a transfer bans e impostos atrasados e apresentou sua versão sobre as circunstâncias que levaram à saída de Marcelo Paz do departamento de futebol.


As manifestações acontecem em um momento de forte pressão esportiva e administrativa. Com 33 pontos e dez rodadas consecutivas sem vencer no Brasileirão, o Corinthians ocupa a 17ª colocação, dois pontos atrás do Internacional, primeiro clube fora do Z4. Paralelamente à necessidade de recuperar a equipe nas seis partidas restantes, a diretoria enfrenta cobranças relacionadas a pagamentos ao elenco, obrigações tributárias, restrições para registrar jogadores e negociações para reestruturar a dívida da Neo Química Arena.


Stabile diz que não há culpados e atribui resultados à falta de eficiência


Questionado sobre as responsabilidades pelo momento vivido pelo Corinthians, Osmar Stabile evitou individualizar a culpa pelos resultados e defendeu uma atuação conjunta entre os profissionais do departamento de futebol. O presidente incluiu Clarence Seedorf, os jogadores e a direção entre aqueles que precisam encontrar soluções para a sequência negativa, mas destacou a dificuldade de transformar oportunidades em gols como uma das principais explicações para o desempenho recente.


"Temos que trabalhar todos juntos, os atletas, o Seedorf, o departamento técnico, o diretor de futebol, para sairmos desta situação. Não existe culpado, a culpada é a bola, que não está entrando. Contra nós, toda bola entra", declarou Stabile.


A manifestação ocorreu depois de uma derrota especialmente frustrante para o Corinthians. A equipe saiu atrás no primeiro tempo, conseguiu virar o confronto com gols de Gustavo Henrique e Matheus Bidu após o intervalo, mas sofreu dois gols de Marino Hinestroza nos minutos finais e deixou escapar uma vitória que a manteria fora da zona de rebaixamento.


O resultado foi detalhado pelo InfoTimão na crônica da derrota por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, que apresentou os principais acontecimentos do confronto e suas consequências para a classificação do Campeonato Brasileiro.


Embora Stabile tenha enfatizado a falta de eficiência nas finalizações, o desempenho do Corinthians também revelou problemas de organização coletiva. O Timão terminou a partida com 12 finalizações, contra 25 do Vasco, e encontrou dificuldades para manter a posse de bola, conectar o meio-campo ao ataque e proteger sua área quando o adversário aumentou a pressão.


Na análise tática publicada pelo InfoTimão, foram identificadas limitações na construção ofensiva e na organização defensiva, especialmente depois das mudanças realizadas durante o segundo tempo. A avaliação evidencia que o aproveitamento das oportunidades foi apenas um dos fatores envolvidos na derrota, que também expôs dificuldades para controlar diferentes momentos da partida.


Apesar do resultado, Stabile procurou demonstrar confiança no trabalho de Clarence Seedorf e na capacidade de reação do elenco. O dirigente afirmou que continuará buscando soluções para os problemas administrativos e defendeu a manutenção de um ambiente de união no departamento de futebol.


"Nada acabou. Temos que batalhar", declarou o presidente, utilizando uma mensagem semelhante à transmitida por Seedorf depois da partida.


O treinador neerlandês também defendeu o comprometimento dos jogadores e afirmou que o grupo ainda possui condições de reagir. Durante sua entrevista coletiva após a derrota para o Vasco, disponível em vídeo no InfoTimão, Seedorf reconheceu a frustração do elenco, explicou as substituições e reforçou a necessidade de preservar a confiança nas seis rodadas restantes.


Stabile afirma que atrasos não incomodam jogadores, apesar das críticas de Gabriel Paulista


Um dos momentos mais relevantes da entrevista aconteceu quando Osmar Stabile foi questionado sobre o relacionamento entre a presidência e os jogadores do Corinthians. Diante das informações sobre um possível desgaste no ambiente interno, agravado pelas pendências financeiras, o dirigente afirmou manter uma relação próxima com as lideranças do elenco e negou que os atrasos estejam interferindo na convivência com os atletas.


"Há atrasos nos direitos de imagem, mas isso não os incomoda. Eles já me falaram que não é isso", declarou o presidente, ao afastar a possibilidade de que as pendências financeiras sejam responsáveis pelo desempenho da equipe.


Stabile também rejeitou as informações de que teria sido impedido de entrar no vestiário do Corinthians durante partidas recentes. Segundo o dirigente, situações dessa natureza podem ter ocorrido com outros profissionais do clube, mas não envolveram diretamente a presidência. Ele acrescentou que frequenta o CT Dr. Joaquim Grava e mantém conversas regulares com representantes do grupo.


