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Análise tática: Corinthians controla o clássico na Vila, mas falta de agressividade impede a vitória sobre o Santos

  • Foto do escritor: Redação InfoTimão
    Redação InfoTimão
  • 16 de mar.
  • 4 min de leitura
Memphis no lance do gol marcado pelo Corinthians contra o Santos.
Memphis no lance do gol marcado pelo Corinthians contra o Santos. Foto: Marcos Ribolli

O Corinthians deixou a Vila Belmiro com a sensação de que poderia ter conquistado mais do que um empate. No clássico alvinegro disputado pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o Timão ficou no 1 a 1 com o Santos, em uma partida em que apresentou organização tática, controle territorial em diversos momentos e boas conexões ofensivas.


A equipe comandada por Dorival Júnior reagiu após um início de jogo complicado, abriu o placar com Memphis Depay, em jogada iniciada por Kaio César, mas acabou sofrendo o empate após um erro na saída de bola.


Mesmo sendo superior durante boa parte do confronto, o Corinthians voltou a esbarrar em um problema que tem marcado a temporada: a dificuldade de transformar domínio em vitória.


O que explica o empate do Corinthians no clássico


A atuação do Corinthians na Vila Belmiro pode ser resumida em três fatores táticos principais:

  • capacidade de reação após início pressionado pelo Santos

  • boa dinâmica ofensiva na conexão entre Kaio César e Memphis Depay

  • dificuldade para transformar posse e superioridade numérica em pressão ofensiva


O Timão controlou boa parte do jogo e criou as melhores oportunidades do clássico. No entanto, um erro individual e a falta de agressividade nos minutos finais impediram que o domínio se convertesse em três pontos.


Pressão inicial do Santos expôs dificuldades do Corinthians


Os primeiros minutos do clássico foram de pressão intensa do Santos. A equipe da casa conseguiu encurralar o Corinthians no campo defensivo e dificultou a saída de bola do time de Dorival Júnior.


Durante cerca de 15 minutos, o Timão teve dificuldades para conectar o meio-campo e iniciar a construção ofensiva com tranquilidade. A pressão santista forçou decisões rápidas na defesa e limitou a posse de bola corinthiana.


Com o passar da etapa inicial, porém, o Corinthians conseguiu ajustar seu posicionamento.


A partir desse momento, o time passou a encontrar espaços nas costas da linha de pressão santista, o que permitiu acelerar as transições ofensivas e equilibrar o confronto.


Kaio Cesar foi a grande novidade e um dos destaques do Corinthians no Clássico.
Kaio Cesar foi a grande novidade e um dos destaques do Corinthians no Clássico. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Kaio César muda a dinâmica ofensiva do Corinthians e gera nova opção tática


Um dos pontos positivos da atuação corinthiana foi o impacto de Kaio César no ataque.


O jogador trouxe velocidade, profundidade e capacidade de atacar os espaços, características que ajudaram o Corinthians a explorar melhor os contra-ataques.

Foi justamente em uma escapada de Kaio César que nasceu o gol do Timão. O atacante avançou com liberdade e serviu Memphis Depay, que finalizou para abrir o placar na Vila Belmiro.


A jogada evidenciou um dos caminhos mais perigosos do Corinthians no clássico: transições rápidas aproveitando os espaços deixados pela defesa santista.

A conexão entre Kaio César e Memphis Depay foi uma das principais armas ofensivas da equipe ao longo da partida.


Falha na saída de bola muda o rumo do clássico


Quando o Corinthians parecia ter o controle da partida, um erro individual mudou o cenário do clássico.


O zagueiro Gabriel Paulista saiu jogando errado e entregou a bola para Gabigol, que aproveitou a oportunidade para empatar o confronto poucos minutos depois do gol corinthiano.


Além de recolocar o Santos no jogo, o lance interrompeu o melhor momento do Corinthians na primeira etapa, quando o time já começava a se impor em campo.



Posse de bola sem agressividade travou o Corinthians no segundo tempo


Na etapa final, o Corinthians voltou a assumir o controle da posse de bola e passou a ocupar mais o campo ofensivo.


Apesar do domínio territorial, o time encontrou dificuldades para romper a última linha defensiva do Santos. Faltaram infiltrações, triangulações rápidas e movimentos entre linhas que pudessem desorganizar a defesa santista.


Mesmo com mais tempo com a bola, o Corinthians criou poucas situações claras de finalização. Em vários momentos, a posse acabou se tornando pouco produtiva, sem transformar controle de jogo em perigo real.


Superioridade numérica não foi bem aproveitada


Na reta final do clássico, o Corinthians passou a jogar com dois jogadores a mais em campo, cenário que normalmente representa uma grande oportunidade para pressionar o adversário.


No entanto, o Timão não conseguiu transformar essa vantagem em volume ofensivo.

Um fator que também dificultou esse momento foi o baixo tempo de bola rolando nos minutos finais. Os jogadores do Santos passaram a interromper o ritmo da partida, picando o jogo e tentando fazer o tempo correr.


A arbitragem acabou sendo permissiva com essa estratégia, o que contribuiu para reduzir ainda mais o ritmo do confronto.


Além disso, a entrada de Pedro Raul, que poderia oferecer alternativa no jogo aéreo, acabou pouco explorada. Mesmo com o atacante em campo, o Corinthians praticamente não utilizou cruzamentos para tentar aproveitar a presença física do centroavante.


Assim, a superioridade numérica não se transformou em pressão efetiva sobre a defesa santista.



O que o Corinthians precisa corrigir após o clássico?


A atuação na Vila Belmiro deixou sinais importantes para a sequência da temporada.

O Corinthians mostrou organização tática, capacidade de reação e controle territorial em vários momentos da partida.


Por outro lado, o clássico também evidenciou pontos que precisam evoluir:

  • maior agressividade ofensiva quando tem domínio da posse

  • melhor aproveitamento de superioridade numérica

  • mais objetividade no último terço do campo


Se conseguir transformar controle de jogo em maior volume ofensivo, o Corinthians tem condições de voltar a disputar posições mais altas no Campeonato Brasileiro.


Sequência sem vitórias aumenta pressão no Corinthians


O empate ampliou para cinco jogos a sequência sem vitórias do Corinthians na temporada.


A última vitória ocorreu em 19 de fevereiro, quando o Timão derrotou o Athletico-PR por 1 a 0 na Arena da Baixada.

Desde então foram:

  • empates contra Portuguesa, Cruzeiro e Santos

  • derrotas para Novorizontino e Coritiba


A sequência aumenta a pressão externa sobre o trabalho da comissão técnica, embora internamente a diretoria tenha demonstrado respaldo ao treinador.


Próximo jogo do Corinthians


O Timão volta a campo já na próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

Chapecoense x Corinthians

19 de março

21h30 (de Brasília)

Arena Condá, em Chapecó


A partida será uma nova oportunidade para o Corinthians tentar encerrar a sequência sem vitórias antes do início da fase de grupos da Libertadores.


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