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Emily Lima cita “falta de respeito”, explica evolução das Brabas e projeta final

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Redação InfoTimão
há 11 minutos
6 min de leitura

Técnica detalha mudança tática, reação com uma jogadora a menos, possível retorno de Erika e bastidores da classificação do Corinthians


Emily Lima explica evolução do Corinthians e projeta final contra o São Paulo.
Emily Lima explica evolução do Corinthians e projeta final contra o São Paulo. Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

A classificação para a décima final consecutiva do Campeonato Brasileiro Feminino abriu espaço para Emily Lima fazer uma análise mais ampla sobre o momento do Corinthians. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, na Neo Química Arena, a treinadora explicou mudanças realizadas nas últimas semanas, detalhou a reorganização da equipe depois da expulsão de Thaís Regina e revelou aspectos internos que ajudaram a mobilizar as Brabas.


Emily também afirmou que comentários considerados por ela como uma “falta de respeito” à história do futebol feminino do Corinthians serviram de combustível para o elenco antes da semifinal decisiva. Além disso, falou sobre a primeira final à frente do clube, respondeu às críticas recebidas durante a temporada, comentou a ausência de Letícia Monteiro e começou a projetar as alternativas para enfrentar o São Paulo.


Para a treinadora, chegar à decisão representa um momento especial, mas não encerra o objetivo da equipe.


“É um privilégio para mim poder estar disputando mais uma final na minha carreira, só que agora do lado de cá”, afirmou Emily, que destacou ainda o desejo de transformar a classificação em título pelo Corinthians.

Assista à coletiva da Emily Lima



Emily explica mudança tática e crescimento do Corinthians


Um dos principais temas da coletiva foi a evolução apresentada pelo Corinthians justamente na reta decisiva do Brasileirão Feminino.


Emily explicou que a utilização de três zagueiras não representa algo totalmente novo para o elenco. O Corinthians já havia trabalhado com estruturas semelhantes anteriormente, e a treinadora afirmou conhecer bem essa característica por ter enfrentado a equipe diversas vezes ao longo da carreira.


A mudança também passou por diálogo com as jogadoras. Segundo Emily, decisões desse tipo são discutidas com o grupo, buscando entender em quais funções as atletas se sentem mais confortáveis.


Apesar da alteração em relação ao 4-4-2 em losango utilizado anteriormente, a técnica explicou que muitas funções individuais permaneceram semelhantes e que o próprio sistema pode se transformar durante os jogos.


Na avaliação da treinadora, essa familiaridade ajudou a devolver segurança às atletas.

Emily afirmou que o Corinthians vinha oscilando e que o atual desenho tem contribuído para potencializar características individuais e dar maior estabilidade à equipe.


Corinthians se reorganizou com dez; Emily critica critérios da arbitragem


A expulsão de Thaís Regina ainda no primeiro tempo obrigou a comissão técnica a alterar novamente a estrutura.


Emily contou que conversou imediatamente com Duda Sampaio para que a volante ocupasse uma função centralizada na defesa. O Corinthians manteve uma linha de cinco, com liberdade para que as alas avançassem quando surgissem espaços.


Depois, a equipe passou a alternar comportamentos entre 5-3-1 e 4-4-1. O objetivo era fortalecer o meio-campo, impedir que o Bahia circulasse a bola de um corredor ao outro e direcionar as adversárias para zonas menos perigosas.


A estratégia funcionou especialmente na segunda etapa. Mesmo com uma jogadora a menos, o Corinthians conseguiu recuperar bolas e encontrou espaços para atacar em velocidade.


Emily explicou que Jhonson e, posteriormente, Gisela Robledo foram preservadas de algumas responsabilidades defensivas para permanecerem em melhores condições nos contra-ataques. A técnica também destacou a entrada de Jaqueline pela capacidade da atacante no duelo individual.


Questionada sobre a expulsão de Thaís Regina, Emily criticou o que considerou uma diferença de critérios da arbitragem.


A técnica lembrou que as duas expulsões sofridas pelo Corinthians na temporada aconteceram com a mesma árbitra e defendeu que os critérios fossem aplicados da mesma maneira para as duas equipes. A crítica representa a avaliação de Emily sobre a atuação de Deborah Cecília Cruz Correia.


Depois do lance, a preocupação da comissão passou também por controlar o aspecto emocional. Emily contou que pediu calma às atletas e revelou que Thaís Regina pediu desculpas após a expulsão.


A resposta foi simples:


“Faz parte do jogo e fica tranquila, porque a equipe representou”.

“Falta de respeito” virou combustível para as Brabas


Uma das falas mais fortes da coletiva surgiu quando Emily foi questionada sobre o ambiente criado antes da semifinal.