"O relacionamento é muito bom. O presidente, não. Pode ter sido com outras pessoas, com o presidente, não", afirmou, ao responder sobre possíveis restrições à sua presença junto aos jogadores.


As declarações, entretanto, contrastam com manifestações públicas anteriores de integrantes do elenco, especialmente com o desabafo de Gabriel Paulista após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, em 11 de outubro. Na ocasião, o zagueiro criticou a falta de respaldo institucional oferecido aos atletas e afirmou que os problemas administrativos e financeiros já estavam interferindo no cotidiano do departamento de futebol.


Emocionado, Gabriel revelou que havia colocado seus próprios recursos à disposição de companheiros que eventualmente precisassem de ajuda. O defensor também destacou que jogadores mais jovens poderiam enfrentar dificuldades para administrar períodos prolongados de irregularidade nos pagamentos.


"Eu consigo me manter durante um tempo, mas tem jogador que não consegue", declarou o zagueiro, em uma das manifestações mais contundentes de um atleta corinthiano sobre a situação financeira do clube nesta temporada.


O episódio foi detalhado pelo InfoTimão na reportagem sobre o desabafo de Gabriel Paulista contra a diretoria do Corinthians, publicada após o Dérbi.


As declarações de Stabile e Gabriel Paulista apresentam avaliações diferentes sobre os reflexos dos atrasos no ambiente interno. Enquanto o presidente afirma que os jogadores não relacionam as dificuldades financeiras à sequência negativa, o zagueiro já havia relatado publicamente problemas enfrentados por companheiros e cobrado maior proteção institucional.


A manifestação de Gabriel, por si só, não permite afirmar que todos os atletas compartilhem a mesma percepção ou que exista um rompimento generalizado com a presidência. Entretanto, demonstra que as pendências financeiras já motivaram cobranças públicas dentro do próprio elenco, independentemente da relação pessoal que Stabile afirma manter com os jogadores.


Corinthians acumula três meses de direitos de imagem, e presidente prevê pagamentos parciais


A situação financeira do elenco ganhou importância adicional porque o Corinthians acumula três meses consecutivos de atraso nos direitos de imagem dos jogadores do futebol masculino. As pendências correspondem às competências de julho, agosto e setembro, conforme levantamento publicado pelo InfoTimão em 20 de outubro.


A obrigação mensal é estimada em aproximadamente R$ 10 milhões, colocando o volume potencial dos três meses em torno de R$ 30 milhões. Como os contratos possuem condições individuais e o clube não divulgou um demonstrativo consolidado dos valores em aberto, a estimativa não representa um saldo oficialmente confirmado pela administração.


Na reportagem sobre os três meses de atraso nos direitos de imagem do elenco masculino, o InfoTimão também mostrou que a folha salarial registrada em carteira referente a setembro havia sido regularizada, embora outras obrigações permanecessem pendentes, incluindo férias e premiações.


Questionado sobre a possibilidade de reduzir essas dívidas, Stabile afirmou que a diretoria trabalha na obtenção de novos recursos e indicou a intenção de realizar pagamentos parciais nos dias seguintes à entrevista. O presidente, entretanto, não apresentou um cronograma definitivo nem informou os valores que poderão ser destinados à regularização.


"Temos previsão, sim, para esta semana, final de semana, semana seguinte... Devemos pagar algum direito de imagem e algum CLT", declarou.


A previsão apresentada pelo dirigente sinaliza a intenção de diminuir as pendências, mas não representa uma garantia de quitação integral dos três meses em aberto. A referência a pagamentos relacionados ao regime CLT também não esclarece quais competências ou obrigações seriam contempladas, especialmente porque a folha salarial de setembro já havia sido regularizada anteriormente.


Stabile relacionou parte das dificuldades de caixa à interrupção de receitas ligadas às empresas de apostas, afirmando que o Corinthians passou a procurar alternativas de financiamento e novas fontes de recursos para cumprir seus compromissos. O presidente não detalhou, contudo, quais operações poderiam garantir os pagamentos projetados.


A busca por dinheiro ocorre em meio a um cenário de forte pressão financeira. O balancete de julho de 2026 apontou déficit acumulado de aproximadamente R$ 278,7 milhões, enquanto o endividamento total do Corinthians permanece próximo de R$ 2,8 bilhões.


Além das pendências com o elenco, o clube continua impedido de registrar novos jogadores em razão de três transfer bans ativos. Dois bloqueios foram determinados pela Fifa, relacionados a dívidas com Philadelphia Union e Midtjylland, enquanto o terceiro foi aplicado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF.


