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Corinthians firma acordo com a PGFN e projeta redução de R$ 200 milhões na dívida bruta do clube

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    Redação InfoTimão
  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura
Osmar Stabile, presidente do Corinthians.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians. Foto: Gilson Lobo / AGIF

O Corinthians oficializou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que deve resultar em uma redução aproximada de R$ 200 milhões no passivo bruto total do clube. A dívida consolidada, hoje estimada em R$ 2,8 bilhões, passa a ter um cenário mais previsível após a renegociação de débitos com a União.


O acordo envolve uma dívida de R$ 1,2 bilhão, considerada irrecuperável pela PGFN, e garante desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos, reduzindo o valor a ser pago para R$ 679 milhões, com quitação ao longo de dez anos.


Segundo comunicado oficial, parte do abatimento já estava prevista em transações anteriores, por isso o impacto direto no passivo atual é estimado em cerca de R$ 200 milhões.


Panorama da dívida do Corinthians em 2025


De acordo com o último balancete disponível, referente a novembro de 2025, o Corinthians possui:

  • R$ 2,151 bilhões em dívidas gerais do clube

  • R$ 661 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena


Com isso, a dívida bruta total chega aos R$ 2,8 bilhões.


Entenda o acordo firmado com a PGFN


O acordo, cuja negociação teve início em 2024, estabelece condições diferenciadas para cada tipo de débito:


Débitos incluídos na transação

  • Débitos não previdenciários: R$ 1 bilhão

  • Débitos previdenciários: R$ 200 milhões

  • FGTS: R$ 15 milhões


Condições de pagamento

  • Débitos não previdenciários: até 120 parcelas mensais

  • Débitos previdenciários: até 60 parcelas mensais

  • FGTS: adesão à modalidade da Caixa Econômica Federal, com desconto superior a 30% e pagamento em 60 parcelas

  • Créditos de contribuição social: pagamento à vista, com 70% de desconto


A expectativa é que toda a dívida renegociada seja quitada em dez anos, desde que o clube mantenha plena regularidade fiscal.


Garantias apresentadas pelo clube


Como garantias para o cumprimento do acordo, o Corinthians ofereceu:

  • Recebíveis da Timemania

  • O Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões


A PGFN informou que acompanhará de forma contínua o cumprimento das obrigações assumidas pelo clube.


Impacto institucional e busca pela CND


Com a formalização do acordo, o Corinthians informou que passa a reunir as condições necessárias para obter a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento fundamental para:

  • Regularidade institucional

  • Ampliação de oportunidades administrativas

  • Novos acordos e contratos comerciais


Em nota oficial, o clube destacou que a renegociação representa “um avanço relevante no processo de reestruturação financeira, ao proporcionar maior previsibilidade ao fluxo de caixa e contribuir diretamente para a busca por saúde financeira e equilíbrio fiscal”.


Presidente destaca avanço fora de campo


O presidente Osmar Stabile celebrou o acordo e reforçou o compromisso da gestão com a responsabilidade financeira:


“Trata-se de uma conquista muito relevante para o Corinthians. É mais uma vitória fora de campo, que reforça nosso compromisso com a responsabilidade financeira e cria bases sólidas para um futuro mais previsível e sustentável.”

Contexto e próximos passos


A dívida renegociada foi acumulada ao longo de quase 20 anos e, até então, era classificada como de difícil recuperação. A partir de agora, o acordo exige que o clube mantenha regularidade fiscal contínua, condição essencial para a validade dos benefícios concedidos.


Para o Corinthians, o movimento representa um passo importante dentro de um processo mais amplo de reestruturação financeira, tema central nos bastidores do clube em 2025 e 2026.


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