Análise tática: Corinthians controla o jogo, mas repete problema crônico no ataque
- Redação InfoTimão

- há 2 dias
- 4 min de leitura

Organização existe, mas ineficiência no último terço volta a custar pontos ao time de Dorival Júnior
O Corinthians voltou a empatar no Campeonato Brasileiro, desta vez em 0 a 0 com a Chapecoense, na Arena Condá, em um jogo que expôs, mais uma vez, o principal problema da equipe: a dificuldade em transformar controle em gol.
Timão controla, mas não transforma domínio em vantagem
O cenário visto em Chapecó se repete nas últimas rodadas. O Corinthians teve mais posse, ocupou o campo ofensivo em boa parte do jogo e conseguiu limitar as ações do adversário por longos períodos.
O problema está no último terço.
A equipe cria pouco, finaliza mal e não consegue sustentar pressão ofensiva contínua. Mesmo em um jogo onde a Chapecoense ofereceu espaços, o time de Dorival Júnior não conseguiu capitalizar.
Corinthians e Chapecoense finalizaram 13 vezes cada, com quatro chutes no alvo para cada lado, evidenciando um volume equilibrado, mas pouco eficiente.
Esse padrão explica o momento: seis jogos consecutivos sem vitória.
Escalações
O Corinthians foi a campo com: Hugo Souza; Pedro Milans, João Pedro, André Ramalho e Fabrizio Angileri; Allan, Matheus Pereira, André Luiz e Rodrigo Garro; Vitinho e Yuri Alberto.
A Chapecoense iniciou com: Léo Vieira; Bruno Leonardo, Eduardo Doma, Everton e Walter Clar; Camilo, João Vitor, Rafael Carvalheira e Giovanni Augusto; Marcinho e Bolasie.
Primeiro tempo revela desconexão entre meio e ataque
O Corinthians teve controle territorial, mas não conseguiu transformar isso em perigo real.
Principais pontos:
circulação de bola lenta
erros técnicos acima do padrão
dificuldade em conectar meio-campo e ataque
pouca presença na área
Rodrigo Garro foi o principal articulador, mas atuou isolado na criação. Yuri Alberto, ainda retomando ritmo, teve pouca participação.
A melhor chance veio em bola parada, com Garro acertando o travessão. Fora isso, o volume foi estéril.
Pressão alta não encaixa e facilita jogo da Chapecoense
Um dos pontos táticos mais relevantes foi a dificuldade do Corinthians em pressionar alto com eficiência.
A equipe até tentou subir linhas, mas:
não coordenou bem os gatilhos de pressão
permitiu saídas limpas da Chapecoense
não recuperou bolas em zonas perigosas
Isso fez o jogo ficar mais controlado do que dominante.
Segundo tempo melhora início, mas expõe limites físicos e estruturais
A volta do intervalo trouxe um Corinthians mais agressivo nos primeiros minutos, com melhor ocupação dos espaços e uma jogada característica entre Garro e Yuri Alberto.
Mas a intensidade caiu rapidamente.
Após os 10 minutos:
a equipe perdeu compactação
a Chapecoense passou a encontrar espaços
o jogo ficou mais aberto
Foi nesse momento que Hugo Souza passou a ser mais exigido.
Assista aos melhores momentos
Demora nas substituições impacta ritmo da equipe
Outro ponto importante na leitura tática foi o timing das mudanças. Dorival Júnior demorou para mexer, mesmo com sinais claros de desgaste físico. As alterações vieram apenas por volta dos 20 minutos da etapa final.
As entradas de Raniele e Breno Bidon deram novo fôlego ao meio, mas não resolveram o principal problema: a criação ofensiva.
Ineficiência ofensiva volta a ser decisiva
O lance mais emblemático do jogo resume o momento do Corinthians.
Após boa jogada de Yuri Alberto, Rodrigo Garro apareceu livre dentro da área, mas finalizou mal, em cima do goleiro.
É o retrato da equipe:
consegue construir
chega à área
mas não converte
Retorno de Yuri Alberto muda dinâmica, mas ainda não resolve
A volta de Yuri Alberto foi o principal ponto positivo da partida.
Mesmo sem ritmo ideal, o atacante:
ofereceu profundidade
puxou marcação
criou uma das melhores chances do jogo
Sua presença muda o comportamento ofensivo da equipe, mas ainda depende de melhor conexão coletiva.
Discurso de Dorival encontra respaldo parcial no campo
Como destacou Dorival Júnior em coletiva após o jogo, o treinador vê evolução no desempenho, mas admite a necessidade de transformar volume em resultado.
A análise do jogo mostra que há fundamentos na organização, mas o próprio desempenho reforça que essa evolução ainda não se traduz em eficiência ofensiva.
Assista à coletiva de Dorival Júnior
Pontos-chave da análise
Corinthians tem controle, mas não transforma em gols
Meio-campo pouco conectado ao ataque
Pressão alta ineficiente
Queda física no segundo tempo
Demora nas substituições
Baixa eficiência no último terço
O que o jogo revela sobre o Corinthians
O empate não foi fruto de acaso, mas sim de um padrão que vem se repetindo.
O Corinthians de Dorival Júnior:
é organizado
compete
mas não agride o suficiente
O Corinthians não sofre para competir, mas ainda sofre para decidir.Enquanto esse desequilíbrio existir, o time seguirá mais próximo de empates do que de vitórias.
Próximo desafio
O Corinthians volta a campo neste domingo, contra o Flamengo, na Neo Química Arena, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.
O jogo passa a ter peso maior diante da sequência negativa.
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