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Corinthians vê hepta escapar após abrir 3 a 0 e perde final da Libertadores nos pênaltis

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Redação InfoTimão
há 8 minutos
9 min de leitura

Brabas sofreram o 4 a 4 nos acréscimos, tiveram uma cobrança para conquistar o título e foram superadas pelo Cruzeiro por 5 a 4 nas penalidades


Brabas do Corinthians ficaram com o vice-campeonato.
Brabas do Corinthians ficaram com o vice-campeonato. Foto: Staff Images Woman / CONMEBOL

O Corinthians ficou com o vice-campeonato da Libertadores Feminina 2026 depois de uma final em que esteve muito perto do heptacampeonato em diferentes momentos. Na noite deste sábado (31), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, as Brabas abriram 3 a 0 sobre o Cruzeiro, viram as mineiras reagirem, voltaram a construir dois gols de vantagem com o 4 a 2 e sofreram o empate por 4 a 4 nos acréscimos. Na disputa de pênaltis, o time alvinegro ainda teve uma cobrança para ser campeão, mas acabou derrotado por 5 a 4.


Gabi Zanotti marcou duas vezes no primeiro tempo e colocou o Corinthians em ótima situação na decisão. Logo depois do intervalo, Vic Albuquerque ampliou para 3 a 0. O Cruzeiro respondeu com dois gols em sequência, mas Vic voltou a balançar as redes e fez 4 a 2. Ketlin diminuiu novamente, e Letícia Ferreira apareceu nos acréscimos para levar a definição do título às penalidades.


A dramaticidade aumentou ainda mais nas cobranças. Depois de Lorena Bedoya desperdiçar pelo Cruzeiro nas alternadas, Gisela Robledo teve nos pés a bola do heptacampeonato. Se marcasse, encerraria a final e entregaria o título ao Corinthians.


A colombiana, porém, finalizou para fora. Milena Ferreira converteu na sequência para as mineiras e, na última tentativa alvinegra, Gi Fernandes parou em Camila Rodrigues.


O resultado encerrou uma sequência perfeita do Corinthians em decisões da Libertadores. Antes deste sábado, as Brabas haviam disputado seis finais e conquistado seis títulos. Mesmo com o vice, o clube permanece isolado como maior campeão da história da competição continental, com as taças de 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025.


Escalação do Corinthians na final da Libertadores


Emily Lima chegou à decisão sem duas atletas que haviam participado da campanha. Jhonson permaneceu fora depois de sofrer uma luxação acromioclavicular no ombro esquerdo contra o Caracas e retornar ao Brasil para passar por cirurgia. Ana Vitória também não ficou à disposição após apresentar um problema na região do adutor durante a competição.


Para a final, a treinadora promoveu mudanças em relação à equipe que havia iniciado a semifinal diante do Santa Fe. Gi Fernandes, Dayana Rodríguez e Gabi Zanotti começaram entre as titulares, enquanto Ivana Fuso, Andressa Alves e Belén Aquino ficaram como opções no banco.


O Corinthians iniciou a decisão com Lelê; Gi Fernandes, Thaís Regina, Erika, Thaís Ferreira e Tamires; Dayana Rodríguez, Duda Sampaio e Letícia Monteiro; Vic Albuquerque e Gabi Zanotti.


No banco de reservas ficaram Nicole Ramos, Gisela Robledo, Andressa Alves, Ariel Godoi, Ivana Fuso, Paola García, Juliete, Belén Aquino, Jaqueline e Duda Mineira.


O jogo


Melhores momentos



Primeiro tempo


O Corinthians iniciou a decisão disposto a assumir o controle por meio da posse de bola. A equipe de Emily Lima procurou construir desde o campo defensivo, movimentou o Cruzeiro com trocas de passes e encontrou principalmente pelo corredor direito uma rota para chegar com frequência ao ataque. As mineiras tentavam pressionar a saída alvinegra e até conseguiram a primeira finalização, com Byanca Brasil de longa distância, mas não demorou para as Brabas transformarem o domínio inicial em vantagem.


