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Corinthians supera problemas, anula o Flamengo e conquista a Supercopa do Brasil de 2026

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    Redação InfoTimão
  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura
Jogadores do Corinthians levantam o troféu da Supercopa do Brasil após vencerem o Flamengo.
Jogadores do Corinthians levantam o troféu da Supercopa do Brasil após vencerem o Flamengo. Foto: Mateus Bonomi / AGIF

O Corinthians iniciou a temporada de 2026 da melhor forma possível. No primeiro dia de fevereiro, o Timão venceu o Flamengo por 2 a 0, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e conquistou o bicampeonato da Supercopa do Brasil, levantando o primeiro troféu do ano em um cenário marcado por adversidades dentro e fora de campo.


Os gols da decisão foram marcados por Gabriel Paulista e Yuri Alberto, em uma atuação madura, estratégica e resiliente da equipe comandada por Dorival Júnior, que superou não apenas o elenco mais caro da América do Sul, mas também um surto de virose que atingiu jogadores e membros da comissão técnica às vésperas da final.


Além do título, o Corinthians garantiu uma importante premiação financeira. O clube recebeu R$ 6,35 milhões referentes à cota de participação no torneio, além de um bônus extra de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,3 milhões, destinado ao campeão da Supercopa.


Virose, desfalques e estratégia: os bastidores do título da Supercopa


A conquista ganha contornos ainda mais emblemáticos ao considerar os problemas enfrentados pelo Timão na preparação. Um surto de virose acometeu ao menos 11 atletas do elenco, prejudicando treinamentos, recuperação física e até reuniões táticas no CT Joaquim Grava.


Jogadores como Yuri Alberto, Rodrigo Garro, Vitinho, Hugo Souza, Raniele, Pedro Raul e Pedro Milans apresentaram sintomas. O camisa 9, autor do segundo gol da final, foi um dos mais afetados e sequer conseguiu participar da análise de vídeo do adversário no sábado anterior à decisão, recebendo orientações individuais no dia do jogo.


Garro, cotado para iniciar a partida, chegou a acordar o médico do clube ainda na madrugada de domingo, relatando fortes sintomas. Por precaução, Dorival optou por preservá-lo no início e acioná-lo apenas na segunda etapa, priorizando a estabilidade física do time.


Diante desse cenário, o treinador montou uma equipe compacta, intensa no meio-campo e extremamente disciplinada taticamente, neutralizando os principais pontos fortes do Flamengo.


Timão faz 2 a 0 em Brasília, quebra recorde de público e levanta o troféu nacional.
Timão faz 2 a 0 em Brasília, quebra recorde de público e levanta o troféu nacional. Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Escalação e leitura de jogo de Dorival Júnior


O Corinthians entrou em campo com Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista e Matheus Bidu; Raniele, André, Carrillo e Breno Bidon; Memphis Depay e Yuri Alberto.


A escolha por Gabriel Paulista no lugar de André Ramalho foi determinante. O zagueiro atuou como peça-chave na construção de uma linha defensiva sólida, enquanto Raniele, jogando pela direita, teve a missão de anular Arrascaeta, função cumprida com eficiência.


Os jovens André e Breno Bidon também tiveram atuações de destaque, garantindo proteção à zaga e qualidade na saída de bola, mesmo com o Flamengo registrando maior posse ao longo do primeiro tempo.


Primeiro tempo equilibrado e vantagem alvinegra


A decisão começou intensa, com o Corinthians buscando o campo ofensivo desde os primeiros minutos. Apesar das investidas iniciais do Flamengo, o Timão encaixou a marcação e passou a controlar o ritmo do jogo.


O gol alvinegro saiu em jogada ensaiada de bola parada. Após cobrança curta de escanteio, a bola passou pelo meio-campo até chegar a Matheuzinho, que cruzou na área. Gustavo Henrique desviou de cabeça e Gabriel Paulista apareceu para finalizar de primeira, abrindo o placar.


O Corinthians ainda teve chances de ampliar antes do intervalo, especialmente em contra-ataques rápidos puxados por Breno Bidon e Memphis, mas o placar permaneceu em 1 a 0.


Corinthians comemora gol de Gabriel Paulista sobre o Flamengo na Supercopa 2026.
Corinthians comemora gol de Gabriel Paulista sobre o Flamengo na Supercopa 2026. Foto: Adriano Machado / REUTERS

Expulsão, controle e o golpe final no segundo tempo


No último lance da primeira etapa, Carrascal atingiu Breno Bidon com uma cotovelada. Após revisão do VAR no intervalo, o árbitro expulsou o jogador flamenguista antes do reinício da partida.


Mesmo com um a mais, o Corinthians precisou de alguns minutos para se ajustar. O Flamengo ainda levou perigo no início do segundo tempo, mas sem conseguir converter em gols.


Aos poucos, o Timão passou a trocar mais passes e explorar os espaços. Um gol chegou a ser marcado, mas foi anulado por impedimento na origem da jogada.


Já nos acréscimos, veio o golpe definitivo. Em jogada rápida, Kaio César, estreante pelo clube, encontrou Yuri Alberto, que deu um chapéu em Rossi e completou de cabeça para o gol vazio. O lance foi checado pelo VAR e confirmado, selando a vitória por 2 a 0 e a conquista do título.


Título que simboliza resiliência e grandeza


A Supercopa de 2026 reforça um roteiro improvável que o Corinthians vem escrevendo nos últimos anos. Mesmo enfrentando dificuldades administrativas, políticas, financeiras e agora médicas, o clube segue competitivo e vencedor.


Após os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2025, o Timão inicia 2026 com mais uma taça, provando que organização, estratégia e espírito coletivo seguem sendo marcas registradas da camisa alvinegra.


Agora, o Corinthians volta suas atenções para o Campeonato Paulista. O próximo compromisso será contra o Capivariano, nesta quinta-feira, às 20h30, na Neo Química Arena, pela sexta rodada da competição.



No InfoTimão, a Fiel acompanha todos os bastidores, análises e desdobramentos dessa conquista histórica que já entrou para a galeria de feitos improváveis do clube do povo.

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