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Corinthians sofre terceiro transfer ban após atrasar parcela de R$ 8 milhões na CNRD

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    Redação InfoTimão
  • há 1 dia
  • 5 min de leitura

Nova punição impede o clube de registrar jogadores por seis meses; Timão também possui dois bloqueios ativos aplicados pela Fifa


Corinthians sofre novo transfer ban após atraso em pagamento à CNRD.
Corinthians sofre novo transfer ban após atraso em pagamento à CNRD. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O Corinthians terá de enfrentar mais um obstáculo para reforçar seu elenco. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) aplicou um novo transfer ban ao clube após o atraso no pagamento de uma parcela de aproximadamente R$ 8 milhões. Com isso, o Timão passou a acumular três punições simultâneas que impedem o registro de novos jogadores.


A quinta parcela do acordo firmado na CNRD venceu na última sexta-feira (17). Diante do descumprimento, o clube recebeu o seu terceiro transfer ban e foi proibido de registrar atletas pelo período de seis meses. A sanção possui efeito imediato, e a diretoria ainda não informou quando pretende quitar a pendência.


O novo bloqueio é o terceiro aplicado ao Corinthians em cerca de dois meses. Além da punição nacional, o clube possui dois transfer bans ativos no sistema da Fifa e chega à abertura da janela de transferências, marcada para segunda-feira (20), sem poder registrar reforços.


CNRD aplica punição por atraso de parcela


A decisão foi determinada depois que o próprio Corinthians informou no processo que não havia cumprido o pagamento dentro do prazo estabelecido pela Ordem Processual nº 3.


No documento enviado ao clube, o relator determinou a “proibição de registro de novos atletas pelo período de seis meses”.


O acordo foi aprovado em abril de 2025 para organizar o pagamento de mais de R$ 76 milhões em dívidas com clubes, jogadores e intermediários do futebol brasileiro. A CNRD estabeleceu um cronograma de parcelas trimestrais, com duração de seis anos.


Na prática, o plano foi criado para reunir diferentes processos em um único cronograma de pagamentos, reduzindo o risco de cobranças e punições isoladas contra o Corinthians.


Somando as quatro prestações anteriores, o clube já pagou aproximadamente R$ 28 milhões. A quinta parcela, porém, não foi quitada até a data prevista.


Corinthians já havia atrasado parcelas do mesmo acordo


Não é a primeira vez que o Corinthians descumpre o cronograma estabelecido na CNRD.


Em 2025, o clube atrasou as duas primeiras parcelas do acordo e também recebeu um transfer ban com duração prevista de seis meses. Na ocasião, o pagamento posterior não provocou a retirada automática da punição.


As regras do plano preveem que atrasos recorrentes podem resultar em bloqueio por pelo menos seis meses, mesmo depois da regularização do valor vencido.


Por isso, o pagamento dos aproximadamente R$ 8 milhões pode não ser suficiente para encerrar imediatamente a nova restrição. Além de quitar a parcela, o Corinthians precisará buscar uma decisão favorável da CNRD para tentar antecipar o fim do bloqueio.


Corinthians acumula terceiro transfer ban


A punição aplicada no Brasil se soma aos dois transfer bans já registrados pela Fifa contra o futebol masculino do Corinthians.


Como o InfoTimão detalhou na matéria sobre as punições internacionais, o primeiro bloqueio entrou em vigor em 21 de maio de 2026 e foi estabelecido por três períodos de registro.


A sanção está relacionada à dívida de aproximadamente US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 7,7 milhões, com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez.


Já o segundo transfer ban da Fifa começou em 13 de julho e aparece no sistema da entidade como válido até que seja retirado. Ele foi provocado pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil, aproximadamente R$ 1,15 milhão.


A multa está ligada ao descumprimento de decisões nos processos envolvendo José Martínez, Charles, contratado do Midtjylland, e Talles Magno, que esteve emprestado pelo New York City FC.



Os três bloqueios ativos


CNRD: atraso da quinta parcela do acordo com credores brasileiros, no valor aproximado de R$ 8 milhões. A punição foi aplicada por seis meses.


Fifa — Philadelphia Union: dívida de aproximadamente R$ 7,7 milhões pela contratação de José Martínez. O bloqueio foi estabelecido por três períodos de registro.


Fifa — multa disciplinar: débito de US$ 225 mil relacionado aos casos José Martínez, Charles e Talles Magno. A sanção permanecerá ativa até ser oficialmente retirada.

A regularização de uma dessas pendências não elimina automaticamente as outras duas.


Punições comprometem abertura da janela


A janela de transferências do futebol brasileiro será aberta na próxima segunda-feira, 20 de julho. Enquanto os bloqueios permanecerem ativos, o Corinthians não poderá registrar novos jogadores, independentemente de uma eventual chegada por compra, empréstimo ou sem custos de transferência.


A diretoria pode continuar negociando valores, salários e condições contratuais, mas nenhum reforço poderá ser inscrito para disputar partidas oficiais.


Na prática, Arthur Melo, Wesley ou qualquer outro jogador podem negociar e até alcançar um acordo com o Corinthians, mas não poderão ser registrados enquanto ao menos um dos transfer bans permanecer vigente.


A situação contrasta com a declaração recente de Marcelo Paz. Em entrevista ao programa Jogo Aberto, o executivo de futebol afirmou que o Corinthians não atravessaria a janela sob transfer ban.


Desde a declaração, porém, o clube recebeu mais duas punições: a multa disciplinar não paga à Fifa e o novo bloqueio determinado no processo da CNRD.



Arthur Melo e Wesley dependem da retirada dos bloqueios


O Corinthians mantém conversas pelo volante Arthur Melo, da Juventus, e pelo atacante Wesley, que pertence ao Al-Nassr. As duas possibilidades são avaliadas por empréstimo.


Mesmo que avance nas negociações, o clube não poderá registrar os atletas antes de solucionar os três bloqueios.


Antes da aplicação das duas punições mais recentes, a diretoria trabalhava para alcançar um acordo com o Philadelphia Union e retirar o primeiro transfer ban. Agora, precisará solucionar pendências em duas instâncias diferentes para voltar a movimentar o elenco masculino.



Sequência de punições expõe crise financeira


Os três transfer bans mostram que as dificuldades financeiras do Corinthians deixaram de representar apenas um problema administrativo e passaram a provocar consequências esportivas diretas.


No Brasil, o clube voltou a descumprir o plano criado para organizar suas dívidas com credores nacionais. No exterior, permanece punido por atrasos em acordos e decisões envolvendo contratações realizadas nas últimas temporadas.


O novo bloqueio também amplia o custo necessário para regularizar a situação. Além da parcela de aproximadamente R$ 8 milhões da CNRD, o Corinthians precisa resolver a dívida com o Philadelphia Union e pagar a multa disciplinar de US$ 225 mil para buscar a retirada das punições internacionais.


A dois dias da abertura da janela, o Corinthians enfrenta um cenário crítico: precisa solucionar pendências nacionais e internacionais antes de voltar a registrar reforços.


Até que isso aconteça, qualquer negociação seguirá limitada aos bastidores, sem possibilidade de inscrição de novos atletas.


O InfoTimão seguirá acompanhando as tratativas com os credores, as decisões da CNRD e os impactos dos três transfer bans no planejamento esportivo do Corinthians.

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