Aos três minutos, depois de circular a bola de um lado para o outro, o Corinthians encontrou Gi Fernandes com liberdade pela direita. A lateral levantou na área, e Gabi Zanotti apareceu para cabecear firme, fazendo a bola quicar antes de superar Camila Rodrigues. O gol colocou o Timão em vantagem logo no começo e deu ainda mais segurança para a equipe controlar a partida.


O Corinthians continuou melhor nos minutos seguintes. Duda Sampaio teve uma tentativa bloqueada na entrada da área, enquanto Gi Fernandes voltou a aparecer no campo ofensivo e arriscou depois de cortar para o meio. Durante boa parte do início da final, o Cruzeiro teve dificuldades para progredir com a bola e ficou restrito a lançamentos e tentativas de acelerar as jogadas em profundidade.


A partida ganhou maior equilíbrio a partir da metade da etapa. O Cruzeiro passou a avançar suas linhas e encontrou espaços principalmente em bolas mais diretas.


Vanessinha chegou a receber em condição perigosa antes de ter o impedimento assinalado, e Vitória Calhau tentou aproveitar um levantamento de Byanca Brasil. A melhor oportunidade mineira surgiu aos 31 minutos, quando Lorena Bedoya apareceu após uma construção pela direita e finalizou de primeira. Lelê reagiu e conseguiu desviar.


O Corinthians, porém, soube atravessar esse momento de maior presença adversária sem perder a organização. Tamires já havia obrigado Camila Rodrigues a trabalhar depois de receber de Duda Sampaio pela esquerda, enquanto Gi Fernandes seguia participando bastante das ações ofensivas pelo outro lado.


Aos 41 minutos, a pressão corinthiana sobre a saída de bola adversária resultou no segundo gol. Depois de um erro do Cruzeiro, Vic Albuquerque recuperou a posse dentro da área e encontrou Gabi Zanotti, que finalizou de primeira no canto direito. A camisa 10 marcou novamente e levou o Corinthians para o intervalo com 2 a 0, uma vantagem importante diante do cenário construído nos primeiros 45 minutos.


Segundo tempo


O Cruzeiro voltou para a etapa final precisando assumir mais riscos. Emily Lima manteve a formação inicial, e o espaço deixado pelas mineiras apareceu rapidamente. Aos três minutos, Letícia Monteiro recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Duda Sampaio fez um corta-luz que desmontou a marcação, e Vic Albuquerque chegou para finalizar de primeira, no contrapé de Camila Rodrigues.


Com o 3 a 0, o Corinthians parecia ter colocado uma das mãos na taça. A equipe havia sido superior durante grande parte da decisão e começava o segundo tempo ampliando uma vantagem já confortável. O cenário, porém, se transformou rapidamente.


O Timão passou a cometer erros na saída de bola e permitiu que o Cruzeiro recuperasse confiança. Primeiro, Gisseli aproveitou um passe equivocado de Lelê, avançou e obrigou a goleira a se recuperar para fazer a defesa. Pouco depois, uma nova chegada mineira terminou em desentendimento entre Lelê e Thaís Regina, e Byanca Brasil aproveitou a sobra para diminuir para 3 a 1.


O gol mudou o ritmo da final. O Cruzeiro avançou ainda mais suas linhas e, pouco depois, ganhou um pênalti após Lelê cometer falta em Marília. Vitória Calhau cobrou no ângulo e fez 3 a 2, reduzindo em poucos minutos a vantagem de três gols do Corinthians para apenas um.


Emily Lima tentou responder à pressão com a entrada de Jaqueline no lugar de Letícia Monteiro. O Corinthians buscou recuperar presença ofensiva e voltou a encontrar espaço pelo corredor direito. Aos 22 minutos, Gi Fernandes avançou e cruzou rasteiro para Vic Albuquerque, que apareceu na área para finalizar. Camila Rodrigues ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o segundo gol da camisa 17.


O 4 a 2 devolveu ao Corinthians uma margem que parecia suficiente para recuperar o controle emocional da decisão. Emily também colocou Belén Aquino no lugar de Dayana Rodríguez, enquanto o Cruzeiro novamente precisou assumir mais riscos.


