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Fernando Diniz explica derrota do Corinthians para o Coritiba e aponta gols evitáveis

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    Redação InfoTimão
  • há 11 minutos
  • 7 min de leitura

Técnico evitou atribuir o revés aos desfalques, citou o desgaste após a Libertadores e detalhou as ausências no Couto Pereira


Fernando Diniz em Coritiba x Corinthians.
Fernando Diniz em Coritiba x Corinthians. Foto: Rodolfo Buhrer / Reuters

Fernando Diniz classificou como evitáveis os dois gols sofridos pelo Corinthians na derrota por 2 a 1 para o Coritiba, na noite deste domingo (23), no Couto Pereira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Durante a entrevista coletiva, o treinador reconheceu que o desgaste emocional provocado pela classificação às quartas de final da Libertadores afetou a equipe. Ainda assim, evitou utilizar a sequência de jogos e os dez desfalques como justificativas para o resultado.


Diniz também detalhou as ausências de Hugo Souza, Matheuzinho e Matheus Bidu, projetou o retorno de jogadores para o clássico contra o Santos e comentou as limitações impostas pelos transfer bans. O técnico ainda avaliou as participações de Memphis Depay e Jesse Lingard, além das oportunidades concedidas aos jovens formados nas categorias de base.


Com a segunda derrota consecutiva no Brasileirão, o Corinthians permaneceu com 32 pontos e caiu para a décima posição. O Timão está sete pontos atrás do Cruzeiro, responsável por abrir o G5.


Diniz reconhece desgaste emocional após a Libertadores


O Corinthians começou os dois tempos com maior presença no campo ofensivo, mas não conseguiu sustentar o rendimento. Para Diniz, a queda de intensidade estava relacionada principalmente ao esforço mental necessário para disputar novamente uma partida decisiva apenas três dias depois de eliminar o Rosario Central na Libertadores.

“A gente começou o primeiro tempo bem e o segundo tempo também. Os começos foram muito bons, mas depois o time oscilou um pouco. Era uma coisa previsível por conta do jogo de quinta-feira. Existe o desgaste físico, mas o desgaste psicológico e emocional é muito maior. Mobilizar novamente os jogadores para a partida de hoje era sempre um desafio”, analisou.

Apesar de reconhecer as consequências da sequência de jogos, o treinador direcionou as críticas para a maneira como o Corinthians sofreu os gols.


Pedro Rocha abriu o placar após uma cobrança de escanteio aos 39 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, Paulo Roberto apareceu livre dentro da área para ampliar a vantagem do Coritiba. Raniele descontou somente nos acréscimos.

“A gente tomou dois gols muito evitáveis. No segundo, estávamos com a linha baixa. Nos dois jogos contra o Rosario, quando teoricamente tivemos que defender, não tivemos problemas. Hoje, por falta de atenção, quisemos recuperar a bola muito rápido, em vez de marcar direito, e acabamos tomando o gol. Sem isso, poderíamos ter pelo menos empatado”, afirmou.

Diniz considerou que o Corinthians deveria ter conquistado ao menos um ponto no Couto Pereira. O treinador também lamentou a derrota para o Cruzeiro, na rodada anterior, por entender que a equipe teve condições de pontuar nos dois compromissos.

“Foram duas derrotas bastante doídas. A gente teve chance de vencer os dois jogos. Contra o Cruzeiro, precisávamos aproveitar a oportunidade de jogar em casa. Hoje, era uma partida da qual tínhamos que levar pelo menos um ponto”, avaliou.

Confira a entrevista completa:



Fernando Diniz evita atribuir derrota aos desfalques


O Corinthians enfrentou o Coritiba com dez ausências. Rodrigo Garro estava suspenso, enquanto Hugo Souza, Matheuzinho e Matheus Bidu permaneceram em São Paulo. André Ramalho, André Luiz, Yuri Alberto, Vitinho, Kayke e Zakaria Labyad completaram a relação de baixas por questões médicas.


Mesmo com as limitações, Diniz evitou relacionar diretamente o resultado ao número de jogadores indisponíveis. O técnico lembrou que o Timão também teve desfalques diante do Rosario Central e conseguiu avançar na Libertadores.

“Obviamente, contar com todo mundo é muito melhor, mas não vou colocar a derrota apenas na conta dos desfalques. Contra o Rosario também tínhamos muitos jogadores fora e conseguimos a classificação. A volta deles será muito importante”, declarou.

A expectativa da comissão técnica é recuperar parte do elenco para o próximo compromisso.

“Gradativamente, vamos ter o retorno de alguns. Talvez, para o jogo contra o Santos, já tenhamos alguns atletas do departamento médico à disposição”, projetou.

Hugo Souza, Matheuzinho e Bidu tiveram situações diferentes


Antes da partida, as ausências de Hugo Souza, Matheuzinho e Matheus Bidu haviam sido relacionadas ao controle de carga. Na coletiva, Diniz detalhou individualmente as condições dos três jogadores.


Segundo o treinador, Bidu vinha atuando com dores no púbis e permaneceu em São Paulo principalmente para tratar o incômodo. Matheuzinho apresentava sinais de esgotamento após disputar todos os jogos do Corinthians desde o retorno da Copa do Mundo.

“O jogador não é só músculo e osso, mas também é músculo e osso. O Bidu já vinha havia algum tempo jogando com sacrifício por conta da dor no púbis. Já o Matheuzinho, desde que voltamos da Copa, jogou todas as partidas durante 90 minutos. O corpo dele já estava pedindo uma recuperação”, contou.

Diniz afirmou que a percepção do próprio Matheuzinho foi determinante para a decisão. Caso o lateral tivesse se sentido em condições plenas, teria viajado e ficado à disposição.