A situação ganhou um novo capítulo em outubro, quando o Corinthians deixou de pagar outra parcela de aproximadamente R$ 8 milhões do acordo firmado com a CNRD. O atraso levou o Cuiabá, um dos credores envolvidos, a solicitar a ampliação da punição que impede o clube de registrar atletas.


Questionado sobre as restrições no mercado de transferências, Stabile não apresentou uma previsão para a regularização dessas dívidas. O presidente concentrou suas explicações nas obrigações com o elenco e na necessidade de obter recursos para manter os compromissos correntes, sem estabelecer um prazo para a liberação do Corinthians.


Stabile menciona quase R$ 200 milhões em despesas e dificuldades com a Caixa


Ao abordar as dificuldades administrativas, Osmar Stabile afirmou que assumiu a presidência em um cenário de desequilíbrio financeiro e atribuiu parte das limitações atuais a compromissos acumulados anteriormente. O dirigente utilizou a expressão "herança maldita" para descrever a situação encontrada e declarou que o Corinthians destinou quase R$ 200 milhões à resolução de pendências relacionadas a transfer bans e impostos atrasados.


"Gastamos quase 200 milhões em transfer bans e impostos atrasados. Atrasamos alguns para podermos colocar em dia agora", afirmou.


O valor corresponde à declaração apresentada por Stabile durante a entrevista. O presidente não detalhou a composição integral dos quase R$ 200 milhões, tampouco discriminou os pagamentos realizados, seus respectivos credores e os períodos abrangidos. Dessa maneira, o montante não pode ser tratado como uma prestação de contas consolidada da administração.


Também é necessário diferenciar os desembolsos mencionados pelo dirigente da situação atual dos transfer bans. Embora o Corinthians tenha realizado pagamentos para encerrar determinadas pendências ao longo da temporada, os três bloqueios ainda ativos demonstram que outras obrigações continuam sem solução.


Stabile também destacou despesas relacionadas à Caixa Econômica Federal, credora do financiamento da Neo Química Arena. Segundo o presidente, os pagamentos efetuados ao banco consumiram recursos importantes do clube e reduziram a capacidade da administração de cumprir compromissos em outras áreas.


A dívida relacionada ao estádio permanece na casa dos R$ 630 milhões. Em setembro, Corinthians e Caixa concordaram com a suspensão temporária das prestações trimestrais enquanto discutem alternativas para reestruturar a operação, medida que evitou um novo desembolso de aproximadamente R$ 28 milhões naquele vencimento.


A suspensão, entretanto, não representa perdão da dívida. Os valores mencionados por Stabile dizem respeito a despesas já realizadas, enquanto a interrupção temporária das parcelas integra as condições adotadas durante as negociações mais recentes.


Em 16 de outubro, Corinthians e Caixa assinaram um termo de confidencialidade para aprofundar as conversas sobre o financiamento da Arena. O documento criou condições para o compartilhamento de informações financeiras e comerciais, mas não formalizou um acordo definitivo de quitação. As tratativas, incluindo a possibilidade de utilização dos naming rights e de outros ativos comerciais, foram detalhadas pelo InfoTimão na reportagem sobre o avanço das negociações entre Corinthians e Caixa.


O presidente também mencionou o esforço pessoal para buscar recursos e administrar os compromissos assumidos pelo clube. Stabile afirmou que dedica jornadas extensas à gestão e citou, entre as obrigações financeiras, transações e valores relacionados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE).


"Trabalho das oito horas da manhã até meia-noite para buscarmos recursos. Tem compromissos, tem transação, dinheiro da RCE. Temos que buscar vários recursos para pagarmos os compromissos que foram assumidos", declarou o dirigente.


As dificuldades financeiras também motivaram cobranças do Conselho Deliberativo do Corinthians. Inicialmente prevista para 16 de outubro e posteriormente remarcada para o dia 23, a reunião extraordinária convocada por Romeu Tuma Júnior tinha como pauta a situação das dívidas, os pagamentos atrasados, a execução orçamentária e a gestão do departamento de futebol.


O encontro foi convocado após as críticas públicas de Gabriel Paulista à administração. Conforme mostrou o InfoTimão na reportagem sobre as cobranças do Conselho Deliberativo a Osmar Stabile, os questionamentos abrangem tanto os compromissos financeiros do clube quanto as condições oferecidas ao elenco na reta final da temporada.


O cenário evidencia a necessidade de conciliar diferentes obrigações em um momento de receitas pressionadas e restrições de caixa. Embora Stabile destaque os pagamentos realizados e as dificuldades herdadas de administrações anteriores, permanecem pendências que exigem planejamento financeiro e maior previsibilidade para evitar novos atrasos.