Jaqueline ainda quase marcou o quinto ao aplicar um chapéu sobre a marcação e tentar encobrir Camila de longa distância, com a bola passando perto da trave.


As mineiras, entretanto, continuaram na partida. Aos 29 minutos, Byanca Brasil cobrou escanteio pela direita e Ketlin subiu para cabecear no canto de Lelê, reduzindo para 4 a 3. O gol recolocou o Corinthians sob pressão justamente na reta final.


A partir dali, o Cruzeiro intensificou as investidas, enquanto as Brabas passaram a encontrar mais dificuldades para controlar a posse e afastar o jogo do próprio campo. Letícia Alves ficou muito perto do empate ao girar na intermediária e soltar uma forte finalização que explodiu no travessão.


Aos 38 minutos, Emily Lima colocou Juliete e Gisela Robledo nos lugares de Tamires e Gabi Zanotti. A estratégia passou a ser resistir à pressão e administrar a vantagem mínima nos últimos minutos. O Corinthians conseguiu afastar algumas chegadas, mas não sustentou o resultado até o apito final.


Já nos acréscimos, um cruzamento pelo lado esquerdo encontrou Letícia Ferreira dentro da área. A atacante subiu mais alto que a marcação e cabeceou por cima de Lelê, deixando o placar em 4 a 4.


O Corinthians, que havia aberto 3 a 0 e depois retomado dois gols de vantagem com o 4 a 2, via a decisão escapar para as penalidades. Como o regulamento da Libertadores Feminina não prevê prorrogação, o título seria definido diretamente na marca da cal.


Pênaltis


A disputa começou sem erros. Byanca Brasil converteu a primeira cobrança do Cruzeiro, e Vic Albuquerque respondeu para o Corinthians. Na segunda série, Letícia Ferreira marcou para as mineiras, enquanto Duda Sampaio também balançou as redes.


O primeiro desperdício apareceu na terceira rodada. Pri Back cobrou pelo Cruzeiro, e Lelê fez a defesa, entregando ao Corinthians a primeira oportunidade de assumir vantagem na disputa. Jaqueline, porém, finalizou por cima da meta de Camila Rodrigues e manteve tudo igual.


Michelle Romero marcou na sequência para o Cruzeiro, e Belén Aquino respondeu com categoria. Na quinta série, Vitória Calhau converteu para as mineiras e colocou o Corinthians na obrigação de marcar. Thaís Ferreira mostrou tranquilidade, deslocou Camila e levou a definição para as cobranças alternadas.


Foi justamente nesse momento que o Corinthians ficou mais perto do heptacampeonato.


Lorena Bedoya mandou sua cobrança para fora. Pela primeira vez na disputa, as Brabas tinham a possibilidade de encerrar a final com o chute seguinte. Gisela Robledo caminhou até a marca da cal sabendo que, se convertesse, o Corinthians seria campeão da Libertadores pela sétima vez.


A colombiana, entretanto, também mandou para fora.


Depois de ter desperdiçado vantagens de 3 a 0 e 4 a 2 durante o tempo normal, o Corinthians deixava escapar outra oportunidade concreta de definir a decisão. Desta vez, não era apenas uma vantagem no placar: era uma cobrança que valia diretamente a taça.


O Cruzeiro ganhou uma nova vida. Milena Ferreira cobrou com firmeza e converteu, colocando novamente toda a pressão sobre o Corinthians. Gi Fernandes precisava marcar para manter as Brabas vivas, mas Camila Rodrigues acertou o lado e fez a defesa.


Fim de disputa: Cruzeiro 5 a 4 nos pênaltis.


Em uma final marcada por diferentes possibilidades de definição, o Corinthians viu a Libertadores escapar depois de estar três gols à frente, recuperar posteriormente uma vantagem de dois e ainda ter nos pés a cobrança que encerraria o confronto.


Corinthians perde pela primeira vez uma final de Libertadores


O vice-campeonato encerrou um retrospecto perfeito das Brabas em decisões da principal competição continental.


Antes de enfrentar o Cruzeiro, o Corinthians havia disputado seis finais de Libertadores Feminina e conquistado todas elas, nas edições de 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. A decisão de Quito tornou-se, portanto, a primeira em que o clube chegou ao último jogo do torneio e não levantou a taça.