Em relação a Hugo Souza, o técnico revelou que o goleiro sentiu um desconforto no joelho e demonstrou insegurança. A comissão optou por preservá-lo e escalou Kauê no Couto Pereira.


Memphis pode atuar como falso 9


Memphis Depay substituiu Pedro Raul no intervalo e permaneceu em campo durante todo o segundo tempo. O holandês participou das principais chegadas ofensivas do Corinthians e finalizou duas vezes em sequência aos 34 minutos, mas não conseguiu superar Pedro Morisco.


A atuação ocorreu poucos dias depois de o atacante renovar o contrato com o Corinthians até julho de 2028. Diniz considerou a participação como a melhor do camisa 10 desde que assumiu o comando da equipe.

“O Memphis jogou 51 minutos e, na minha opinião, foi muito bem. Desde que eu estou aqui, foi a melhor participação dele. É um jogador que traz muito peso para o time e mais pressão para o adversário. É um jogador de nível mundial. É muito bom para a gente poder contar com ele”, elogiou.

O treinador também confirmou que utilizar Memphis como um falso 9 é uma alternativa enquanto Yuri Alberto permanece no departamento médico.

“É uma das possibilidades. A posição em que ele mais atuou na vida foi essa em que jogou hoje. Com a presença do Yuri, temos dois jogadores de nível muito alto que precisamos encaixar. Não é algo que vamos fazer sempre, mas, se for o melhor para o time neste momento, é uma possibilidade bem real e concreta”, explicou.

Diniz defende o elenco e admite necessidade de reforços


Questionado sobre as limitações provocadas pelos três transfer bans que impedem o Corinthians de registrar jogadores, Diniz voltou a defender a qualidade do grupo.


O treinador citou as oportunidades concedidas a Dieguinho e Gui Negão, além da presença de João Pedro Tchoca e Iago Machado entre os relacionados. Também lembrou que perdeu Labyad, Kayke e Vitinho por lesões que exigiram cirurgias.


Embora tenha afirmado que não gosta de trabalhar com grupos numerosos, Diniz reconheceu que novos jogadores poderiam ampliar as opções para a sequência da temporada.

“Eu gosto do time e gosto do elenco. Não gosto de elenco imenso. Com a volta dos jogadores e conseguindo mantê-los em campo, sem ir para o departamento médico, temos um time com o qual conseguimos tocar a temporada. Obviamente, se conseguirmos pagar os transfer bans e fazer uma ou duas contratações, serão muito bem-vindas”, declarou.

Técnico promete ajudar Lingard a recuperar seu melhor nível


Jesse Lingard voltou a ficar à disposição após sofrer uma entorse no tornozelo e entrou aos 36 minutos do segundo tempo. O inglês substituiu Kaio César e participou da pressão final exercida pelo Corinthians.


Diniz lembrou que o meio-campista viveu seu melhor momento na equipe pouco depois da chegada da atual comissão técnica, quando ganhou espaço entre os titulares, marcou gols e distribuiu assistência.


Na sequência, Lingard precisou lidar com a perda do avô e teve a continuidade prejudicada pela lesão no tornozelo. O treinador considerou que o jogador apresentou uma evolução diante do Coritiba.

“Hoje, em relação aos outros jogos, ele entrou e conseguiu contribuir um pouco mais. É um jogador que já tem uma história bonita no futebol, e vamos fazer de tudo para ajudá-lo a voltar ao seu melhor”, afirmou.

Corinthians mantém cautela com jogadores da base


Diniz também comentou a possibilidade de recorrer às categorias de base diante das lesões e das restrições para contratar. O treinador afirmou que acompanha atletas desde o Sub-17, mas ressaltou que a transição para o profissional precisa ser conduzida de maneira cuidadosa.

“Todo mundo acha que é só colocar. Se você coloca um jogador de 17 ou 18 anos, ele vai mal e acaba queimado rapidamente. Temos que avaliar se está pronto. Quando a ocasião permitir e percebermos que o jogador está maduro, vamos lançar”, explicou.

Breno Bidon, Gui Negão e Dieguinho foram utilizados diante do Coritiba. João Pedro Tchoca e Iago Machado permaneceram no banco de reservas.

“Não funciona assim, de sempre ter uma geração com cinco ou seis jogadores para lançar. Estamos olhando todos. Se percebermos que existe um jogador pedindo passagem, vamos dar oportunidade”, completou.

Diniz explica cruzamentos e mudança com Raniele


O gol de Raniele nasceu em um cruzamento de Allan pela esquerda, repetindo uma característica presente em boa parte dos gols recentes do Corinthians. Diniz negou que a bola aérea seja a única alternativa ofensiva da equipe e relacionou o número de cruzamentos à postura defensiva dos adversários.


Segundo o treinador, equipes que atuam com linhas baixas reduzem os espaços pelo centro, fazendo com que as jogadas terminem com maior frequência pelos lados.


Insistir apenas nas infiltrações por dentro, na visão de Diniz, também aumenta a exposição aos contra-ataques.


O técnico ainda explicou a saída de Pedro Milans no intervalo e a utilização de Raniele na lateral direita. A mudança permitiu a entrada de Matheus Pereira no meio-campo sem que a equipe perdesse força física e estatura diante de um adversário perigoso pelo alto.


Diniz ressaltou que a substituição não aconteceu por uma avaliação negativa sobre Milans. O objetivo era aumentar a mobilidade e a criatividade no setor central, além de aproximar os meio-campistas de Memphis.


E você, torcedor, concorda com a análise de Fernando Diniz sobre a derrota? Deixe sua opinião nos comentários.


O Corinthians volta a campo no próximo domingo (30), às 16h, quando recebe o Santos na Neo Química Arena, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com 32 pontos, o Timão ocupa a décima posição e tenta encerrar uma sequência de duas derrotas na competição.


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