Osmar Stabile falou sobre a saída de Marcelo Paz do Corinthians.
Osmar Stabile falou sobre a saída de Marcelo Paz do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Presidente apresenta sua versão sobre a saída de Marcelo Paz


Além das questões financeiras, Osmar Stabile comentou a saída de Marcelo Paz, anunciada pelo Corinthians em 20 de outubro. O executivo deixou o departamento de futebol depois de uma reunião com o presidente, em meio ao desgaste provocado pelos resultados negativos e à crescente pressão sobre a condução esportiva do clube.


Segundo Stabile, um dos fatores determinantes para o encerramento do trabalho foi o vazamento de contatos telefônicos do dirigente e de familiares, que passaram a receber mensagens de torcedores. O episódio teria provocado desconforto pessoal em Marcelo Paz e motivado uma conversa sobre sua permanência no Corinthians.


"O Marcelo Paz ficou muito incomodado por ter vazado o celular dele e da família, recebeu muitas mensagens de torcedores. Me chamou para uma reunião e eu disse que ele não poderia continuar da forma que estava", declarou o presidente.


A explicação apresentada por Stabile acrescenta um elemento à versão pública sobre a saída, mas não esgota os fatores que envolveram o desligamento do executivo.


Na reportagem sobre os bastidores da saída de Marcelo Paz, o InfoTimão mostrou que o dirigente pretendia permanecer no clube ao menos até dezembro, quando terminaria seu contrato, e que a decisão surpreendeu integrantes do departamento de futebol e jogadores.


A cobertura também apontou o crescimento das cobranças das torcidas organizadas, o desgaste provocado pela sequência negativa no Campeonato Brasileiro e as dificuldades enfrentadas pelo executivo para trabalhar diante dos transfer bans e das limitações financeiras. Informações divulgadas sobre os bastidores também indicaram divergências relacionadas à condução do departamento e às prioridades administrativas.


Esses elementos não invalidam a justificativa apresentada por Stabile, mas demonstram que o encerramento do trabalho ocorreu em um contexto mais amplo de pressão esportiva, financeira e institucional. Oficialmente, o Corinthians comunicou a saída em comum acordo, enquanto as informações sobre os bastidores apontam diferentes avaliações sobre o momento e as circunstâncias da decisão.


A mudança aconteceu poucos dias depois da chegada de Clarence Seedorf, cuja contratação contou com a participação de Marcelo Paz. Desde então, o Corinthians passou a reorganizar as responsabilidades internas do departamento, com maior participação do gerente de futebol Júlio César nas atividades de gestão.


Em plena luta contra o rebaixamento, a saída do executivo ampliou a necessidade de reorganização administrativa justamente quando a comissão técnica busca estabilidade para desenvolver seu trabalho.


Com Corinthians no Z4, promessas de pagamento aumentam responsabilidade da diretoria


As declarações de Osmar Stabile apresentam a visão de uma presidência que procura preservar a confiança no elenco e afastar a individualização de responsabilidades pelo momento esportivo. Entretanto, os próprios problemas reconhecidos pelo dirigente mostram que a crise enfrentada pelo Corinthians ultrapassa os resultados do Campeonato Brasileiro.


Enquanto Clarence Seedorf tenta recuperar a organização da equipe e encerrar o jejum de vitórias, a diretoria precisa regularizar compromissos financeiros, administrar restrições para registrar jogadores e avançar nas negociações envolvendo as principais dívidas do clube. A estabilidade do departamento de futebol depende também da capacidade de oferecer condições administrativas previsíveis aos profissionais que trabalham diariamente no CT.


A derrota para o Vasco deixou o Corinthians na 17ª colocação, com 33 pontos, e ampliou a pressão sobre todos os setores. O próximo compromisso será na sexta-feira (30), às 20h, contra o Mirassol, na Neo Química Arena, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Restam seis partidas para o encerramento da competição.


Stabile e Seedorf adotaram discursos semelhantes depois da derrota, defendendo a união do grupo e a continuidade do trabalho. Entretanto, as manifestações de confiança precisam ser acompanhadas por respostas concretas, tanto na recuperação esportiva quanto no cumprimento das obrigações financeiras.


O principal desafio da presidência será transformar as previsões de pagamento em compromissos efetivamente cumpridos, enquanto o departamento de futebol procura evitar o rebaixamento. Os atrasos reconhecidos pela administração, as restrições ainda existentes e as cobranças públicas de jogadores mostram que a recuperação institucional exige medidas que vão além das declarações de confiança.


O InfoTimão seguirá acompanhando os desdobramentos das declarações de Osmar Stabile, a regularização das pendências financeiras e a preparação do Corinthians para os confrontos decisivos na luta pela permanência na Série A.

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