Mesmo assim, o Corinthians permanece isolado como o maior vencedor da história da competição, com seis títulos.


A campanha de 2026 também terminou oficialmente invicta no tempo regulamentar. Foram seis partidas, cinco vitórias e um empate, 25 gols marcados e seis sofridos.


As Brabas derrotaram Colo-Colo, Caracas e Independiente Santa Fe na fase de grupos, golearam o Independiente Dragonas nas quartas de final e voltaram a superar o Santa Fe na semifinal antes do empate com o Cruzeiro na decisão.


A vaga na final havia sido conquistada com uma vitória por 2 a 1 sobre o Santa Fe, também depois de uma partida decidida na reta final.


O desempenho manteve o Corinthians entre as principais forças do continente, mas não foi suficiente para entregar o heptacampeonato nem o quarto título consecutivo da Libertadores.


Quarto vice-campeonato do Corinthians em 2026


A derrota em Quito também amplia uma característica dolorosa da temporada. O Corinthians chegou a quatro grandes decisões em 2026 e terminou todas com o vice-campeonato.


No início do ano, as Brabas foram superadas pelo Arsenal na final da Copa dos Campeões Feminina da Fifa, em Londres. Depois, ficaram com a segunda colocação da Supercopa do Brasil, diante do Palmeiras, e do Campeonato Brasileiro Feminino, contra o São Paulo.


Agora, o Cruzeiro impediu a conquista da Libertadores.


O Corinthians ainda tem o Campeonato Paulista pela frente e entra na reta final da temporada tentando transformar a regularidade que o levou repetidamente às decisões em seu primeiro título de 2026.


Anota aí, Fiel! Corinthians volta a campo pelo Paulistão


Depois da campanha continental, as Brabas terão pouco mais de duas semanas antes do próximo compromisso oficial.


O Corinthians volta a campo na terça-feira, 17 de novembro, às 21h, para enfrentar o Red Bull Bragantino pelo jogo de ida do Play-In do Campeonato Paulista Feminino. A partida será disputada no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.


A volta está prevista para o dia 22 de novembro, com mando corinthiano. Em caso de igualdade no placar agregado, a classificação para a semifinal será definida nos pênaltis.


Depois de ver a Libertadores escapar em uma das finais mais dramáticas de sua história recente, o Corinthians terá no Estadual sua próxima oportunidade de reagir e buscar um título na temporada.


Ficha técnica – Corinthians 4 (4) x (5) 4 Cruzeiro


Competição: CONMEBOL Libertadores Feminina 2026 – Final

Data: 31 de outubro de 2026

Horário: 21h (de Brasília)

Local: Estádio Rodrigo Paz Delgado, Quito, Equador

Árbitra: Dione Rissios (CHI)

Assistentes: Leslie Vásquez e Yomara Salazar

VAR: Milagros Arruela

Gols do Corinthians: Gabi Zanotti (2) e Vic Albuquerque (2)

Gols do Cruzeiro: Byanca Brasil, Vitória Calhau, Ketlin e Letícia Ferreira

Pênaltis: Cruzeiro 5 x 4 Corinthians

CORINTHIANS: Lelê; Gi Fernandes, Thaís Regina, Erika, Thaís Ferreira e Tamires (Juliete); Dayana Rodríguez (Belén Aquino), Duda Sampaio e Letícia Monteiro (Jaqueline); Vic Albuquerque e Gabi Zanotti (Gisela Robledo). Técnica: Emily Lima.

CRUZEIRO: Camila Rodrigues; Yenifer Giménez, Letícia Alves (Milena Ferreira), Vitória Calhau e Gisseli (Ketlin); Ana Flávia (Pri Back), Lorena Bedoya e Isadora Amaral (Letícia Ferreira); Vanessinha, Byanca Brasil e Marília (Michelle Romero). Técnico: Jonas Urias.


O InfoTimão seguirá acompanhando a repercussão da final, as entrevistas das Brabas e a sequência da temporada alvinegra no Campeonato Paulista.


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InfoTimão, informação de corinthiano para corinthiano.

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