A treinadora explicou que o Corinthians trabalha constantemente com a palavra respeito e ressaltou que o Bahia chegou às semifinais por mérito, depois de eliminar o Palmeiras.


Ao mesmo tempo, Emily disse que atletas e comissão acompanharam declarações e comentários externos que, em sua avaliação, diminuíram a história e o trabalho realizado pelo futebol feminino do Corinthians.


Segundo a técnica, o assunto esteve presente durante toda a semana e também no vestiário antes da partida.


“Foi sim uma falta de respeito e isso foi um fator motivacional”, afirmou Emily.

A treinadora fez questão de esclarecer que não atribuía essa postura especificamente ao Bahia. A crítica foi direcionada de maneira mais ampla ao que ouviu, leu e acompanhou antes do confronto.


Para Emily, a melhor resposta precisava ser apresentada dentro de campo.

E ela veio com duas vitórias por 1 a 0, 2 a 0 no placar agregado e nenhum gol sofrido na semifinal.


Emily já pensa no São Paulo e cita retorno de Erika


Poucos minutos depois da classificação, Emily admitiu que ainda não havia conseguido elaborar detalhadamente o plano para enfrentar o São Paulo.


A treinadora contou que entrou no vestiário, pegou a prancheta e imediatamente pensou no rival, mas ouviu de sua auxiliar que deveria descansar alguns minutos antes de começar a trabalhar na decisão.


Apesar disso, Emily já antecipou uma mudança importante.


Duda Sampaio terminou a partida contra o Bahia atuando centralizada na defesa depois da expulsão de Thaís Regina, mas a técnica indicou que não pretende utilizar a volante nessa função desde o início contra o São Paulo.


Uma das possibilidades é o retorno de Erika, ausente da semifinal por um desconforto no joelho esquerdo.


“A gente tem o retorno da Erika, se tudo der certo”, afirmou Emily, que também citou Agustina e outras alternativas utilizadas nos treinamentos.

Thaís Regina, expulsa contra o Bahia, será desfalque na primeira partida da final.

Durante outra resposta, Emily também mencionou a expectativa de voltar a jogar na Neo Química Arena no sábado, diante da torcida, para realizar um bom primeiro confronto da decisão.


A declaração indica o planejamento interno apresentado pela treinadora naquele momento. O InfoTimão atualizará data, horário e local da final assim que houver confirmação oficial da organização da competição.


A torcida, aliás, recebeu elogios especiais de Emily. A técnica classificou a Fiel como o “12º jogador” e destacou o apoio constante depois da expulsão de Thaís Regina.


Letícia Monteiro, críticas e primeira final pelo Corinthians


Emily também respondeu sobre a situação de Letícia Monteiro, que não tem aparecido entre as opções utilizadas pela comissão técnica.


A treinadora não apontou lesão, problema disciplinar ou questão pessoal específica.


Segundo ela, existem situações internas e decisões tomadas no dia a dia que fizeram a comissão optar por não utilizar a camisa 19 neste momento.


Emily comparou a situação a decisões adotadas anteriormente com outras jogadoras e disse esperar contar novamente com Letícia em breve, lembrando que o Corinthians ainda terá outras competições na temporada.


As cobranças recebidas pela própria treinadora ao longo dos primeiros meses no clube também entraram em pauta.


Emily afirmou que utiliza pouco as redes sociais e que pessoas próximas ajudam a protegê-la do ambiente externo. Segundo a técnica, sua concentração permanece no trabalho realizado diariamente com o elenco.


Ela reconheceu o direito da torcida de cobrar, mas garantiu não se sentir pressionada.


“Eu saio todo dia de casa para fazer 100% para o Corinthians”, declarou.

Emily foi além e afirmou que seria a primeira a reconhecer caso entendesse que seu trabalho já não estivesse atendendo às expectativas do clube.


Para a treinadora, a dimensão vencedora do Corinthians é justamente parte do desafio que buscava na carreira.


“Se eu quisesse coisa fácil, eu ia buscar outra coisa para a minha vida. Eu queria exatamente isso”, disse.

Agora, o desafio passa a ser a primeira final de Emily Lima comandando as Brabas. A treinadora, que durante anos enfrentou o Corinthians como adversária, terá a oportunidade de buscar seu primeiro título à frente do clube justamente em uma decisão contra o São Paulo.


Depois de garantir a décima final consecutiva do Brasileirão Feminino, o Corinthians inicia a preparação para os dois clássicos que definirão o campeão nacional.


O InfoTimão acompanha todos os detalhes da preparação das Brabas e traz as principais informações, bastidores e repercussões da final contra o São Paulo.

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