Corinthians é dominado pelo Cruzeiro e perde por 3 a 0 no Mineirão pelo Brasileirão
- Redação InfoTimão

- 24 de nov. de 2025
- 4 min de leitura

Cruzeiro controla o jogo desde o início, expõe fragilidades do Corinthians na saída de bola e constrói vitória sem sofrer riscos no Mineirão
O Corinthians viveu uma noite de extrema dificuldade no Mineirão. Neste domingo, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time de Dorival Júnior foi amplamente superado pelo Cruzeiro e acabou derrotado por 3 a 0, com gols de Kaio Jorge, duas vezes, e Arroyo. A atuação corinthiana esteve longe do ideal, marcada por falhas defensivas, pouca criatividade e dificuldades constantes pelo lado direito do campo.
Com o resultado, o Corinthians permaneceu com 45 pontos e segue na décima colocação, agora distante dez pontos da zona de classificação para a Libertadores de 2026. O próximo desafio será contra o Botafogo, no domingo, dia 30, às 16h, na Neo Química Arena.
Escalação e ausências do Corinthians
Dorival Júnior teve desfalques importantes. Hugo Souza, Memphis Depay, Matheus Bidu e Maycon ficaram fora por questões físicas. Assim, o Corinthians iniciou a partida com:
Felipe Longo; Matheuzinho, João Pedro, Gustavo Henrique, Fabrizio Angileri e Hugo Farias; Raniele, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Gui Negão e Yuri Alberto.
No banco de reservas, o treinador ainda contou com:
Kauê, André Ramalho, Félix Torres, Romero, André Carrillo, Cacá, Vitinho, Charles, Talles Magno, André, Dieguinho e José Martínez.
Cruzeiro controla as ações desde o início e abre vantagem
O Corinthians chegou ao Mineirão buscando manter viva a disputa por uma vaga na fase preliminar da Libertadores, mas a postura em campo rapidamente mostrou um cenário de resistência. Logo aos três minutos, Arroyo levou perigo em jogada de velocidade, iniciando uma sequência de ataques mineiros que expôs fragilidades alvinegras.
Felipe Longo precisou trabalhar cedo, e a equipe sofreu com as investidas pelo setor de Matheuzinho, alvo constante do Cruzeiro. O Timão encontrou enorme dificuldade para manter a posse e para controlar o ritmo do adversário, que circulava a bola com facilidade no campo ofensivo.
A pressão culminou no gol aos 26 minutos. Longo fez grande defesa no primeiro lance, mas Kaio Jorge aproveitou o rebote e abriu o placar. O Corinthians tentou reagir na bola parada, mas sem construir chances reais. Antes do intervalo, Lucas Silva ainda arriscou de longe e quase ampliou.
Sem criatividade e com pouca mobilidade no meio-campo, o Corinthians terminou o primeiro tempo dominando a posse apenas nos minutos finais, porém sem transformar isso em perigo efetivo.
Segundo tempo repete o roteiro e Cruzeiro amplia o placar
A volta do intervalo trouxe o mesmo panorama. O Cruzeiro seguiu intenso, agressivo e explorando o lado direito da defesa corinthiana. Logo no início, Arroyo cruzou, a bola desviou em Tchoca e sobrou livre para Kaio Jorge, que dominou com tranquilidade e marcou o segundo gol.
O Corinthians só conseguiu criar seu primeiro lance de real perigo aos 13 minutos, quando Matheuzinho cruzou e Yuri Alberto cabeceou com perigo. Porém, foi um dos raros momentos ofensivos da equipe.
Aos 18 minutos, Arroyo apareceu novamente em velocidade, avançou sem marcação e bateu firme para fazer 3 a 0, decretando um cenário ainda mais confortável para o time de Leonardo Jardim.
O Corinthians tentou adiantar suas linhas e teve mais posse nos minutos seguintes, mas seguiu incapaz de transformar domínio territorial em finalizações. A situação se agravou aos 37 minutos, quando José Martínez foi expulso após cotovelada em Matheus Pereira, identificada pelo VAR.
Nos acréscimos, o Cruzeiro ainda marcou o quarto gol, mas o lance foi anulado por falta ofensiva de Sinisterra sobre Matheuzinho. O apito final confirmou uma noite de superioridade absoluta dos mineiros.
Análise tática: saída de bola travada compromete desempenho do Corinthians
A derrota no Mineirão é explicada também pela grande dificuldade do Corinthians em iniciar suas jogadas. O Cruzeiro montou uma pressão coordenada sobre a primeira fase de construção, impedindo que a equipe avançasse com passes curtos.
Raniele e Breno Bidon, responsáveis por dar dinâmica à saída de jogo, foram rapidamente neutralizados. Sempre que recebiam a bola, tinham poucos segundos para agir devido ao encaixe agressivo do meio-campo mineiro. Sem opções claras, o Corinthians se via preso no próprio campo.
Para tentar resolver o problema, Rodrigo Garro recuou diversas vezes para auxiliar na construção. Porém, essa estratégia acabou abrindo um novo problema: o argentino se distanciou do setor ofensivo, deixando Yuri Alberto e Gui Negão demasiadamente isolados. Assim, o Timão perdeu profundidade e não encontrou transições organizadas.
Com o meio travado, a equipe passou a apostar em lançamentos longos de Tchoca e Angileri. As bolas, no entanto, raramente encontraram destino, e os erros alimentaram o padrão mineiro: retomada rápida, aceleração vertical e avanço ao ataque em poucos toques.
No segundo tempo, Dorival ajustou o setor com as entradas de André Carrillo e André, que deram mais qualidade aos passes iniciais. O Corinthians passou a sair melhor da pressão, mas as falhas defensivas persistiram, especialmente na recomposição e na cobertura do lado direito. O Cruzeiro continuou encontrando espaços e manteve controle absoluto do jogo até o fim.
A análise evidencia a necessidade de ajustes imediatos na construção sob pressão, no posicionamento defensivo e na coordenação das linhas, sobretudo quando o adversário acelera pelos lados.

Próximo compromisso
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, dia 30, às 16h, na Neo Química Arena, para enfrentar o Botafogo pela 36ª rodada do Brasileirão. A equipe busca recuperação para encerrar a temporada de maneira digna e manter vivo o objetivo de se aproximar da zona de classificação para competições internacionais.
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